Tendência: Little White Dress
agosto 31, 2010 by Mirela Lacerda
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Twiggy e seu tubinho nos anos 60
Christy Turlington, Naomi Campbell e Kate Moss com seu vestido branco, nos anos 90
Anna Dello Russo, editora da Vogue japonesa
Looks da primavera/verão 10 de Narciso Rodriguez e Hussein Chalayan
Blake Lively, de Dior, e Cameron Diaz, de Bottega Veneta
Todo mundo conhece o “little black dress”, ou em bom português, o tubinho preto. A peça é o curinga do guarda-roupa de toda mulher desde que Chanel o inventou lá no início do século XX. Para este verão, no entanto, o preto será substituído pelo branco, ou seja, é a hora do “little white dress”. Já que o branco é uma das cores-chave do próximo verão e é perfeita para os meses de calor, o sucesso nas vendas é garantido! Confira a “trilha da tendência”:
Rádio Ibiza: Madonna no novo clipe de Lady Gaga
junho 16, 2010 by Radio Ibiza
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Após criar muita expectativa entre seus fãs, Lady Gaga lançou seu novo clipe “Alejandro“, que deu o que falar. Depois do sucesso de “Telephone”, ela apostou novamente em um clipe curta-metragem com duração de nove minutos. Quando o vídeo foi lançado, muitas pessoas imediatamente notaram forte influência de Madonna. Dessa vez, a figura da rainha do pop está mais presente do que nunca até porque a direção do vídeo ficou por conta do fotógrafo de moda Steven Klein, queridinho da diva, que também clica regularmente para Vogue, W e outras revistas.

A dança, o figurino, a nova versão de sutiã cônico e a fotografia em p&b nas cenas iniciais do clipe nos fazem lembrar Madonna em “Vogue”. As cenas onde aparece vestida de freira e engolindo um rosário diante de várias cruzes, nos remete à união de temas como morte, sexo e religião, como Madonna já fez em “Like a Prayer”. A presença do clima militar e de soldados também nos relembram “American Life”, além de Gaga repetir todo o sadomasoquismo e voyeurismo nas cenas em que fica semi-nua e domina um de seus dançarinos que está amarrado na cama, como em “Erotica” e “Justify My Love”.

Apesar das inúmeras críticas ao clipe, Lady Gaga nunca escondeu sua admiração pela rainha do pop e, inclusive, afirmou ao site Show Studio que Madonna “é uma pessoa realmente maravilhosa”. Agora só nos resta aguardar pela próxima peripécia da cantora. (por Vivian Sartori e Vanessa Mello)
PUMA: Yves Béhar e EcoDesign
junho 14, 2010 by Vinicius Almeida
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Há 10 anos, a PUMA iniciou o projeto Puma Safe. Melhorar os padrões ecológicos, sociais e laborais de suas operações foi apenas o pontapé inicial de um programa de sustentabilidade muito mais ambicioso a longo prazo e que tem rendido bons pontos no placar pró-Planeta.
Num segundo momento, o projeto evoluiu com a criação de uma nova empresa – PUMAVision – que tem por missão expressar a visão da marca de um mundo melhor, apoiado em três pilares: Puma Safe, Puma Peace e Puma Creative, para levar a empresa a ser limpa, verde, segura e com sistemas e práticas mais sustentáveis, contribuindo para a paz assim como promovendo a criatividade e a arte.
Para isso, a PUMA convidou Yves Béhar a redesenhar suas caixas de sapato. Clever Little Bag – nome conceito da nova sacola retornável – é produzida com menos papel o que implica menos consumo de água e energia. Isso reduz o impacto ambiental tanto de quem produz, quanto de quem consome. Para quem não sabe: Yves Béhar é o (eco)designer mais festejado da última década. Ele é fundador do Fuseproject, escritório de Design & Brand sustentável, localizado na Califórnia, e que tem como clientes BMW, Birkenstock, Hussein Chalayan e outros.
Estrella Archs Deixa a Ungaro
abril 23, 2010 by Renata Thorp
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Os boatos da saída da espanhola Estrella Archs da grife Emanuel Ungaro foram confirmados nesta terça-feira, dia 20 , pela própria estilista à imprensa. Archs alegou diferenças irreconciliáveis para seu pedido de demissão do cargo, anunciou que irá dedicar-se à sua marca própria, lançada em 2007 e desfilará na Semana de Moda de Paris. A estilista é uma das promessas do mundo da moda e já trabalhou com Hussein Chalayan, Nina Ricci, Cacharel, Emilio Pucci, Christian Lacroix e na Prada. No cargo desde o ano passado, quando estreou a coleção verão 2010, em outubro, durante a Semana de Moda de Paris, Estrella substituiu o jovem estilista colombiano Esteban Cortazar, que deixou a marca depois de dois anos trabalhando exclusivamente na criação de coleções femininas.
