O Resort e o Futuro do Calendário da Moda – por Mirela Lacerda
setembro 1, 2010 by Mirela Lacerda
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Pergunte a uma grande editora ou comprador internacional sobre as coleções resort e você só vai ouvir elogios. Da parte da mídia, nada da maratona de desfiles, confusões para entrar nas salas e nem celebridades atrapalhando os shows. Já os varejistas reverenciam a coleção que fica o maior período nas prateleiras e é extremamente comercial, por isso muito mais fácil de vender.
Alexander McQueen e Balenciaga
Bottega Veneta e Céline
Christopher Kane e Dolce & Gabbana
Do ponto de vista do consumidor, é a chance de adquirir uma peça de grife sem estampas ou formas tão marcantes, fotografadas em vários editoriais e vestidas por celebridades, ou seja, é a oportunidade de usar grife sem ostentar, exatamente como os novos tempos pedem. Com tantas vantagens, será que o resort se tornará a terceira grande temporada de moda, depois do outono/inverno e da primavera/verão?
Donna Karan e Giorgio Armani
Gucci e Jason Wu
Lanvin e Louis Vuitton
Dificilmente. Primeiro porque este não é o desejo dos principais nomes da indústria da moda e segundo porque ainda existem alguns contratempos em relação ao calendário de lançamento (geralmente em junho para chegar às lojas entre outubro e novembro) e a real necessidade de organizar desfiles. A maioria dos profissionais concorda que só os espetáculos que Chanel e Dior criam já estão de bom tamanho, sem contar que várias marcas não tem como bancar um terceiro desfile anual.
Marc Jacobs e Matthew Williamson
Michael Kors e Nina Ricci
Oscar de la Renta e Prada
A grande vantagem do resort tem a ver com o calendário da moda, como já falei aqui. A estação que antes era feita apenas por marcas americanas e grandes grifes européias contendo biquínis e saídas de praia para as clientes que fugiam do frio usarem nas férias de fim de ano pelos trópicos, cresceu, apareceu e tornou-se a melhor maneira do varejo de luxo oferecer novidades constantes. Ah! O resort também funciona como ensaio de idéias para a primavera/verão de várias marcas. Preste atenção nos temas, formas e cores porque em algumas semanas eles podem ser tendências da próxima temporada de desfiles.
Roberto Cavalli e Roksanda Ilincic
Salvatore Ferragamo e Stella McCartney
Versace e Yves Saint Laurent
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A Era do Consumo Seletivo – por Mirela Lacerda
agosto 17, 2010 by Mirela Lacerda
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Sabe aquela imagem de mulheres saindo de um shopping carregadas de sacolas? Ela não existe mais. Bem-vindos a era do consumo seletivo, em que o consumidor avalia cuidadosamente cada compra, pesquisa na internet, checa as redes sociais e conversa com os amigos antes de gastar seu rico dinheirinho.
A crise econômica de 2008 forçou não apenas uma mudança nos hábitos de consumo, mas também uma mudança de mentalidade que, ao que tudo indica, veio para ficar. Nos EUA e na Europa, onde os problemas ainda são muito graves, as pessoas andam constantemente com medo de ficar sem trabalho, as linhas de crédito não são mais tão generosas e as taxas de desemprego assustam. Tudo isso fez muita gente repensar se é mesmo necessário consumir tanto para ser feliz. Várias pessoas resolveram se livrar dos excessos e viver apenas com o indispensável (blogs e “projetos” sobre este estilo de vida “enxuto” pipocam pela internet), ou seja, nada de compras compulsivas e supérfluas.
Livro originado de um dos blogs sobre vida mais simples
Quem ainda gosta e quer consumir, pondera bastante o valor de um produto, além de comparar os similares e pesquisar bastante online a opinião de outros clientes. O grande desafio para as marcas é conquistar este consumidor se mantendo presente na internet, no Facebook, no Twitter, inovando seu e-commerce e m-commerce, em outras palavras, criando motivos subjetivos para o consumo, agora mais do que nunca.
