Giles Deacon É o Novo Estilista da Ungaro

maio 25, 2010 by Mirela Lacerda  
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Depois de um período de rumores, todos negados por ambas as partes, a Ungaro finalmente divulgou ontem que o inglês Giles Deacon é o novo estilista da marca, substituindo Estrella Archs, que saiu após desfilar a coleção de outono/inverno 2010-11. Os problemas da grife começaram com a aposentadoria de seu fundador, Emanuel Ungaro, em 2004. Desde então, nomes como Peter Dundas, Giambattista Valli e Esteban Cortazar passaram pela direção de estilo, sem sucesso. No ano passado, Lindsay Lohan foi contratada como “consultora artística” e sua coleção de primavera/verão 2010 foi um completo fracasso.

Giles, que tem sua própria marca há oito anos e vai mantê-la, além da parceria para a rede New Look, tem uma difícil missão pela frente: recuperar o DNA da Ungaro e torná-la novamente atrativa para público e crítica. Sua primeira coleção vai ser a de primavera/verão 2011, em outubro, e ele já declarou que se manterá longe da passarela por duas temporadas, até absorver bem o espírito da Maison, conhecida pela feminilidade nas formas e tecidos, poás e o uso do rosa fúcsia. Se julgarmos pelo ótimo trabalho do estilista em sua empresa, dá pra apostar que finalmente a Ungaro vai encontrar uma direção bem-sucedida. Vamos aguardar…

Estrella Archs Deixa a Ungaro

abril 23, 2010 by Renata Thorp  
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Os boatos da saída da espanhola Estrella Archs da grife Emanuel Ungaro foram confirmados nesta terça-feira, dia 20 , pela própria estilista à imprensa. Archs alegou diferenças irreconciliáveis para seu pedido de demissão  do cargo, anunciou que irá dedicar-se à sua marca própria, lançada em 2007 e desfilará na Semana de Moda de Paris. A estilista é uma das promessas do mundo da moda e já  trabalhou com Hussein Chalayan, Nina Ricci, Cacharel, Emilio Pucci, Christian Lacroix e na Prada. No cargo desde o ano passado, quando estreou a coleção verão 2010, em outubro, durante a Semana de Moda de Paris, Estrella substituiu o  jovem estilista colombiano Esteban Cortazar, que deixou a marca depois de dois anos trabalhando exclusivamente na criação de coleções femininas.

A marca, que soma 40 anos de existência, parece perdida com tantas indefinições acerca de quem encabeça suas criações, pois desde 2005 tenta encontrar uma direção criativa  e já teve coleções assinadas por Giambattista Valli, Vincent Darré, Peter Dundas, Esteban Cortazar e agora, Estrella Archs.

A atriz Lindsay Lohan ocupou o cargo de consultora de estilo na grife por menos de seis meses e assinou criação de apenas uma coleção, a de verão 2010, ao lado de Archs. Dias antes do desfile de lançamento da coleção de inverno, em março, foi anunciado que Lohan não trabalhava mais para a marca.

Segundo o site WWD, o dono da grife desde 2005, o paquistanês, Asim Abdullah foi visto almoçando com o estilista inglês Giles Deacon, que já passou pela Bottega Veneta e pela Gucci, antes de lançar sua marca própria em 2004, mas ainda não foi definido quem será o substituto de Estrella.

Celebridades Continuam na Moda

março 16, 2010 by Mirela Lacerda  
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Marcas de roupas assinadas por celebridades não são exatamente novidade. E diferentemente do ciclo natural da moda, onde a tendência se massifica e se desgasta, este é um exemplo de moda que veio para ficar. Mesmo com casos mal sucedidos (Lindsay Lohan e Ungaro?) há muitos prós para uma celebridade colocar seu nome em roupas e acessórios. Como muitas são referências em estilo, mobilizam fãs e admiradores numa escala muito grande de consumo.

Madonna talvez seja o maior exemplo. Ela não está apenas co-criando uma linha de óculos com a Dolce & Gabbana que terá a logo MDG como também se juntou ao Iconix Brand Group Inc. para lançar uma linha de roupas de apelo jovem, inspirada em sua filha Lola e batizada de Material Girl. Espertamente, não está só dando palpites no design de um produto mas se envolvendo como empresária em um negócio altamente lucrativo. Sarah Jessica Parker tem um papel parecido na Halston como investidora e chefe de criação. Ashley e Mary Kate Olsen, Victoria Beckham (foto) e Gwen Stefani podem não ser tão envolvidas na administração de suas marcas, porém levaram seus admirados estilos pessoais para a empreitada, cercaram-se de profissionais competentes e deram certo!