A marca, que soma 40 anos de existência, parece perdida com tantas indefinições acerca de quem encabeça suas criações, pois desde 2005 tenta encontrar uma direção criativa e já teve coleções assinadas por Giambattista Valli, Vincent Darré, Peter Dundas, Esteban Cortazar e agora, Estrella Archs.
A atriz Lindsay Lohan ocupou o cargo de consultora de estilo na grife por menos de seis meses e assinou criação de apenas uma coleção, a de verão 2010, ao lado de Archs. Dias antes do desfile de lançamento da coleção de inverno, em março, foi anunciado que Lohan não trabalhava mais para a marca.
Segundo o site WWD, o dono da grife desde 2005, o paquistanês, Asim Abdullah foi visto almoçando com o estilista inglês Giles Deacon, que já passou pela Bottega Veneta e pela Gucci, antes de lançar sua marca própria em 2004, mas ainda não foi definido quem será o substituto de Estrella.
Semana de Paris – Outono/Inverno 2011: Céline, Lagerfeld, Chalayan, Givenchy e Galliano
março 8, 2010 by Mirela Lacerda
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Céline: é incrível o que Phoebe Philo já fez pela marca em seu segundo desfile (e terceira coleção). Ela simplesmente deu o tom da moda da nova década, definindo muito bem o que é o minimalismo em 2010. Clássicos repaginados e alfaiataria são as palavras de ordem, porém o efeito surpresa aparece nos detalhes com os bolsos quadrados de couro, em vestidos e casacos, e os botões deslocados. Camisas, saias e jaquetas de couro, calças cigarrete, rendas e túnicas de lã, em tons neutros de preto, branco, marfim, marinho e verde musgo, são os essenciais da temporada. Outro detalhe importante: golas altas. Por fim, tricôs com alguns brilhos, botas, mocassins e cintos com fivelas de metal completam o que a mulher contemporânea precisa em seu guarda-roupa.
Karl Lagerfeld: ele já trabalha há várias temporadas versões de seu próprio estilo (calça e jaqueta pretas, camisa branca de gola alta) só que desta vez o kaiser se superou. Numa bela coleção que misturou futurismo e arquitetura, o destaque vai para as jaquetas e casacos, com muitas basques e bainhas arredondadas, além de calças skinny de vinil. Os zíperes e as terminações em cores contrastantes reforçaram a mensagem. Outros destaques: saias lápis, transparências, suéteres de gola rulê, mini vestidos e bordados de brilho.
Hussein Chalayan: há algumas estações os espetáculos tecnológicos deram lugar a coleções focadas nas roupas, sempre muito boas, por sinal. Desta vez, fez uma road trip pelos EUA, destacando os diferentes cenários do país. O inicio foi em Nova York, com blazers oversize e peças street, usadas com tênis de um jeito bem andrógino. Depois, uma passada na Pensilvânia e uma releitura do traje amish, com capuzes e vestidos midi de mangas. No Texas, excessos em brilhos e bordados em faixas que lembram as das vencedoras de concurso de beleza, jeans lavados de cintura alta e moletons com patches nos ombros. Depois foi a vez das polainas de crochê coloridos e de uma espécie de fuxico bordado nas jaquetas. Uma herança do Novo México? Peças em lã bege e um casaco de camurça lembram esportes montanhosos, enquanto capinhas e chapéus de couro, a bruxas de Salem. Finalmente, glamour em longos de estampa digital com grandes fendas, brilhos, cintura marcada e babados nos ombros mostram que chegamos em Los Angeles.
Givenchy: Riccardo Tisci se inspirou no esqui e no mergulho, porém, referências esportivas passaram longe dessa sofisticada coleção com muita alfaiataria, rendas e veludo. Os tons principais eram preto, vermelho e nude, que juntos ou combinados formaram ótimos looks. Os blazers de smoking usados com calças retas eram impecáveis, assim como os mini vestidos e mini saias de zíperes abertos, formando abas laterais. As blusas com babadinhos confirmam o trabalho minucioso do estilista. No mais, luvas em vermelho e dourado, botas de laços, meias trabalhadas e blusas de plumas.
John Galliano: em mais uma de suas viagens pelo mundo, o estilista criou uma história sobre os nômades das montanhas do Oriente e injetou todo luxo possível em peças sobrepostas, com muitos detalhes de pele e bordados, transparências e brocados. Nas formas, muito volume nos macacões e casacos de cintura baixa e linhas mais ajustadas nos vestidos de chifon de corte enviesado e tons vibrantes (amarelo e pink).