O sucesso de sites como o Net-a-porter aponta o crescimento do e-commerce
Na moda, identificamos dois pólos: em um, as redes de fast fashion que tornam-se excelentes opções para quem não quer gastar muito e ainda quer consumir novidades. H&M, Topshop, Zara e outras não registraram grandes prejuízos nos últimos dois anos e continuam a expandir seus impérios. Do lado oposto estão as grandes grifes de luxo, que perderam uma boa fatia do mercado, já que os consumidores ocasionais (aqueles que aspiram ser clientes mas só podem adquirir um produto de vez em quando) se foram. A parcela mais rica da população continua comprando, porém não quer ostentar logos e nem as peças facilmente identificadas. Por essa razão, as marcas insistem no marketing do heritage, com o objetivo de vender ítens com valor histórico agregado e atemporais, assim a relação custo-benefício se torna mais vantajosa.
As bolsas da nova coleção da Louis Vuitton são modelos clássicos, sem o excesso de logos e cores
E no Brasil? Ainda estamos do outro lado da curva, pois não entramos em crise e nosso poder de compra nunca foi tão alto. As classes mais populares estão consumindo como nunca e os mais abastados fazem a festa das grifes de luxo aqui e lá fora. Porém, é preciso estar atento às mudanças. Mesmo com toda a euforia, o consumidor tem nas mãos ferramentas poderosas de comparação de preços e produtos. Quem não se preparar para vender a um cliente tecno-informado corre o risco de ver seu negócio declinar mais rápido que as ações das bolsas americanas em 2008. Você está preparado?
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O Futuro do Mercado de Luxo no Brasil – por Mirela Lacerda
julho 30, 2010 by Mirela Lacerda
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Nos anos 90, a Daslu chamou a atenção do mundo como o primeiro grande centro de luxo brasileiro. Quando o país ainda nem sonhava em ocupar a posição de economia emergente e integrar o time de BRICs (Brasil, Russia, India e China), o consumo de produtos de luxo era algo além da nossa realidade, feita apenas pelos muito ricos, geralmente em viagens para o exterior. Hoje a situação mudou bastante e a maioria das marcas antes só vendidas na Daslu possui mais de um espaço próprio: a Louis Vuitton tem seis lojas e a Salvatore Ferragamo, oito unidades. Hermès, Gucci, Carolina Herrera, Diane von Furstenberg, Missoni, Chanel e Christian Louboutin abriram em shoppings de luxo em São Paulo e no Rio de Janeiro. A Burberry inaugurou sua primeira loja independente em Brasília, há pouco tempo, e a Emporio Armani prepara sua chegada à capital.
Loja da Giorgio Armani no Shopping Cidade Jardim
O consumo de produtos de luxo no país cresceu mais de 35% nos últimos dez anos, o que significa vendas de 2.5 milhões de dólares a cada ano. O Brasil é a maior economia da América Latina, responsável por 70% do segmento de luxo, e a 10ª maior do mundo. No ano passado, mesmo com a crise financeira mundial, o setor cresceu 8% e a previsão é que até o fim de 2010 os consumidores de luxo comprem 50% a mais. Recentemente, a Veja fez uma reportagem de capa afirmando que a cada dez minutos um executivo se junta ao grupo de milionários.
Projeto do Village Mall, shopping de luxo que será inaugurado em 2012 na Barra da Tijuca
Os dados são muito promissores, mas será que a realidade é assim tão boa? Por mais que o consumidor brasileiro seja ávido por novidades, ele sabe que o valor das mercadorias aqui é, em média, três vezes mais caro devido aos altos impostos. Ou seja, às vezes sai mais barato pegar um avião e ir até Miami, Nova York ou Paris (os três top destinos do turista brasileiro) comprar um produto. Nossa única vantagem é o sistema de parcelamento no cartão de crédito, algo inédito no resto do planeta.

Fachada do Shopping paulistano Cidade Jardim
Outra questão é a centralização de São Paulo. Apesar de outras regiões, como Brasília, o próprio interior de SP, o Norte e Nordeste demonstrarem potencial de consumo, os números são pequenos. O Rio, o segundo mercado nacional, tem apenas 15% do segmento de luxo. A médio e longo prazo, será que vale a pena investir em um país tão extenso mas com poucas possibilidades de abertura de filiais?
