tendencias

Tendências. Palavrinha complexa, não? Quem trabalha com moda sabe que o termo significa uma busca incessante por novidades. Se antigamente era simples e fácil mapear os temas da estação, com a ajuda dos didáticos cadernos de tendências, hoje o trabalho requer muito mais dedicação e uma pesquisa constante. São tantas, vindas de tantas fontes simultâneas, que já foi até declarado a “morte das tendências”.

O anúncio é dramático e o fato improvável de acontecer, afinal (tentar) prever o futuro dá sempre aquela sensação de segurança, necessária em qualquer negócio. A verdade é que a cada estação as tendências das passarelas ficam mais subjetivas e resumir tudo que foi desfilado em quatro ou cinco temas está cada vez mais difícil. Primeiro porque só a quantidade de marcas participando das semanas de moda principais, isto é, Nova York, Londres, Milão e Paris, é cada vez maior, o que significa mais diversidade de temas. Segundo, porque em nosso hiper acelerado tempo cansamos de tudo muito rápido e exigimos sempre novidades no varejo, vide o sucesso das pré-coleções (resort, pré-fall) e do nosso intermediário alto-verão, o que leva à constante renovação. Resumindo, seguir as tendências cegamente tornou-se, na realidade, ultrapassado e um grande risco para as marcas.

Risco? Sim, pois várias marcas preferem fazer o famoso copy + paste dos desfiles, campanhas e peças das grifes famosas no lugar de pensar na sua identidade e investir em produtos voltados para o seu público-alvo real (algo que toda empresa tem obrigação de saber). Quem opta por esse caminho no atual cenário corre o risco de ver o seu negócio afundar mais rápido que uma troca de coleção numa rede de fast fashion…

O que fazer então? Não estou dizendo que revistas e sites de moda devem ser ignorados de vez, muito pelo contrário, eles devem ser vistos e analisados constantemente, afinal cultura de moda é fundamental para quem trabalha no meio. Mas que tal investir em estudar as tendências de comportamento e consumo globais, aquelas que sinalizam o que o consumidor pensa e deseja e, a partir daí, desenvolver coleções originais e conectadas com seu público? Nesses tempos de crise, surpreender e ousar são as palavras-chave e investir nestas ações é, seguramente, a melhor tendência a seguir.

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2 Comments

 

  1. Pingback : Feliz 2009! : modalogia

  2. janeiro 17, 2009  11:24 am by Fátima Costa Responder

    Dando sempre uma olhada nas tendências e,em tempos de crise, olhando o que tenho no meu closet,minimizo compras e reciclo o que tenho,adaptando ao que me faz sentir confortavelmente com um look atual não perdendo minha essência de vestir o meu estilo (que nem sei classificar qual é!!).Digamos:"A cara de Fatinha!!"Beijos Mi. Sucesso !!!

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