Desfiles da London Fashion Week ao Vivo na Internet
fevereiro 4, 2010 by Mirela Lacerda
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A London Fashion Week está mergulhando de cabeça no mundo digital. Todas as grifes que desfilam na semana londrina, na Somerset House, vão ter seus shows transmitidos ao vivo pelo site do evento. Além disso, marcas como Hussein Chalayan, Boudicca, Antoni & Alison, Danielle Scutt e Twenty8Twelve produziram mini-filmes que vão estar no site entre um desfile e outro. Para saber os horários e a programação completa, acesse: www.londonfashionweek.co.uk/digitalschedule
Parece que a transmissão ao vivo dos desfiles veio mesmo para ficar. Marc Jacobs já anunciou que o dele vai ser transmitido pelo site www.marcjacobs.com, no dia 15 de fevereiro, a partir das 20h (hora de NY).
SPFW: Samuel Cirnansck
janeiro 19, 2010 by Mirela Lacerda
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De uma loja de decoração para as passarelas. Será possível? Sim, com doses de surrealismo e lembranças de desfiles de Viktor & Rolf (casacos-travesseiro) e Hussein Chalayan (vestido-mesa), Samuel Cirnansck fechou o segundo dia de SPFW inspirado em Thomas Chippendale, o marceneiro inglês que no século XVIII revolucionou o mobiliário. O surrealismo ficou por conta dos abajures usados como chapéus e dos vestidos de capitonê, imitando os volumes de um sofá.
Mesmo com uma idéia tão conceitual, o desfile teve momentos bem reais e sofisticados na silhueta anos 40 dos vestidos de lã nos joelhos com ombros destacados, nos longos tomara-que-caia com bordados – alguns imitando tapeçaria – e na cintura marcada por cintos finos. Os detalhes de transparências feitas de silicone, as peças em couro e as calças bombacha com camisas de organza também foram ótimos momentos. Na cartela, cinza, preto e branco, além de toques de nude, vermelho e dourado. O vestido-mesa usado por Bruna Sotilli lembrava, de costas, os paniers da França pré-revolucionária. Porém, a intenção aqui era divertir e mostrar que uma idéia ousada pode se transformar em várias peças usáveis. Samuel deu seu recado.
Fotos: Agência Fotosite
Uma Década Fast Fashion – Por Mirela Lacerda
dezembro 21, 2009 by Mirela Lacerda
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A primeira década do século XXI terminou em ritmo super acelerado. Em 10 anos, escapamos para vários países e várias décadas, ficamos obcecadas pelo estilo das celebridades, desejamos it bags e jeans premium, customizamos nossas roupas, garimpamos peças vintage em brechós, aprendemos a consumir moda online e nos acostumamos a acompanhar desfiles ao vivo, a fazer mil posts em blogs e a não deixar escapar uma noticiazinha no Twitter. Se você acha que tudo aconteceu muito rápido, tem razão. Então, para refrescar a memória, fiz um apanhado do que foi mais relevante nos últimos anos, bem ao estilo “você se lembra”?
Campanha de primavera 2002 da Louis Vuitton, a 1a após os ataques de 11/09: inspiração nos contos de fada
Coleção M.A.C Hello Kitty
O ano 2000 começou maximalista (em oposição aos minimalistas anos 90) e ameaçando uma releitura dos 80. Porém, depois do 11 de setembro, o Escapismo (a macro-tendência da década) se instalou em nossas vidas, com excessivas visitas aos 70’s e viagens para lugares exóticos da Ásia, África, América, Oceania e até Europa: Índia, México, Peru, Taiti, Marrocos…quanta vontade de fugir! Fugimos também de volta à infância, colecionando toy art, usando camisetas de personagens de desenhos animados e comprando Hello Kittys e outros brinquedos icônicos.
“Sex and the City” e os figurinos de Patricia Field lançaram moda
Jennifer Aniston, Lindsay Lohan, Sienna Miller, Nicole, Marion, Penelope e Kate: as estrelas na moda
Também babamos pelo figurino de Carrie, Samantha, Miranda e Charlotte e idolatramos Manolos e Jimmy Choos. “Sex and the city” lançou moda como há muito tempo não se via na TV. Sarah Jessica Parker virou ícone de estilo impulsionada por uma mídia que cada vez mais cultuava celebridades. Foi definitivamente o fim das supermodels, que foram substituídas por atrizes e cantoras em capas de revista e nas campanhas das grandes marcas. Isso quando não decidiam lançar sua própria linha de roupas!