Corner da H.Stern na Printemps, em Paris. A joalheria brasileira está presente em várias cidades do mundo
Finalmente, como as grifes nacionais podem competir neste mercado? Se as taxas de importação diminuírem, não vai ser difícil encontrar sapatos, bolsas e roupas de marcas estrangeiras custando menos que muitas brasileiras. O processo de internacionalização de nossas empresas é lento e a competição, enorme. Sem contar que a matéria-prima é cara e o setor de moda no Brasil é conhecido pela falta de profissionais qualificados.
Carlos Miele também representa muito bem o Brasil, com lojas em Nova York, Miami e Paris
Por outro lado, marcas de luxo “made in Brazil”, como Osklen, Carlos Miele e H.Stern já mostraram que têm uma identidade bem formada e um apelo de consumo baseado em lifestyle. E aí entram os famosos conglomerados internacionais. A compra da Sack’s pelo LVMH (que com isso traz a Sephora para o Brasil) foi o primeiro sinal de novas possibilidades. Há algumas semanas os executivos do concorrente PPR, chefiados por François-Henri Pinault, estiveram por aqui e conversaram com Oskar Metsavath, da Osklen, e conheceram o QG da H.Stern, em Ipanema. Pode ser que um novo caminho para o mercado de luxo brasileiro esteja se abrindo, e a melhor opção para enfrentar a concorrência seja unir-se aos grandes e experientes. Mas isso é papo para outra coluna…
Releia as entrevistas sobre o mercado de luxo no Brasil com:
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A Moda na Época de Sua Reprodutibilidade Técnica – por Mirela Lacerda
julho 26, 2010 by Mirela Lacerda
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Na faculdade de Comunicação, um dos primeiros filósofos que estudamos é Walter Benjamin. O alemão, famoso por integrar a Escola de Frankfurt, ficou conhecido por vários ensaios, entre eles “A Obra de Arte na Época de sua Reprodutibilidade Técnica”. O ponto central desta teoria refere-se à destruição da “aura” que envolve as obras de arte a partir do momento em que elas são reproduzidas para uma sociedade de consumo de massa. Quando escreveu, ele refletiu sobre o impacto do cinema na perda desta aura, mas obviamente nem imaginava o que estava por vir com a TV e a internet.
Outro dia, revendo o documentário do “Valentino – O último imperador”, lembrei de Walter Benjamin e de sua teoria. O título do filme não poderia ser melhor. Valentino é mesmo “o último dos grandes”. Ele representava uma era da moda em que a relação estilista-roupa era completamente diferente. Como Yves Saint Laurent, Christian Dior, Balenciaga e tantos outros ícones, ele criava com o objetivo de deixar a mulher mais bonita. Da pesquisa ao produto final – tanto na alta-costura como no prêt-à-porter -, seu processo era puro, sofisticado e detalhista, e funcionava em um ritmo que não cabe mais nesta era de conglomerados e fast fashion.
A última coleção de prêt-à-porter do estilista, para a primavera 2008
Além disso, Valentino era o epítome de tudo que vendia: tinha uma vida absolutamente glamurosa, casas espalhadas pelo mundo, era cercado de pessoas lindas, ricas e cultas. Depois de se aposentar, no inicio de 2008, a grife passou por momentos confusos. Primeiro, Alessandra Facchinetti foi nomeada como sua substituta e ficou no posto por apenas duas temporadas. Seus ex-assistentes, Pier Paolo Piccioli e Maria Grazia Chiuri (decorar esses nomes já é um problema), foram então promovidos ao cargo. Só que por mais que eles tenham convivido e aprendido com o estilista, eles nunca serão como ele! E aí entra a questão da perda da “aura”. A aura de Valentino estava em tudo que ele criava e representava. Não há como substituí-la sem parecer forçado ou até mesmo “fake”. A identidade da grife se foi junto com seu fundador, o que resta é uma logo que pode ser reconstruída, com outra imagem, e geralmente isso leva tempo…
A última coleção de Alessandra para Valentino, para a primavera 2009
Walter Benjamin não era pessimista em relação à perda da aura. Ele via um novo caminho se abrindo e um novo relacionamento da arte com as massas. Concordo com ele e afirmo que nem toda mudança é negativa. Tom Ford, por exemplo, imprimiu uma nova aura à Gucci – tão poderosa, aliás, que sua saída significou grandes perdas na identidade da marca até Frida Giannini construir uma nova.