Enquanto isso, Amy Winehouse, (croqui da coleção acima) que anda com a carreira musical parada, anuncia parceria com a Fred Perry, grife inglesa a qual é fã, em uma linha que será lançada em outubro, inspirada em seu estilo. Lily Allen por sua vez aparentemente desistiu da música para abrir um brechó com sua irmã, Sarah Owen, chamado Lucy in Disguise.

E aí a gente passa para a nova tendência dentro do mercado das celebridades-estilistas: modelos criando roupas. Desde que Kate Moss lançou sua linha para a Topshop em 2007 não há mais dúvida que o estilo das tops também é largamente copiado. Até veteranas como Twiggy, Cindy Crawford e Heidi Klum entraram no setor com linhas de roupas, acessórios e peças para grávidas, respectivamente. Irina Lazareanu, conhecida por seu look rock n’roll tem uma parceria com a loja japonesa Seibu e Agyness Deyn, (na foto com Victoria Beckham) outro ícone de estilo, lançou a “I am by Agyness Deyn” para a Barneys do Japão.

Colocar as mãos numa peça assinada por elas é além de uma homenagem dos fãs, uma forma do consumidor estar mais perto de quem admira. Por diversas razões, ter um produto de uma celebridade é estar próximo de uma vida idealizada, afinal imagem é tudo, não? E para você, qual a melhor linha de roupas das famosas? Responda na nossa Enquete!

Semana de Paris – Outono/Inverno 2011: Stella McCartney, YSL, Giambattista Valli e Ungaro

março 9, 2010 by Mirela Lacerda  
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Stella McCartney: a estilista bateu o martelo sobre a volta do minimalismo. Em uma excelente coleção, com peças-desejo do primeiro ao último look, estavam lá um mix de anos 60 e 90, toques esportivos, além de rendas e transparências estrategicamente colocadas. Blazers, calças skinny, tricôs, mini vestidos (vários de um ombro), golas altas e decote V, lã, cetim e alguns bordados de paetês estavam perfeitos numa cartela de neutros (preto, branco, cinza e nude) com toques de vibrantes (fúcsia e laranja). Impecável.

Yves Saint Laurent: sportswear e alfaiataria, sem contar o clássico look da parisiense. Assim Stefano Pilati resumiu o outono/inverno 2010 da grife. Com muito preto e toques de branco, o estilista até brincou com a indumentária típica de uma freira com chapéus e capuzes. Mas o destaque vai mesmo para a modelagem chique das saias lápis, das camisas de mangas fofas, das pantalonas e dos vestidos de vários comprimentos (mini ao midi). Como acessório principal, correntes douradas com pingentes, que funcionavam como colares ou cintos e para quebrar a rotina, capinhas plásticas. No fim, apareceram as texturas e as peças de cetim coloridas: capa e vestidos coquetel em rosa, verde, azul e amarelo, usadas com longas luvas.

Giambattista Valli: o designer que acaba de encerrar seu contrato com o Mariella Burani Fashion Group, empresa italiana que produzia suas coleções e que pediu falência há poucas semanas, mostrou uma bela coleção focada em texturas, volumes e numa silhueta vagamente anos 60. Entre casaquinhos e tailleurs, muitos mini vestidos recheados de aplicações e bordados de plumas e peles ou de tecidos transparentes em branco, preto, nude e vermelho. Para finalizar, longos fluidos ou em modelagem sereia – estes últimos verdadeiras esculturas.

Ungaro: sem Lindsay Lohan e a reação negativa da imprensa, Estrella Archs pôde exercer sua real função de estilista. A coleção era honesta, porém não impressionou, ficando na zona de segurança dos vestidos coquetel, mini blazers, calças cigarrete e uma combinação de mostarda, verde esmeralda e pink. Os vestidos plissados do final eram bem construídos e devem vender razoavelmente se os compradores retomarem a simpatia com a grife.