Birkin da Hermès, Paddington da Chloé, LV by Takashi Murakami e a Lariat da Balenciaga: ícones
As bolsas ganharam destaque também nas campanhas das grandes grifes
Foram elas também que propagaram a febre das it-bags ao serem fotografadas usando Birkins, Kellys, Paddingtons e demais modelos batizados com nomes que estavam por toda a internet. O fenômeno, que tornou os acessórios mais importantes do que as roupas, não aconteceu à toa. Com a consagração dos conglomerados de luxo dominando a moda, estratégias de marketing foram montadas para estimular o consumo das grifes. E quem não podia pagar por um vestido, comprava uma bolsa ou um sapato e exibia orgulhosamente sua aquisição.
Balenciaga e Prada
McQueen e Chalayan
Thakoon, Basso & Brooke…
Erdem e Aquilano.Rimondi: novos talentos com apoio da indústria
Marc Jacobs: o rei da década
As bolsas, no entanto, não tiraram totalmente a atenção das passarelas e de nomes como Nicolas Ghesquière, que ressuscitou a Balenciaga, Miuccia Prada, e suas coleções cada vez mais surpreendentes na Prada e na Miu Miu, Alexander McQueen, em vôo solo após a saída da Givenchy (agora brilhando com Riccardo Tisci), Hussein Chalayan e o uso da tecnologia a serviço da moda e Stella McCartney, introduzindo o eco-chique. É claro que o rei da década é Marc Jacobs, tanto em sua marca quanto na Louis Vuitton, onde as bolsas assinadas por artistas pop garantiram seu status de celebridade. Perdemos Tom Ford na Gucci e na Yves Saint Laurent, em 2004, mas ele virou perfumista, designer de óculos, criador de uma linha hiper exclusiva de roupas masculinas e até diretor de cinema! Londres bateu o pé como principal celeiro de novos talentos, que por sinal ganharam concursos mundo afora para apoiá-los. Fashion Fringe na Inglaterra, Vogue Fashion Fund nos EUA e Who’s Next na Itália contribuíram para dar voz a uma nova geração de estilistas.
Campanha de Roberto Cavalli para H&M
E Kate para Topshop
A Diesel e uma de suas bem-humoradas campanhas
Nesta era de democratização da moda, o troféu vai para as redes de fast fashion. Zara, Topshop e H&M mostraram que o hi-lo era possível, principalmente após convidarem Karl Lagerfeld, Vitor & Rolf, Rei Kawakubo, Roberto Cavalli e Kate Moss, entre outros, para criarem linhas especiais, unindo design a preços super convidativos. Quem foi alçado ao posto de item de luxo, porém, foi o jeans, ou melhor o premium jeans. A peça mais básica do guarda-roupa passou a ser fabricada por marcas que investiam em modelagem, lavagens, tingimentos e cortes diferenciados. Seven, Hudson, Paper, Citizens of Humanity, Diesel… a lista é tão grande quanto a oferta de modelos a custos inflacionados.
Animale e Isabela Capeto: marcas cariocas ganhando o Brasil
Osklen e Carlos Miele: do Brasil para o mundo
Aqui no Brasil, passamos por um período de crescimento e expansão. Nossos estilistas tornaram-se conhecidos internacionalmente, abrindo até lojas no exterior. O Morumbi Fashion virou São Paulo Fashion Week e a Semana Barra Shopping, Fashion Rio. Os novos talentos tiveram o apoio do Rio Moda Hype, do Amni Hot Spot e da Casa dos Criadores para se divulgarem. A moda carioca espalhou-se pelo país com Isabela Capeto e Animale, entre outras, além das fast-fashion Farm e Espaço Fashion. Osklen, Carlos Miele e Rosa Chá fazem sucesso também além-mar, com lojas no exterior.Vimos outras semanas de moda serem criadas fora do eixo Rio- SP e também à chegada das grifes de luxo internacionais, sobretudo nos shoppings paulistas. A moda brasileira ganhou identidade e gerou curiosidade, com promessas de ampliar cada vez mais seu mercado.
Victoria Beckham, Sienna Miller, Blake Kively, Agyness Deyn e Alexa Chung: celebridades ditando estilo
Do étnico ao bling-bling do hip hop, do vintage ao futurismo, dos conglomerados aos novos talentos, a moda nesta década cresceu e apareceu, saindo de um segmento de mercado para ganhar a indústria do entretenimento. O que esperar para os próximos anos? Isso é papo pra outra coluna…
Veja na seção Serviços os tipos de Relatórios de Tendências e Treinamentos do MODALOGIA que se encaixam no perfil da sua empresa e entre em contato pelo comercial@modalogia.com.br
As Tendências da Semana de Moda de Paris
outubro 8, 2009 by Mirela Lacerda
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Terminada a última etapa dos desfiles de primavera/verão 2010, é hora de fazer o balanço dos principais temas da semana parisiense. Na próxima segunda-feira no Direções, você vai poder conferir a prévia de todas as tendências da estação.