A primeira coleção de Pier Paolo e Maria Grazia, para o outono 2009
Marc Jacobs transformou a aura da Louis Vuitton, Alber Elbaz a da Lanvin, e até mesmo Stefano Pilati, que substituiu Tom Ford e começou a criar para a Yves Saint Laurent enquanto o próprio estava vivo, conseguiu fazer um bom trabalho. Agora, quem consegue visualizar a Chanel sem a aura de Karl Lagerfeld? Como ele mesmo diz a Valentino em uma cena do documentário, comparado aos dois, o resto dos designers não faz mais do que trapos…
A coleção mais recente da dupla, de alta-costura para o outono 2010: a mudança no público-alvo é visível
A questão nesta era de conglomerados de moda e inevitáveis substituições de estilistas é bem complexa. Não é apenas talento nem estratégias de marketing que vão levar as grifes a venderem mais ou menos. É a aura de seu criador que por vezes é tão forte que se torna insubstituível. E neste caso, a relação entre a obra (roupa) e as massas (clientes) corre o risco de ficar eternamente comprometida.
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Marcas, Consumidores e Mídias Sociais – por Evelyn Bonorino
julho 23, 2010 by Evelyn Bonorino
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Atualmente todas as marcas buscam um envolvimento maior com os seus consumidores, pois entendem que esse relacionamento é fundamental para uma possível fidelização. Sendo assim, discutimos aqui sobre o tipo de comunicação que elas estão usando para atrair e efetivar esse relacionamento, através das mídias sociais (Twitter, Facebook, YouTube etc).
Muitas empresas estão construindo um diálogo através da aparência, quando na verdade deveriam parar de querer impressionar e tratar de aceitar que hoje o consumidor sabe ler nas entrelinhas. Muitos clientes não precisam, por exemplo, de mais do que 140 caracteres para perceber a falta de personalidade de uma marca.
Twitter da Stella McCartney
Analisando o mercado, a MODALOGIA vem propondo para os seus clientes uma nova narrativa para ser utilizada no sistema de comunicação entre empresa e consumidor.
Twitter da Louis Vuitton nos EUA
Twitter da Opção Jeans
Abolimos e abominamos atitudes do tipo “autopromoção”. Entendemos que as grifes admiradas possuem identidade definida e alto grau de autenticidade, isto é, possuem um ponto de vista claro sobre o universo que atuam. As marcas que adotarem essa postura não vão precisar se “gabar”, pois elam sempre têm algo a dizer.
Hoje podemos enviar uma mensagem pra milhões de consumidores com apenas um clique. Assumimos há muito tempo a nossa vontade de compartilhar e divulgar para uma audiência global o que estamos fazendo, vendo ou até vendendo. Entretanto, existe uma distância muito grande entre as mensagens emitidas na pessoa física e jurídica. Ao se comunicar com o seu cliente informe sobre o que é pertinente ao universo dele somado ao da marca. Tenha certeza que a linguagem atraia a sua atenção pois caso contrário, com o mesmo botão que você se ligou a ele, ele vai se desligar de você.