Uma Década Fast Fashion – Por Mirela Lacerda

dezembro 21, 2009 by Mirela Lacerda  
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A primeira década do século XXI terminou em ritmo super acelerado. Em 10 anos, escapamos para vários países e várias décadas, ficamos obcecadas pelo estilo das celebridades, desejamos it bags e jeans premium, customizamos nossas roupas, garimpamos peças vintage em brechós, aprendemos a consumir moda online e nos acostumamos a acompanhar desfiles ao vivo, a fazer mil posts em blogs e a não deixar escapar uma noticiazinha no Twitter. Se você acha que tudo aconteceu muito rápido, tem razão. Então, para refrescar a memória, fiz um apanhado do que foi mais relevante nos últimos anos, bem ao estilo “você se lembra”?

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Campanha de primavera 2002 da Louis Vuitton, a 1a após os ataques de 11/09: inspiração nos contos de fada

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Coleção M.A.C Hello Kitty

O ano 2000 começou maximalista (em oposição aos minimalistas anos 90) e ameaçando uma releitura dos 80. Porém, depois do 11 de setembro, o Escapismo (a macro-tendência da década) se instalou em nossas vidas, com excessivas visitas aos 70’s e viagens para lugares exóticos da Ásia, África, América, Oceania e até Europa: Índia, México, Peru, Taiti, Marrocos…quanta vontade de fugir! Fugimos também de volta à infância, colecionando toy art, usando camisetas de personagens de desenhos animados e comprando Hello Kittys e outros brinquedos icônicos.

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“Sex and the City” e os figurinos de Patricia Field lançaram moda

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Jennifer Aniston, Lindsay Lohan, Sienna Miller, Nicole, Marion, Penelope e Kate: as estrelas na moda

Também babamos pelo figurino de Carrie, Samantha, Miranda e Charlotte e idolatramos Manolos e Jimmy Choos. “Sex and the city” lançou moda como há muito tempo não se via na TV. Sarah Jessica Parker virou ícone de estilo impulsionada por uma mídia que cada vez mais cultuava celebridades. Foi definitivamente o fim das supermodels, que foram substituídas por atrizes e cantoras em capas de revista e nas campanhas das grandes marcas. Isso quando não decidiam lançar sua própria linha de roupas!

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Birkin da Hermès, Paddington da Chloé, LV by Takashi Murakami e a Lariat da Balenciaga: ícones

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As bolsas ganharam destaque também nas campanhas das grandes grifes

Foram elas também que propagaram a febre das it-bags ao serem fotografadas usando Birkins, Kellys, Paddingtons e demais modelos batizados com nomes que estavam por toda a internet. O fenômeno, que tornou os acessórios mais importantes do que as roupas, não aconteceu à toa. Com a consagração dos conglomerados de luxo dominando a moda, estratégias de marketing foram montadas para estimular o consumo das grifes. E quem não podia pagar por um vestido, comprava uma bolsa ou um sapato e exibia orgulhosamente sua aquisição.

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Balenciaga e Prada

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McQueen e Chalayan

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Thakoon, Basso & Brooke…

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Erdem e Aquilano.Rimondi: novos talentos com apoio da indústria

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Marc Jacobs: o rei da década

As bolsas, no entanto, não tiraram totalmente a atenção das passarelas e de nomes como Nicolas Ghesquière, que ressuscitou a Balenciaga, Miuccia Prada, e suas coleções cada vez mais surpreendentes na Prada e na Miu Miu, Alexander McQueen, em vôo solo após a saída da Givenchy (agora brilhando com Riccardo Tisci), Hussein Chalayan e o uso da tecnologia a serviço da moda e Stella McCartney, introduzindo o eco-chique. É claro que o rei da década é Marc Jacobs, tanto em sua marca quanto na Louis Vuitton, onde as bolsas assinadas por artistas pop garantiram seu status de celebridade. Perdemos Tom Ford na Gucci e na Yves Saint Laurent, em 2004, mas ele virou perfumista, designer de óculos, criador de uma linha hiper exclusiva de roupas masculinas e até diretor de cinema! Londres bateu o pé como principal celeiro de novos talentos, que por sinal ganharam concursos mundo afora para apoiá-los. Fashion Fringe na Inglaterra, Vogue Fashion Fund nos EUA e Who’s Next na Itália contribuíram para dar voz a uma nova geração de estilistas.

