Giles Deacon É o Novo Estilista da Ungaro

maio 25, 2010 by Mirela Lacerda  
Filed under Visões

Depois de um período de rumores, todos negados por ambas as partes, a Ungaro finalmente divulgou ontem que o inglês Giles Deacon é o novo estilista da marca, substituindo Estrella Archs, que saiu após desfilar a coleção de outono/inverno 2010-11. Os problemas da grife começaram com a aposentadoria de seu fundador, Emanuel Ungaro, em 2004. Desde então, nomes como Peter Dundas, Giambattista Valli e Esteban Cortazar passaram pela direção de estilo, sem sucesso. No ano passado, Lindsay Lohan foi contratada como “consultora artística” e sua coleção de primavera/verão 2010 foi um completo fracasso.

Giles, que tem sua própria marca há oito anos e vai mantê-la, além da parceria para a rede New Look, tem uma difícil missão pela frente: recuperar o DNA da Ungaro e torná-la novamente atrativa para público e crítica. Sua primeira coleção vai ser a de primavera/verão 2011, em outubro, e ele já declarou que se manterá longe da passarela por duas temporadas, até absorver bem o espírito da Maison, conhecida pela feminilidade nas formas e tecidos, poás e o uso do rosa fúcsia. Se julgarmos pelo ótimo trabalho do estilista em sua empresa, dá pra apostar que finalmente a Ungaro vai encontrar uma direção bem-sucedida. Vamos aguardar…

Estrella Archs Deixa a Ungaro

abril 23, 2010 by Renata Thorp  
Filed under Visões

Os boatos da saída da espanhola Estrella Archs da grife Emanuel Ungaro foram confirmados nesta terça-feira, dia 20 , pela própria estilista à imprensa. Archs alegou diferenças irreconciliáveis para seu pedido de demissão  do cargo, anunciou que irá dedicar-se à sua marca própria, lançada em 2007 e desfilará na Semana de Moda de Paris. A estilista é uma das promessas do mundo da moda e já  trabalhou com Hussein Chalayan, Nina Ricci, Cacharel, Emilio Pucci, Christian Lacroix e na Prada. No cargo desde o ano passado, quando estreou a coleção verão 2010, em outubro, durante a Semana de Moda de Paris, Estrella substituiu o  jovem estilista colombiano Esteban Cortazar, que deixou a marca depois de dois anos trabalhando exclusivamente na criação de coleções femininas.

A marca, que soma 40 anos de existência, parece perdida com tantas indefinições acerca de quem encabeça suas criações, pois desde 2005 tenta encontrar uma direção criativa  e já teve coleções assinadas por Giambattista Valli, Vincent Darré, Peter Dundas, Esteban Cortazar e agora, Estrella Archs.

A atriz Lindsay Lohan ocupou o cargo de consultora de estilo na grife por menos de seis meses e assinou criação de apenas uma coleção, a de verão 2010, ao lado de Archs. Dias antes do desfile de lançamento da coleção de inverno, em março, foi anunciado que Lohan não trabalhava mais para a marca.

Segundo o site WWD, o dono da grife desde 2005, o paquistanês, Asim Abdullah foi visto almoçando com o estilista inglês Giles Deacon, que já passou pela Bottega Veneta e pela Gucci, antes de lançar sua marca própria em 2004, mas ainda não foi definido quem será o substituto de Estrella.

Semana de Paris – Outono/Inverno 2011: Stella McCartney, YSL, Giambattista Valli e Ungaro

março 9, 2010 by Mirela Lacerda  
Filed under Desfiles, Visões

Stella McCartney: a estilista bateu o martelo sobre a volta do minimalismo. Em uma excelente coleção, com peças-desejo do primeiro ao último look, estavam lá um mix de anos 60 e 90, toques esportivos, além de rendas e transparências estrategicamente colocadas. Blazers, calças skinny, tricôs, mini vestidos (vários de um ombro), golas altas e decote V, lã, cetim e alguns bordados de paetês estavam perfeitos numa cartela de neutros (preto, branco, cinza e nude) com toques de vibrantes (fúcsia e laranja). Impecável.