Site da Opção
Sugerimos a seguir como traçar o melhor caminho da comunicação de uma empresa com o consumidor através das mídias sociais:
- Apesar de ser uma marca pense como uma pessoa;
- Tenha sempre um ponto de vista;
- Reflita sobre quem você é sobre as mensagens que deseja passar;
- Avalie tudo que o seu público precisa para construir o universo dele;
- Use sempre uma narrativa direta;
- Para manter a sua plataforma de negócios confiável e de comunicação clara, seja acessível;
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Berlin Fashion Week e a Expansão da Moda Alemã – por Mirela Lacerda
julho 21, 2010 by Mirela Lacerda
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Quando se fala em moda alemã, a gente logo pensa no kaiser Karl Lagerfeld, em Claudia Schiffer e Heidi Klum. Porém no quesito grifes de moda, é difícil ir além de Jil Sander, Hugo Boss e Escada. A verdade é que um dos países mais poderosos do mundo não tem tradição em exportar moda e manteve-se por muito tempo abastecendo apenas o mercado interno e alguns outros europeus.
Por outro lado, o potencial criativo e de produção do “made in Germany” é grande e a Berlin Fashion Week tem sido a melhor vitrine disso, sem contar a tradicional feira Bread & Butter, especializada em jeans e streetwear, uma referência mundial.
Entre os dias 07 e 11 de julho, a semana de moda berlinense agitou a capital, abrindo a temporada de lançamentos para a primavera/verão 2011 feminina. Entre os desfiles de marcas consagradas como Boss Black (uma das linhas da Hugo Boss), Laurèl e Rena Lange, somados aos talentos em ascensão como Dawid Tomaszewski, Perret Schaad, finalista do concurso “How to Start your own Fashion Business”, e Starstyling, a cara do streetwear alemão, o evento mostra o poder de atração mundial. Como a organização é feita pela mesma equipe da New York Fashion Week, com patrocínio da Mercedes-Benz (o nome oficial é Mercedes-Benz Berlin Fashion Week), não é difícil montar um desfile especial da Calvin Klein e atrair celebridades como Jessica Alba e Ewan McGregor, na primeira fila da Boss Black.
Em termos de tendências, a semana alemã reforçou o desejo por feminilidade e leveza que já vem aparecendo nas últimas temporadas. Looks fluidos, de tecidos transparentes, tons pastel e nudes foram onipresentes em praticamente todas as coleções. Não há nada super conceitual pois o objetivo maior é mostrar o caráter comercial e expandir a presença das marcas para além das fronteiras do país.
Quem quiser pesquisar moda na Europa fora do eixo Londres-Paris, encontra em Berlim uma ótima opção. A Bread & Butter acontece simultaneamente à BFW e algumas lojas e marcas merecem a sua visita. Anote: Wunderkind, Mechail Michalsky , TalkingMeansTrouble, cneeon e Kaviar Gouche.
Agradecimentos ao Centro de Turismo Alemão, que colaborou com algumas informações para esta matéria: www.visitealemanha.com
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Novas Direções para a Alta-Costura – por Mirela Lacerda
julho 15, 2010 by Mirela Lacerda
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Na semana passada, a temporada de alta-costura de Paris teve um clima diferente. Além do otimismo pela volta do crescimento do setor, com a volta de antigas clientes dos EUA e da Rússia que foram obrigadas a suspender encomendas no ano passado e a chegada de novas, vindas dos mercados emergentes (China) está promovendo uma reavaliação sobre o que a alta-costura representa.
Alexandre Vauthier
Alexis Mabille
Bouchra Jarrar
Chanel
O pensamento lugar-comum nos leva a imaginar vestidos belíssimos e ultra-glamurosos, com tecidos nobres, bordados delicados feitos à mão e mulheres usando as produções em eventos chiquérrimos e milionários. Mas se analisarmos as coleções para o outono 2010, é impossível não notar os looks menos “sonho” e mais vida real. Traduzindo: os estilistas começam a perceber que as mulheres buscam roupas exclusivas e duráveis sim, porém não necessariamente feitas apenas para festas, mas para eventos diurnos.