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Campanha de Roberto Cavalli para H&M

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E Kate para Topshop

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A Diesel e uma de suas bem-humoradas campanhas

Nesta era de democratização da moda, o troféu vai para as redes de fast fashion. Zara, Topshop e H&M mostraram que o hi-lo era possível, principalmente após convidarem Karl Lagerfeld, Vitor & Rolf, Rei Kawakubo, Roberto Cavalli e Kate Moss, entre outros, para criarem linhas especiais, unindo design a preços super convidativos. Quem foi alçado ao posto de item de luxo, porém, foi o jeans, ou melhor o premium jeans. A peça mais básica do guarda-roupa passou a ser fabricada por marcas que investiam em modelagem, lavagens, tingimentos e cortes diferenciados. Seven, Hudson, Paper, Citizens of Humanity, Diesel… a lista é tão grande quanto a oferta de modelos a custos inflacionados.

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Animale e Isabela Capeto: marcas cariocas ganhando o Brasil

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Osklen e Carlos Miele: do Brasil para o mundo

Aqui no Brasil, passamos por um período de crescimento e expansão. Nossos estilistas tornaram-se conhecidos internacionalmente, abrindo até lojas no exterior. O Morumbi Fashion virou São Paulo Fashion Week e a Semana Barra Shopping, Fashion Rio. Os novos talentos tiveram o apoio do Rio Moda Hype, do Amni Hot Spot e da Casa dos Criadores para se divulgarem. A moda carioca espalhou-se pelo país com Isabela Capeto e Animale, entre outras, além das fast-fashion Farm e Espaço Fashion. Osklen, Carlos Miele e Rosa Chá fazem sucesso também além-mar, com lojas no exterior.Vimos outras semanas de moda serem criadas fora do eixo Rio- SP e também à chegada das grifes de luxo internacionais, sobretudo nos shoppings paulistas. A moda brasileira ganhou identidade e gerou curiosidade, com promessas de ampliar cada vez mais seu mercado.

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Victoria Beckham, Sienna Miller, Blake Kively, Agyness Deyn e Alexa Chung: celebridades ditando estilo

Do étnico ao bling-bling do hip hop, do vintage ao futurismo, dos conglomerados aos novos talentos, a moda nesta década cresceu e apareceu, saindo de um segmento de mercado para ganhar a indústria do entretenimento. O que esperar para os próximos anos? Isso é papo pra outra coluna…

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CEO da Ungaro Fora da Grife

dezembro 16, 2009 by Mirela Lacerda  
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Parece que a situação da Emanuel Ungaro só piora. Depois do desastre da contratação de Lindsay Lohan como “consultora” da marca, bancada pelo CEO da grife Mounir Moufarrige numa tentativa desesperada por mídia, ele anunciou seu afastamento da empresa hoje de manhã. Marie Fournier, que já trabalha na Ungaro há 18 anos, será sua substituta. Mounir declarou que continuará como consultor mas que vai se dedicar às suas marcas de relógio, as italianas U-Boat e Welder. Resta saber se a nova CEO vai manter o posto de Lindsay ou vai tentar resgatar o prestígio da grife…

2009: A Moda em Retrospectiva – Por Mirela Lacerda

dezembro 15, 2009 by Mirela Lacerda  
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2009 está chegando ao fim e é hora de fazer a tradicional retrospectiva, sob os olhares da moda. O ano que começou em crise terminou mais otimista, mas o consenso é o mesmo: o consumidor mudou e é hora de descobrir como agradá-lo. Seja pela necessidade de economizar ou pela crescente consciência ambiental, ou pelos dois juntos, o varejo sabe que precisa se adaptar bastante para sobreviver aos novos tempos.

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Looks de Marc Jacobs e Alexander Wang

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Look de Jason Wu e Michelle usando seu vestido na Casa Branca

O ano começou com reduções significativas nas semanas de moda internacionais, principalmente em Nova York, onde muitas marcas trocaram desfiles por apresentações discretas em showrooms. Ainda assim, Marc Jacobs garantiu seu espetáculo e assegurou que os anos 80 voltaram em toda a sua glória néon, brilhante e volumosa. Alexander Wang ganhou espaço entre os próximos grandes talentos e Jason Wu se consagrou graças à Michelle Obama, que escolheu um vestido dele para o baile de posse de Barack Obama. A primeira-dama americana, aliás, teve seu guarda-roupa vigiado de perto, ganhou capa da Vogue e foi apontada como novo ícone de estilo – e salvadora da moda americana em crise!