Minimalismo: roupas descomplicadas, para mulheres reais usarem em diversas situações são uma das fórmulas de sucesso de algumas marcas.
Street Style: uma mistura de influências esportiva, utilitária e militar juntas
Transparências: a tendência número 1


McQueen e Maison Martin Margiela
Minis: vestidos, saias e shorts
Brilhos: tecidos metalizados ou bordados


Jonh Galliano e Yves Saint Laurent
Cores: preto e branco, beges, nude, cinza, laranja, rosa e tons de azul
Semana de Paris: 04/10 – Ungaro, Lagerfeld, Givenchy, Chalayan…
outubro 5, 2009 by Mirela Lacerda
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Emanuel Ungaro: nesta época em que qualquer pessoa pode virar um “especialista” da noite pro dia (já reparou que todo mundo hoje em dia é DJ, jornalista de moda, fotógrafo e designer de estampas?), o grande risco é desvalorizar a experiência e a técnica necessária para uma atividade. O maior exemplo disso é a contratação de Lindsay Lohan como “consultora criativa” da Ungaro, tendo a estilista Estrella Archs como coadjuvante. O resultado? Obviamente desastroso. A coleção não tinha a coerência e a consistência que se espera de uma Maison francesa renomada, para dizer o mínimo. Estampas de corações, cores vibrantes, micro vestidos tão colados que até as modelos ficavam “cheinhas”… Sinceramente, o que vale trazer uma celebridade para uma função dessas se não para criar uma confusão de paparazzi e atrapalhar o trabalho das pessoas realmente sérias, que estudaram para isso e valorizam o ofício de um real designer de moda? Se o objetivo era um “falem mal mas falem de mim”, a missão foi cumprida, pois a internet está lotada de comentários desfavoráveis à coleção… No mais, fica a dica: para quê pagar milhares de dólares se o que apareceu na passarela pode ser encontrado em qualquer fast fashion?
Karl Lagerfeld: em sua própria etiqueta, Karl trabalhou o futurismo com foco em peças de volumes estruturados, muito preto e branco, além de cinza, coral e bordados de prata. A androginia apareceu nas jaquetas de vários comprimentos. No fim, belos vestidos rígidos com metalizados.
Hussein Chalayan: fantasiado com smoking e bigodinho, o estilista narrou o desfile. Sério! No caso de Chalayan, é obvio que havia muito mais por trás dessa aparente volta ao passado. Ele juntou imagens fantasiosas de balneários dos anos 50, freqüentados pelo ricos e chiques do jet-set, com o minimalismo de suas primeiras coleções, nos anos 90. Para completar, tecidos com texturas de ondas, em azul marinho, e detalhes surrealistas nas mãozinhas nos decotes e barras dos vestidos drapeados – uma alusão ao trabalho das costureiras e modelistas que de fato constroem a roupa. Outros destaques: sutiãs pontudos (tão 50’s e tão sofisticado), maiôs, cigarretes e chapéus com óculos aplicados, o toque futurista e tecnológico tão característico de Hussein.
Dries van Noten: só mesmo o belga para fazer uma volta ao mundo (India, Japão, China, África…) ter cara de uma parisiense chique. Misturando sáris com camisas, estampas ikat e batik em jaquetas e calças, o estilista mostrou, com a ajuda de uma harmônica cartela de terrosos, que seu estilo é referência em étnico sofisticado.
Givenchy: em mais uma coleção tecnicamente impecável, Riccardo Tisci abriu o desfile com preto e branco e peças geométricas, além de muitos macacões de calças fofas, tipo jodhpur. Depois, foi a vez dos mini vestidos super drapeados ou com babados, em amarelo bebê, cinza e verde musgo, mini saias de couro e uma estampa gráfica, lembrando o kaffieyh, nas jaquetas, calças e camisas. O acessório que chamou atenção: chapéus pontudos, como os usados pelos bispos de antigamente. E a supresa: a top escocesa Kirsty Hume, quase irreconhecível de franja e sobrancelha depilada.
Sonia Rykiel: a festa não pode parar, ainda mais para a grife que acaba de assinar uma parceria com a H&M. Assim, as modelos dançavam na passarela, usando os clássicos da marca: tricôs, lingerie, babados e cores vibrantes.










































