Dior
Elie Saab
Giorgio Armani Privé
Givenchy
As apresentações mais intimistas (com exceção da Chanel que manteve o espetáculo no Grand Palais, Dior reduziu o tamanho do desfile feito no Museu Rodin e a Givenchy optou por mostrar os modelos em showroom) são outro sinal desta aproximação entre estilistas e clientes. O serviço anda tão personalizado que as provas de roupa podem ser feitas onde a cliente está – em seu hotel em Paris ou num iate no meio do Mediterrâneo. O sucesso também pode ser medido pelos novos nomes que estão surgindo direto na couture, como a ex-Balenciaga e Lacroix Bouchra Jarrar, um perfeito exemplo da direção menos afetada do segmento.
Gustavo Lins
Jean Paul Gaultier
Maison Martin Margiela
Maison Rabih Kayrouz
Tanta exclusividade atesta uma tendência: a revalorização da roupa sob medida dentro de um contexto de desaceleração de consumo. O excesso de ofertas da moda mostra sinais de cansaço e quem quer qualidade, atendimento personalizado e a garantia de usar uma peça única encontra na alta-costura tudo o que precisa. Como bem resumiu o kaiser Karl Lagerfeld: “a couture moderna deve ter uma sensação de mobilidade e o ápice do refinamento.”
Stephane Rolland
Valentino
Zuhair Murad
Além disso, para os estilistas, a alta-costura será sempre um grande laboratório criativo para idéias que podem ser depuradas no prêt-à-porter. Sendo assim, fiquem de olho nas cores vibrantes e nos tons neutros claros, substituindo o preto, nas linhas aerodinâmicas e limpas, no uso das rendas, tecidos leves e transparentes, e no comprimento alongado, abaixo do joelho até a altura do tornozelo.
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Como Consertar o Calendário da Moda? – por Mirela Lacerda
julho 7, 2010 by Mirela Lacerda
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Há algumas semanas atrás, no inicio de junho, recebi a newsletter da Chloé avisando que a coleção de outono/inverno 2010-11 da marca já estava nas lojas. A Miu Miu também já enviou seu email com a nova coleção, enquanto Chanel e Yves Saint Laurent estão promovendo o pré-fall. Bom, o verão no hemisfério norte começa oficialmente em 21 de junho e em boa parte dos países, a estação é enormemente aguardada, pois os habitantes só têm até agosto para curtir as temperaturas mais altas. Mesmo nos EUA, onde o clima é bem diverso, e no sul da Europa, o verão raramente se iguala ao nosso, o que é mais um motivo para aproveitar todos os raios quentinhos de sol.
Newsletter da Chloé com os looks da coleção de outono 2010. www.chloe.com
Antes de continuar, vamos ao atual confuso calendário do varejo nacional e internacional:
Internacional (Estados Unidos e Europa principalmente)
Primavera: chega às lojas em fevereiro, em alguns casos, janeiro (frio de rachar!).
Pré-fall (pré-outono): começa a aparecer em maio, alguns adiam até final de junho (quando começa o verão).
Outono: em junho já há lançamentos, mas o normal é entre julho e agosto (o outono oficialmente começa em setembro).
Resort/Cruise (ou pré-spring): as lojas recebem em novembro, quando o frio está se instalando com força. Teoricamente as roupas são para quem vai fugir do inverno.
Nacional
Outono/Inverno: geralmente lançado após o carnaval ou cerca de duas semanas após o evento, dependendo da sua data (o calor continua firme e forte).
Primavera/Verão: no final de julho algumas marcas já lançam em esquema “preview”. A estação só inicia em setembro.
Alto-verão: nem toda marca faz uma coleção especial, as que fazem costumam mandar para as lojas a partir de dezembro. Quem não faz, fica com a primavera/verão por cerca de seis meses!
O outono 2010 da Miu Miu já está online. www.miumiu.com
Então não é frustrante saber que justamente quando faz calor no hemisfério norte as lojas estão lançando o outono? E no Brasil, alguém tem vontade de comprar casaco logo depois do carnaval, quando as marcas nacionais lançam o outono/inverno? Ok, a consumidora quer sempre novidade, mas ela também quer comprar de acordo com o clima. Choveu? Compra-se capas de chuva. Esfriou? É hora de ir atrás de meias e casacos. Está calor? Vamos comprar biquínis, vestidinhos e camisetas.