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Outono/inverno de Alexander McQueen

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Resort e pré-fall da Chanel

As marcas européias continuaram a encantar, principalmente em Paris quando Alexander McQueen ousou e chocou mais uma vez com um desfile controverso para o outono/inverno 2009-10. Porém, o que chocou mesmo foi o impacto da recessão nas grifes de luxo. Quando Christian Lacroix pediu falência, a situação foi exposta. Os grandes conglomerados viram suas marcas de relógios e de jóias despencarem em vendas. Só mesmo a Chanel se manteve inabalável e foi a única a desfilar o resort (em Veneza) e o pré-fall (em Shangai, de olho no mercado asiático, claro), enquanto as outras grifes, incluindo Gucci e Dior, preferiram apresentações discretas, apenas para a imprensa e compradores. Em setembro, com o cenário mais alegre, a London Fashion Week fez 25 anos com várias festas e a volta de tradicionais marcas (como a Burberry) para suas passarelas, além da consagração da moda britânica como celeiro de novos e promissores talentos.

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Primavera/verão 2010 da Nina Ricci e Celine

Na eterna “dança das cadeiras” dos estilistas, Olivier Theykens deixou a Nina Ricci para Peter Copping, Phoebe Philo voltou em grande estilo, agora na Celine, Peter Dundas estreou na Pucci, Marios Schwab foi para Halston ocupar a vaga de Marco Zanini, que por sua vez foi para a Rochas. No entanto, o grande mico foi para a Ungaro, que contratou Lindsay Lohan como “consultora criativa”. Sua primeira coleção, com a estilista Estrella Archs, na temporada de primavera/verão 2010, teve a pior recepção possível, causando total vergonha alheia.

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Campanhas de Kate Moss para Topshop e McQueen para Target

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Jimmy Choo para H&M e Stella para Gap Kids

Enquanto a indústria do luxo patinava, o fast fashion comemorava: a Topshop inaugurou sua primeira loja nos EUA e Kate Moss garantiu mais coleções para a rede. Outras parcerias não poderiam ser mais bem-sucedidas: Alexander McQueen, Anna Sui (inspirada em “Gossip Girl”) e Rodarte (vencedora do CFDA de 200) para Target, Matthew Williamson, Jimmy Choo e Sonia Rykiel para H&M, Jil Sander para Uniqlo e Stella McCartney para Gap Kids.

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Kate e Marc no Met Gala e o cartaz de “The September Issue

Em maio, o Met Gala, o evento mais fashion do ano consagrou a dupla vestido coquetel + plataforma meia pata como o novo uniforme de festa, extinguindo os longos – pelo menos por algumas temporadas. Anna Wintour, anfitriã do evento, esteve sob os holofotes durante o ano graças à sua iniciativa de estimular o consumo com o Fashion’s Night Out, a noite de compras que agitou várias cidades do mundo e, claro, com o documentário “The September Issue”, que expôs os bastidores da revista de moda mais icônica do planeta.

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Kristen e Robert. O figurino de “Mad Men”

A febre dos documentários sobre moda, que começou com Karl Lagerfeld na Chanel e de “Marc Jacobs & Louis Vuitton” ganhou as companhias de “Valentino, o Último Imperador” e “The Day Before”. Mas febre mesmo foi a saga “Crepúsculo” e a histeria em torno de Robert Pattinson, Kristen Stewar e Taylor Lautner. Os vampiros invadiram o cinema, a TV (“The Vampire Diaries”) e, obviamente, a internet. Por falar em TV, a série americana “Mad Men” juntou-se à “Gossip Girl” como obsessão fashion.

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Lady Gaga e Michael Jackson

Obsessão também foi o que sentimos em relação à Lady Gaga, sem dúvidas a estrela do ano. Com seus pops dançantes, figurinos escandalosos e muitas declarações polêmicas ela ganhou o mundo (“Bad Romance”, seu novo single já foi visto por mais de 31 milhões de pessoas no YouTube!). A mídia também enlouqueceu com a cobertura da morte de Michael Jackson e entre segredos revelados e lavação de roupa suja da família, fica a imagem do grande ídolo que ironicamente teve uma de suas peças preferidas (jaqueta brilhosa de ombros marcados) relida para o outono 2009/10 pela Balmain. Outra perda irreparável foi o super fotógrafo Irving Penn, produtor de imagens memoráveis por mais de seis décadas para a Vogue.