Yves Saint Laurent: sportswear e alfaiataria, sem contar o clássico look da parisiense. Assim Stefano Pilati resumiu o outono/inverno 2010 da grife. Com muito preto e toques de branco, o estilista até brincou com a indumentária típica de uma freira com chapéus e capuzes. Mas o destaque vai mesmo para a modelagem chique das saias lápis, das camisas de mangas fofas, das pantalonas e dos vestidos de vários comprimentos (mini ao midi). Como acessório principal, correntes douradas com pingentes, que funcionavam como colares ou cintos e para quebrar a rotina, capinhas plásticas. No fim, apareceram as texturas e as peças de cetim coloridas: capa e vestidos coquetel em rosa, verde, azul e amarelo, usadas com longas luvas.

Giambattista Valli: o designer que acaba de encerrar seu contrato com o Mariella Burani Fashion Group, empresa italiana que produzia suas coleções e que pediu falência há poucas semanas, mostrou uma bela coleção focada em texturas, volumes e numa silhueta vagamente anos 60. Entre casaquinhos e tailleurs, muitos mini vestidos recheados de aplicações e bordados de plumas e peles ou de tecidos transparentes em branco, preto, nude e vermelho. Para finalizar, longos fluidos ou em modelagem sereia – estes últimos verdadeiras esculturas.

Ungaro: sem Lindsay Lohan e a reação negativa da imprensa, Estrella Archs pôde exercer sua real função de estilista. A coleção era honesta, porém não impressionou, ficando na zona de segurança dos vestidos coquetel, mini blazers, calças cigarrete e uma combinação de mostarda, verde esmeralda e pink. Os vestidos plissados do final eram bem construídos e devem vender razoavelmente se os compradores retomarem a simpatia com a grife.

2009: A Moda em Retrospectiva – Por Mirela Lacerda

dezembro 15, 2009 by Mirela Lacerda  
Filed under Direções

2009 está chegando ao fim e é hora de fazer a tradicional retrospectiva, sob os olhares da moda. O ano que começou em crise terminou mais otimista, mas o consenso é o mesmo: o consumidor mudou e é hora de descobrir como agradá-lo. Seja pela necessidade de economizar ou pela crescente consciência ambiental, ou pelos dois juntos, o varejo sabe que precisa se adaptar bastante para sobreviver aos novos tempos.

marc jacobs26alexander-wang05

Looks de Marc Jacobs e Alexander Wang

jason-wu07michelle-jason

Look de Jason Wu e Michelle usando seu vestido na Casa Branca

O ano começou com reduções significativas nas semanas de moda internacionais, principalmente em Nova York, onde muitas marcas trocaram desfiles por apresentações discretas em showrooms. Ainda assim, Marc Jacobs garantiu seu espetáculo e assegurou que os anos 80 voltaram em toda a sua glória néon, brilhante e volumosa. Alexander Wang ganhou espaço entre os próximos grandes talentos e Jason Wu se consagrou graças à Michelle Obama, que escolheu um vestido dele para o baile de posse de Barack Obama. A primeira-dama americana, aliás, teve seu guarda-roupa vigiado de perto, ganhou capa da Vogue e foi apontada como novo ícone de estilo – e salvadora da moda americana em crise!

