A semana começou com uma ótima noticia, colocando fim nos rumores e expectativas que por mais de um ano circularam em torno da Christian Dior. Raf Simons é o novo estilista da marca e sua estreia acontece em julho, com a coleção de alta-costura para o outono 2012. O belga, juntamente com Marc Jacobs, era um dos nomes mais cotados para substituir John Galliano, que foi demitido no ano passado por causa das declarações antissemitas gravadas em um vídeo postado na internet.

jil sander 10 333x500 Raf Simons e a Nova Era da Dior
Jil Sander – outono 2012

O estilo minimalista de Raf não tem aparentemente a ver com a Dior. Sua formação vem do Design e sua carreira começou na moda masculina (sua grife, aliás, continua ativa e independente do acordo com o grupo LVMH). A contratação pela Jil Sander, em 2005, marcou a nova fase de seu trabalho e apesar dele ter mantido as linhas puristas da estilista, que retornou para a marca após a sua demissão, nas últimas temporadas experimentou com sucesso o uso de cores vivas e modelagens inspiradas na alta-costura dos anos 50.

dior18 Raf Simons e a Nova Era da DiorDior ainda na era Galliano

É por isso que a grande aposta seja para uma Dior mais “clean”, porém não menos feminina. Enquanto a era Galliano foi marcada pelos excessos e por muitos espetáculos na passarela, o novo período deve trazer a volta da elegância clássica mas com uma leitura moderna, posicionando a grife novamente entre as grandes lançadoras de tendências, ao lado da Céline e da Louis Vuitton,  que também pertencem ao grupo LVMH. Raf será o diretor artístico responsável por todas as linhas femininas (couture, prêt-à-porter e acessórios), enquanto Kris Van Assche permanece no comando do masculino, Victoire de Castellane cuida das joias e Camille Miceli cria bijuterias.

Christian Dior3 500x367 Raf Simons e a Nova Era da DiorChristian Dior reinou como o principal couturier dos anos 50

Com essas mudanças recentes, incluindo a saída de Stefano Pilati da Yves Saint Laurent e a contratação de Hedi Slimane para o seu posto, a moda francesa vive um momento de agitação que não se via desde os anos 90, quando Bernard Arnault começou a reestruturar as marcas e apontou John Galliano e Alexander McQueen para a Dior e para a Givenchy, respectivamente. Como a indústria hoje tem um papel muito mais global e gera mais interesse no consumidor, sem falar na cobertura da mídia, já dá para prever o que vem por aí, não é?


 

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