A campanha da coleção de pré-fall da Chanel, Paris-Shangai. www.chanel.com
Infelizmente, esta lógica do varejo aparentemente não existe mais e hoje comprar de acordo com a estação é algo raro. Com o sucesso das pré-coleções então, a ordem das estações parece invertida. Lá fora, os varejistas e compradores alegam que essas pré-coleções são as mais rentáveis, já que ficam à venda por mais tempo e quase não sofrem reduções, enquanto as coleções desfiladas chegam e em pouco tempo é época de liquidação, por isso seu lançamento é cada vez mais antecipado.
O pré-fall da Yves Saint Laurent, numa loja perto de você! www.ysl.com
A gente sabe que duas coleções de moda por ano é muito pouco e nem as grandes grifes conseguem bancar este intervalo de novidades e não perder terreno para as redes de fast fashion. Mas com tantos previews e pré-tudo, não está na hora de todos os envolvidos – da indústria têxtil aos estilistas, passando pelos compradores – sentarem para organizar a bagunça? Isso serve tanto para o Brasil quanto para o exterior. Por que não instalar o calendário de quatro coleções anuais (primavera, verão, outono e inverno) e parar com esse negócio de pré-spring, pré-fall e alto-verão? Dependendo do porte da empresa, é mais complicado produzir quatro coleções separadas, mas uma boa solução pode ser o verão e o inverno funcionando como desdobramento e extensão da primavera e do outono, respectivamente.
Pequenos ajustes podem significar maior lucro lá na frente, afinal, se continuarmos desse jeito, vamos comprar casaco em janeiro e sair de vestidinho de algodão no meio de julho! O consumidor pode estar sempre em busca de novidade, mas uma compra por necessidade é geralmente a melhor – para ambos os lados.
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As Tendências dos Desfiles Masculinos para a Primavera 2011 – Por Mirela Lacerda
julho 2, 2010 by Mirela Lacerda
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Os desfiles masculinos de Milão e Paris, que terminaram no último domingo, 27 de junho, mostraram propostas que quebraram os padrões das últimas temporadas. A seriedade dos ternos abriu caminho para coleções mais arriscadas, tanto nas silhuetas quanto nas cores, o que traduz o desejo por tempos menos tumultuados. Já que a economia está longe de se recuperar 100%, o jeito é aproveitar ao máximo as horas de lazer e investir em peças para relaxar! A seguir os principais temas da estação:
1) Esporte Clube
Prada e Z-Zegna
Balenciaga e Raf Simons
A influência dos esportes mistura-se a técnicas da alfaiataria clássicas, criando roupas que unem conforto a uma modelagem impecável. Tecidos como o náilon combinados aos tradicionais algodão e lã, cores vibrantes e silhueta relaxada mostram o equilíbrio da proposta.
2) Nômade
Dior Homme e Yves Saint Laurent
Missoni e Etro
O homem globalizado incorpora elementos de todos os lugares que visita, fazendo de seu look um mapa-mundi constante. Marrocos, Oriente e Leste Europeu são os principais destinos desta vez.
3) Hollywood
Gianfranco Ferré e Salvatore Ferragamo
John Galliano e Viktor & Rolf
Os clássicos do cinema e personagens inesquecíveis como o Carlitos de Charles Chaplin e o mafioso Al Capone trazem glamour e ousadia. O charme dos atores dos anos 40 e 50 influenciam ternos de duplo abotoamento, listrados e com silhueta mais ajustada, além de smoking e camisas com gravatas borboleta.
4) Dolce Far Niente
D&G e Dolce & Gabbana
Malo e Hermès
O clima dos balneários no passado, principalmente dos anos 50, inspira roupas confortáveis e despojadas. Muito linho, estampas tropicais, pólos, shorts, bermudas e xadrez vichy convidam a férias eternas.
5) Rock Star
Paul Smith e Balmain
Marc Jacobs e Versace
O estilo e atitude dos líderes de bandas de rock ou punk inspiram jaquetas de couro, calças skinny ou cigarrete. Um ar rockabilly também faz parte do pacote, com acessórios pesados e cores escuras completando o look.