alexandermcqueen

Outono/inverno de Alexander McQueen

chanel08chanel22

Resort e pré-fall da Chanel

As marcas européias continuaram a encantar, principalmente em Paris quando Alexander McQueen ousou e chocou mais uma vez com um desfile controverso para o outono/inverno 2009-10. Porém, o que chocou mesmo foi o impacto da recessão nas grifes de luxo. Quando Christian Lacroix pediu falência, a situação foi exposta. Os grandes conglomerados viram suas marcas de relógios e de jóias despencarem em vendas. Só mesmo a Chanel se manteve inabalável e foi a única a desfilar o resort (em Veneza) e o pré-fall (em Shangai, de olho no mercado asiático, claro), enquanto as outras grifes, incluindo Gucci e Dior, preferiram apresentações discretas, apenas para a imprensa e compradores. Em setembro, com o cenário mais alegre, a London Fashion Week fez 25 anos com várias festas e a volta de tradicionais marcas (como a Burberry) para suas passarelas, além da consagração da moda britânica como celeiro de novos e promissores talentos.

nina-ricci04celine01

Primavera/verão 2010 da Nina Ricci e Celine

Na eterna “dança das cadeiras” dos estilistas, Olivier Theykens deixou a Nina Ricci para Peter Copping, Phoebe Philo voltou em grande estilo, agora na Celine, Peter Dundas estreou na Pucci, Marios Schwab foi para Halston ocupar a vaga de Marco Zanini, que por sua vez foi para a Rochas. No entanto, o grande mico foi para a Ungaro, que contratou Lindsay Lohan como “consultora criativa”. Sua primeira coleção, com a estilista Estrella Archs, na temporada de primavera/verão 2010, teve a pior recepção possível, causando total vergonha alheia.

topshop-kate-out09mcqueen-target

Campanhas de Kate Moss para Topshop e McQueen para Target

jimmy-choo-hm01gap-stella-mccartney1

Jimmy Choo para H&M e Stella para Gap Kids

Enquanto a indústria do luxo patinava, o fast fashion comemorava: a Topshop inaugurou sua primeira loja nos EUA e Kate Moss garantiu mais coleções para a rede. Outras parcerias não poderiam ser mais bem-sucedidas: Alexander McQueen, Anna Sui (inspirada em “Gossip Girl”) e Rodarte (vencedora do CFDA de 200) para Target, Matthew Williamson, Jimmy Choo e Sonia Rykiel para H&M, Jil Sander para Uniqlo e Stella McCartney para Gap Kids.

met01theseptemberissue

Kate e Marc no Met Gala e o cartaz de “The September Issue

Em maio, o Met Gala, o evento mais fashion do ano consagrou a dupla vestido coquetel + plataforma meia pata como o novo uniforme de festa, extinguindo os longos – pelo menos por algumas temporadas. Anna Wintour, anfitriã do evento, esteve sob os holofotes durante o ano graças à sua iniciativa de estimular o consumo com o Fashion’s Night Out, a noite de compras que agitou várias cidades do mundo e, claro, com o documentário “The September Issue”, que expôs os bastidores da revista de moda mais icônica do planeta.

robert-kristen01madmen

Kristen e Robert. O figurino de “Mad Men”

A febre dos documentários sobre moda, que começou com Karl Lagerfeld na Chanel e de “Marc Jacobs & Louis Vuitton” ganhou as companhias de “Valentino, o Último Imperador” e “The Day Before”. Mas febre mesmo foi a saga “Crepúsculo” e a histeria em torno de Robert Pattinson, Kristen Stewar e Taylor Lautner. Os vampiros invadiram o cinema, a TV (“The Vampire Diaries”) e, obviamente, a internet. Por falar em TV, a série americana “Mad Men” juntou-se à “Gossip Girl” como obsessão fashion.

lady gagamichael-jackson1

Lady Gaga e Michael Jackson

Obsessão também foi o que sentimos em relação à Lady Gaga, sem dúvidas a estrela do ano. Com seus pops dançantes, figurinos escandalosos e muitas declarações polêmicas ela ganhou o mundo (“Bad Romance”, seu novo single já foi visto por mais de 31 milhões de pessoas no YouTube!). A mídia também enlouqueceu com a cobertura da morte de Michael Jackson e entre segredos revelados e lavação de roupa suja da família, fica a imagem do grande ídolo que ironicamente teve uma de suas peças preferidas (jaqueta brilhosa de ombros marcados) relida para o outono 2009/10 pela Balmain. Outra perda irreparável foi o super fotógrafo Irving Penn, produtor de imagens memoráveis por mais de seis décadas para a Vogue.