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Lisa Fonssagrives Penn, esposa de Irving, em foto para a Vogue de 1952

Aqui no Brasil, sobrevivemos à crise e assistimos à chegada de mais grifes de luxo em nosso mercado, mostrando nosso potencial emergente de consumo: Marc Jacobs, Christian Louboutin, Missoni, Carolina Herrera e Hermès abriram lojas nos shoppings paulistas. Porém, a grande notícia foi mesmo a troca da administração do Fashion Rio: a Dupla, de Eloysa Simão, foi trocada pela Luminosidade de Paulo Borges, unindo os dois principais eventos de moda do país (FR e SPFW) sob o mesmo chapéu.

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Porém, a grande marca de 2009 é virtual: este foi o ano do Twitter, do Facebook, dos blogueiros em primeira fila de desfile, dos shows transmitidos ao vivo, das grifes de luxo abraçarem as redes sociais, desenvolverem aplicativos para o IPhone…enfim de se conectarem para falar com um público cada vez mais vasto e plugado. E que venha 2010!

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Glamour Descomplicado

novembro 30, 2009 by Renata Thorp  
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O chapéu-panamá, clássico da moda masculina, parece ter conquistado seu espaço como acessório indispensável para os estilosos de plantão e tem sido cada vez mais usado, principalmente no verão. Misturando estilo e praticidade, é um acessório que dá um toque de glamour ao clima descontraído da estação, com ares de balneário chic. Hit de sucesso no verão europeu, foi visto em quase todos os desfiles de 2009, tendo destaque no desfile da Gucci, na Semana de Moda de Milão e no último Fashion Rio, em janeiro desse ano, reeditado pelas grifes cariocas Cantão e Maria Bonita Extra. Depois de conquistar as celebridades de Hollywood, que são referência de estilo, como Mischa Barton, Lindsay Lohan, Rachel Bilson, Nicole Ritchie, MK e Ashley Olsen, entre tantas outras, parece que dessa vez chegou com força em terras tupiniquins,tendo aparecido com frequencia também entre os famosos e fashionistas daqui, reforçando essa forte tendência.

A peça, que na verdade é produzida no Equador (onde é chamado El Fino), ganhou esse nome graças ao presidente americano Theodore Roosevelt, que  ao visitar o canal do Panamá em 1906, foi fotografado usando um exemplar, virando moda desde então, sendo copiado por diversas personalidades ao longo dos anos, como Churchill, Clark Gable, Robert Redford, Getúlio Vargas, Tom Jobim, Madonna, Kate Moss, Cameron Diaz, Sienna Miller, entre outros.

Querendo arrasar nesse verão com muito estilo? Aposte no glamour descomplicado do chapéu-panamá!

Semana de Paris: 04/10 – Ungaro, Lagerfeld, Givenchy, Chalayan…

outubro 5, 2009 by Mirela Lacerda  
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Emanuel Ungaro: nesta época em que qualquer pessoa pode virar um “especialista” da noite pro dia (já reparou que todo mundo hoje em dia é DJ, jornalista de moda, fotógrafo e designer de estampas?), o grande risco é desvalorizar a experiência e a técnica necessária para uma atividade. O maior exemplo disso é a contratação de Lindsay Lohan como “consultora criativa” da Ungaro, tendo a estilista Estrella Archs como coadjuvante. O resultado? Obviamente desastroso. A coleção não tinha a coerência e a consistência que se espera de uma Maison francesa renomada, para dizer o mínimo. Estampas de corações, cores vibrantes, micro vestidos tão colados que até as modelos ficavam “cheinhas”… Sinceramente, o que vale trazer uma celebridade para uma função dessas se não para criar uma confusão de paparazzi e atrapalhar o trabalho das pessoas realmente sérias, que estudaram para isso e valorizam o ofício de um real designer de moda? Se o objetivo era um “falem mal mas falem de mim”, a missão foi cumprida, pois a internet está lotada de comentários desfavoráveis à coleção… No mais, fica a dica: para quê pagar milhares de dólares se o que apareceu na passarela pode ser encontrado em qualquer fast fashion?