6) Gigolô Americano
Gucci e Giorgio Armani
Bottega Veneta e Calvin Klein
Como o personagem de Richard Gere no filme homônimo, os homens parecem estar muito à vontade exibindo seus atributos físicos. Torsos nus, silhueta justa e blusas transparentes são a receita do estilo de quem confunde diversão e trabalho.
Esta é uma pequena amostra do nosso Relatório de Tendências Sazonal e da maneira que a Modalogia aborda a pesquisa de tendências. Veja na seção Serviços os tipos de Relatórios e Treinamentos do MODALOGIA que se encaixam no perfil da sua empresa e entre em contato pelo comercial@modalogia.com.br
Conheça os Serviços da Modalogia
junho 29, 2010 by Mirela Lacerda
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A MODALOGIA é uma empresa de CONSULTORIA DE TENDÊNCIAS EM MODA, COMPORTAMENTO E CONSUMO. Através de metodologia própria, visionária e estrategista, decodifica, filtra, molda e desdobra informações a fim de aplicá-las no desenvolvimento de produtos e serviços para o varejo de moda. Pelo conteúdo do seu site, amplia conhecimento, gera opinião e sugere direcionamentos.
VISÃO
A MODALOGIA é uma empresa que tem como Visão ser referência nacional para a indústria e o varejo de moda.
MISSÃO
Nossa Missão é prestar serviços de consultoria de tendências de moda para empresas da indústria e do varejo de moda, através de relatórios e treinamentos personalizados, com vertente no comportamento e no consumo.
1- PRODUTOS
1.1- Diagnóstico Organizacional
Coleta de dados e análise do funcionamento da empresa visando aplicação do planejamento de ações estratégicas.
1.2- Relatório Sazonal de Tendências
CD elaborado com textos e imagens de tendências de moda de cada estação do ano (primavera, verão, outono e inverno), com informações sobre: formas, material têxtil, cartela de cor, estampas, material complementar, acessórios e inspirações/influências, com abordagens no comportamento e no consumo. O serviço é personalizado para cada empresa e toda equipe recebe treinamento para melhor compreensão e aprofundamento das informações do relatório. Trabalhamos com o segmento, feminino, masculino e acessórios.
1.3- Relatório Mensal de Tendências
Atualização mensal de informações relevantes sobre o universo da moda, da cultura (música, cinema, TV etc) e do design reunidas em um relatório personalizado com abordagens no comportamento e no consumo e para alimentar o mapeamento das tendências sazonais.
2-SERVIÇOS
2.1- Conteúdo: Sites e Blogs
Elaboração de notícias personalizadas sobre moda, comportamento e consumo de acordo com o universo do consumidor da marca.
2.2- Produção: Lookbook e Catálogo de Moda
Planejamento e desenvolvimento de projetos.
3-TREINAMENTOS
3.1- Equipe de Vendas
Orientação baseada na identidade e no perfil do consumidor da marca, e nos elementos que colaboraram no desenvolvimento dos produtos da coleção, tendo como abordagens os seus tópicos: Fontes de Informação de Moda, Fatores Sociais e Comportamentais Influenciadores do Consumidor de Moda, Tema da Coleção, Produtos, Atendimento e Imagem Pessoal
4-PALESTRAS
4.1- Moda, Comportamento e Consumo no Século XXI
Mapeamento das influências sociais e comportamentais das tendências de moda, comportamento e consumo, para determinar diferentes estratégias para o varejo de moda.
4.2- Direções Para Desenvolvimento de Coleção
Apresentação das tendências da estação filtradas e moldadas a partir da ótica do comportamento do consumidor e em benefício do mercado nacional.
CLIENTES
Skunk
SML
INFORMAÇÕES e CONTATO



































































