vogue-1952-lisa-penn

Lisa Fonssagrives Penn, esposa de Irving, em foto para a Vogue de 1952

Aqui no Brasil, sobrevivemos à crise e assistimos à chegada de mais grifes de luxo em nosso mercado, mostrando nosso potencial emergente de consumo: Marc Jacobs, Christian Louboutin, Missoni, Carolina Herrera e Hermès abriram lojas nos shoppings paulistas. Porém, a grande notícia foi mesmo a troca da administração do Fashion Rio: a Dupla, de Eloysa Simão, foi trocada pela Luminosidade de Paulo Borges, unindo os dois principais eventos de moda do país (FR e SPFW) sob o mesmo chapéu.

guccieyeweb

Porém, a grande marca de 2009 é virtual: este foi o ano do Twitter, do Facebook, dos blogueiros em primeira fila de desfile, dos shows transmitidos ao vivo, das grifes de luxo abraçarem as redes sociais, desenvolverem aplicativos para o IPhone…enfim de se conectarem para falar com um público cada vez mais vasto e plugado. E que venha 2010!

Veja na seção Serviços os tipos de Relatórios de Tendências e Treinamentos do MODALOGIA que se encaixam no perfil da sua empresa e entre em contato pelo comercial@modalogia.com.br

Semana de Paris: 04/10 – Ungaro, Lagerfeld, Givenchy, Chalayan…

outubro 5, 2009 by Mirela Lacerda  
Filed under Desfiles, Visões

emanuel-ungaro01

Emanuel Ungaro: nesta época em que qualquer pessoa pode virar um “especialista” da noite pro dia (já reparou que todo mundo hoje em dia é DJ, jornalista de moda, fotógrafo e designer de estampas?), o grande risco é desvalorizar a experiência e a técnica necessária para uma atividade. O maior exemplo disso é a contratação de Lindsay Lohan como “consultora criativa” da Ungaro, tendo a estilista Estrella Archs como coadjuvante. O resultado? Obviamente desastroso. A coleção não tinha a coerência e a consistência que se espera de uma Maison francesa renomada, para dizer o mínimo. Estampas de corações, cores vibrantes, micro vestidos tão colados que até as modelos ficavam “cheinhas”… Sinceramente, o que vale trazer uma celebridade para uma função dessas se não para criar uma confusão de paparazzi e atrapalhar o trabalho das pessoas realmente sérias, que estudaram para isso e valorizam o ofício de um real designer de moda? Se o objetivo era um “falem mal mas falem de mim”, a missão foi cumprida, pois a internet está lotada de comentários desfavoráveis à coleção… No mais, fica a dica: para quê pagar milhares de dólares se o que apareceu na passarela pode ser encontrado em qualquer fast fashion?

karl-lagerfeld02

Karl Lagerfeld: em sua própria etiqueta, Karl trabalhou o futurismo com foco em peças de volumes estruturados, muito preto e branco, além de cinza, coral e bordados de prata. A androginia apareceu nas jaquetas de vários comprimentos. No fim, belos vestidos rígidos com metalizados.

hussein-chalayan12

Hussein Chalayan: fantasiado com smoking e bigodinho, o estilista narrou o desfile. Sério! No caso de Chalayan, é obvio que havia muito mais por trás dessa aparente volta ao passado. Ele juntou imagens fantasiosas de balneários dos anos 50, freqüentados pelo ricos e chiques do jet-set, com o minimalismo de suas primeiras coleções, nos anos 90. Para completar, tecidos com texturas de ondas, em azul marinho, e detalhes surrealistas nas mãozinhas nos decotes e barras dos vestidos drapeados – uma alusão ao trabalho das costureiras e modelistas que de fato constroem a roupa. Outros destaques: sutiãs pontudos (tão 50’s e tão sofisticado), maiôs, cigarretes e chapéus com óculos aplicados, o toque futurista e tecnológico tão característico de Hussein.