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Karl Lagerfeld: em sua própria etiqueta, Karl trabalhou o futurismo com foco em peças de volumes estruturados, muito preto e branco, além de cinza, coral e bordados de prata. A androginia apareceu nas jaquetas de vários comprimentos. No fim, belos vestidos rígidos com metalizados.

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Hussein Chalayan: fantasiado com smoking e bigodinho, o estilista narrou o desfile. Sério! No caso de Chalayan, é obvio que havia muito mais por trás dessa aparente volta ao passado. Ele juntou imagens fantasiosas de balneários dos anos 50, freqüentados pelo ricos e chiques do jet-set, com o minimalismo de suas primeiras coleções, nos anos 90. Para completar, tecidos com texturas de ondas, em azul marinho, e detalhes surrealistas nas mãozinhas nos decotes e barras dos vestidos drapeados – uma alusão ao trabalho das costureiras e modelistas que de fato constroem a roupa. Outros destaques: sutiãs pontudos (tão 50’s e tão sofisticado), maiôs, cigarretes e chapéus com óculos aplicados, o toque futurista e tecnológico tão característico de Hussein.

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Dries van Noten: só mesmo o belga para fazer uma volta ao mundo (India, Japão, China, África…) ter cara de uma parisiense chique. Misturando sáris com camisas, estampas ikat e batik em jaquetas e calças, o estilista mostrou, com a ajuda de uma harmônica cartela de terrosos, que seu estilo é referência em étnico sofisticado.

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Givenchy: em mais uma coleção tecnicamente impecável, Riccardo Tisci abriu o desfile com preto e branco e peças geométricas, além de muitos macacões de calças fofas, tipo jodhpur. Depois, foi a vez dos mini vestidos super drapeados ou com babados, em amarelo bebê, cinza e verde musgo, mini saias de couro e uma estampa gráfica, lembrando o kaffieyh, nas jaquetas, calças e camisas. O acessório que chamou atenção: chapéus pontudos, como os usados pelos bispos de antigamente. E a supresa: a top escocesa Kirsty Hume, quase irreconhecível de franja e sobrancelha depilada.

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Sonia Rykiel: a festa não pode parar, ainda mais para a grife que acaba de assinar uma parceria com a H&M. Assim, as modelos dançavam na passarela, usando os clássicos da marca: tricôs, lingerie, babados e cores vibrantes.

NYFW – Além dos Desfiles

setembro 15, 2009 by Diana Monteiro  
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A New York Fashion Week está a todo vapor! Além dos desfiles há sempre fabulosas festas, bastidores e, claro a disputada primeira fila. O Modalogia fez uma seleção do que está rolando de mais legal em NYC. Confira!

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- O drink Frocktail está dando o que falar. Servido na Tracy Reese, em Manhattan, para o Fashion’s Night Out, ele retorna com muito sucesso para os frequentadores da New York Fashion Week.

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- Agyness Deyn, estreando seu novo look de cabelos pretos, Anna Wintour, ao lado de Rachel McAdams e Mischa Barton estiveram na primeira fila do desfile de Alexander Wang.

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- Courtney Love comandou a música da festa pós-desfile de Alexander Wang com um showcase e o próprio comemorou com Lykke Li.

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- Na primeira fila de Diane von Furstenberg: as jornalistas Hilary Alexander e Suzy Menkes, a figurinista Patricia Field, as “gossip girls” Michelle Trachtenberg e Blake Lively e as it-girls Elettra Rossellini e Peaches Geldof.

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- Na Erin Wasson x RCVA: Bruce Willis e a mulher Emma Heming, a apresentadora Alexa Chung e Taylor Momsen, a Jenny de Gossip Girl.

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- A festa pós-desfile da grife Alice + Olívia trouxe da França a banda Plastiscines para um showcase. Lindsay Lohan, novamente loira e Mena Suvari marcaram presença no desfile da grife.

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- O desfile de Rag & Bone contou com a presença de Elijah Wood, mais uma atriz do elenco de Gossip Girl, Jessica Szohr e Charlize Theron, acompanhada de seu marido Stuart Townsend,

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