dries-van-noten04

Dries van Noten: só mesmo o belga para fazer uma volta ao mundo (India, Japão, China, África…) ter cara de uma parisiense chique. Misturando sáris com camisas, estampas ikat e batik em jaquetas e calças, o estilista mostrou, com a ajuda de uma harmônica cartela de terrosos, que seu estilo é referência em étnico sofisticado.

givenchy01

Givenchy: em mais uma coleção tecnicamente impecável, Riccardo Tisci abriu o desfile com preto e branco e peças geométricas, além de muitos macacões de calças fofas, tipo jodhpur. Depois, foi a vez dos mini vestidos super drapeados ou com babados, em amarelo bebê, cinza e verde musgo, mini saias de couro e uma estampa gráfica, lembrando o kaffieyh, nas jaquetas, calças e camisas. O acessório que chamou atenção: chapéus pontudos, como os usados pelos bispos de antigamente. E a supresa: a top escocesa Kirsty Hume, quase irreconhecível de franja e sobrancelha depilada.

sonia-rykiel03

Sonia Rykiel: a festa não pode parar, ainda mais para a grife que acaba de assinar uma parceria com a H&M. Assim, as modelos dançavam na passarela, usando os clássicos da marca: tricôs, lingerie, babados e cores vibrantes.

Lindsay Lohan é “Conselheira Criativa” da Ungaro

setembro 9, 2009 by Mirela Lacerda  
Filed under Visões

lindsay lohan2

Certos rumores que circulam pela internet deveriam realmente ser só rumores. Quando os boatos que Lindsay Lohan iria trabalhar na Ungaro apareceram, quase ninguém deve ter acreditado. Mas eles foram confirmados.  A atriz(?) foi nomeada “conselheira criativa” da Emanuel Ungaro e vai trabalhar ao lado da nova estilista, a espanhola Estrella Sachs. Por mais que Lindsay afirme gostar de moda, é óbvio que a sua contratação nada mais é do que um golpe de marketing para tentar chamar atenção para uma grife que há muitos anos tenta se recolocar no mercado.

Desde a saída de Ungaro, que se aposentou em 2004, Peter Dundas, Vincent Daré, Giambattista Valli e, mais recentemente, Esteban Cortázar, que ficou apenas 3 coleções, passaram pelo estilo da maison. É claro que Estrella já prevê discordâncias com Lindsay, como disse em entrevista ao WWD. Pior, ela parece estar consciente de que a opinião dela raramente vai prevalecer!

Segundo Mounir Moufarrige, executivo-chefe da Emanuel Ungaro, a decisão de trazer uma celebridade para a marca se deve ao fato de Lindsay não só adorar moda como também pelo seu olhar de consumidora. Para ele, era este caminhou ou então contratar um designer superstar “à la Tom Ford”. Lohan não deve aparecer nas campanhas da marca, mas vai estar onipresente em lançamentos, eventos e, claro, vai usar Ungaro em boa parte das milhares de fotos que os paparazzi tiram dela toda semana.

Celebridades que “viram” estilistas não é novidade e alguns deles conseguem até fazer um bom trabalho. Talvez o que irrite neste caso específico seja uma questão de nomenclatura para a função de Lindsay Lohan pois ter estrelas de cinema e das artes em geral (e antes disso, mulheres da realeza) como musas, amigas e fontes de inspiração acontece desde que a alta-costura surgiu. Elas, como as celebridades de hoje, podiam não saber pregar um botão, mas tinham boas sugestões e sabiam fascinar uma legião de mulheres – independente de seus bons ou maus comportamentos…

O que você acha sobre a contratação de Lindsay? Deixe seu comentário pro Modalogia!