Dança das Cadeiras nas Grifes Internacionais

maio 28, 2010 by Mirela Lacerda  
Filed under Visões

A semana foi agitada para várias grifes internacionais. Primeiro, Giles Deacon foi confirmado como o novo estilista da Ungaro, depois de semanas de especulações. Logo depois, Jean Paul Gaultier anunciou sua saída da Hermès. Seu substituto será Christophe Lemaire, que já cuidava da linha feminina da grife, além de ser o responsável pelo estilo da Lacoste. Enquanto isso, Olivier Theyskens (foto), que estava sem emprego desde a saída da Nina Ricci, em março de 2009, ganhou um “bico” na Theory para criar uma coleção especial, que chega às lojas americanas na primavera de 2011.

Do outro lado do Atlântico, a Brioni nomeou Alessandro Dell’Acqua como diretor criativo da linha feminina. O estilista perdeu os direitos de sua própria marca no ano passado e criou a No 21.  O objetivo é injetar leveza e modernidade para uma marca vista como “careta”.

Finalmente, Sarah Burton foi oficialmente apontada como a sucessora de Alexander McQueen pelo Grupo Gucci. A estilista era seu braço direito e sabia traduzir perfeitamente as criações conceituais da passarela para peças vendáveis. Sarah trabalhou com McQueen por 14 anos e desde que a Gucci afirmou que iria manter a grife ativa seu nome era o mais cotado para o posto. Foi ela também que terminou a coleção de outono/inverno 2010, após o suicídio dele. Vamos torcer para que todos sejam bem-sucedidos nas novas etapas!

5 Estratégias de Marketing para a Nova Década – Por Mirela Lacerda

maio 3, 2010 by Mirela Lacerda  
Filed under Direções

É impossível imaginar a sociedade de consumo sem a atuação do marketing e inviável vender qualquer tipo de produto, sobretudo na moda, sem desenvolver uma estratégia. Não há mais espaço para o marketing intuitivo e ele se tornou tão importante para uma empresa de moda quanto o corte da roupa. Chamar a atenção de um consumidor volátil, estressado e ultra estimulado não é simples e técnicas tradicionais não o envolvem mais. Como fidelidade à marca também é coisa do passado, o desafio só cresce. Então, se o consumidor é múltiplo, o marketing também precisa atuar em várias frentes.  Reunimos aqui algumas estratégias fundamentais para quem está em busca de fortalecer sua marca no cenário contemporâneo:

Marketing sensorial: Estimular os sentidos, principalmente no ambiente de varejo, através de técnicas do marketing sensorial não é novidade. A iluminação certa, a música convidativa, a essência que traduz a identidade da marca, coleções com temas conectados e variações de produtos complementares são boas técnicas. A intenção é sempre a mesma: envolver e transportar o consumidor para que ele se sinta absorvido pelo universo da marca e convencido a comprar. Dentro destas ações vale também eventos especiais para o lançamento da coleção, oferecendo comidas, bebidas, presentes e indulgências para seduzir os consumidores. Segundo Katia Barros, estilista e sócia-fundadora da Farm, o investimento na experiência da cliente no ponto de venda é fundamental e levada super a sério pela empresa. Do cheiro da loja, à trilha, passando pela ambientação e exposição do produto, tudo tem a ver com a identidade da marca e se adequa ao conceito das coleções. O marketing sensorial é, na verdade, o branding atuando além do produto no ponto de venda e reforçando a identidade da marca.

Marketing social-virtual: A grande força do marketing atual e seu maior poder de alcance está na internet, o que ocasionou uma verdadeira revolução na relação marca-consumidor. As redes sociais expandem a comunicação e permitem um feedback imediato do consumidor. As marcas de luxo presentes no Twitter e no Facebook, que antes eram reticentes, perceberam como esta interação é importante e estabeleceram novos relacionamentos. No entanto, simplesmente abrir perfis nas redes é inútil. Dois bons exemplos são o Twitter da DKNY e o Facebook da Stella McCartney. No primeiro, foi criada uma personagem, a PR Girl, supostamente uma funcionária da empresa que dá dicas de bastidores sobre as coleções e produtos da Donna Karan e DKNY, responde às mensagens diretas e fala sobre suas atividades profissionais. O perfil tem mais de 85 mil seguidores (até 02/05/10!) e é extremamente ativo. Já Stella McCartney, que usa o Facebook e o Twitter simultaneamente para divulgar ações, eventos e a responsabilidade ambiental da marca, também interage com consumidores. A equipe de marketing responde às perguntas das clientes sobre onde encontrar peças. Com a constatação do sucesso dessas redes, o grupo Armani remodelou o site com links diretos para seus canais no Twitter, Facebook e YouTube.

O marketing online também é essencial para quem quer conquistar a geração Y, os jovens que já nasceram familiarizados com a internet, são exigentes e extremamente desconfiados. Sua força de consumo já ultrapassou a dos baby boomers e da geração X e vai crescer muito nos próximos anos, por isso conquistá-los é quase uma questão de sobrevivência. Entre as marcas de luxo que implementaram boas iniciativas está a Burberry. Ao mesmo tempo em que atinge a geração dos millennials, ela precisa reforçar sua herança e para isso criou um site interativo onde os internautas vêem, avaliam e postam fotos usando trenchcoats, o ícone da marca. As imagens da primeira campanha foram feitas por Scott Schuman, do The Sartorialist. Na campanha impressa, há duas temporadas o rosto da grife é a atriz Emma Watson, perfeita tradução da herança inglesa combinada ao novo público, fã dos filmes da série “Harry Potter” em que ela atua.

A transmissão de desfiles ao vivo, outra ferramenta recentemente explorada e que ganhou grande repercussão desde que Alexander McQueen transmitiu seu show na temporada de primavera 2010, é um artifício que a Burberry explorou e inovou. Transmissões em 3D para convidados ao redor do mundo foram organizadas para o desfile de outono 2010. Nesta mesma temporada, Marc Jacobs exibiu seu desfile no site e o CEO Robert Duffy twittou dias antes sobre a preparação, a Louis Vuitton exibiu pelo Facebook e a London Fashion Week transmitiu vários desfiles em seu site. Tudo ao vivo e assistido por milhares de clientes potenciais.

Marketing móvel: de acordo com uma matéria do WWD, o mercado de smart phones está crescendo rapidamente. Nos últimos 4 meses de 2009 o número de aparelhos vendidos cresceu 40% comparado a 2008. No ano todo foram 174.2 milhões de aparelhos enviados para as lojas. Com o sucesso dos apps para iPhone, os varejistas se vêem obrigados a criar programas que facilitem o acesso e, em muitos casos, a compra de produtos pelo celular. Empresas como Sears e Ralph Lauren desenvolveram aplicativos para diversas linhas e aparelhos, enquanto o site Net-a-Porter tem seu app para m-commerce no iPhone. Donna Karan, David Yurman, Diane von Furstenberg, Tommy Hilfiger, Chanel, D&G e Fendi são algumas das marcas que desenvolveram apps, nem todos já habilitados para o comércio, de olho no futuro. No Gilt Groupe, site que trabalha com promoções online em horários pré-determinados, a venda por telefone já responde por 5% do total durante a semana e 7% nos fins de semana.

Como as tendências apontam para um consumidor cada vez mais conectado e interessado em gadgets eletrônicos, ignorar este nicho de vendas pode significar prejuízo tanto para a imagem da marca quanto para o seu faturamento.

Marketing sustentável: ser uma marca ecológica depende do posicionamento da empresa. Mas ser uma marca sustentável será praticamente uma obrigação das empresas que queiram prosperar neste século. Isso significa implantar técnicas de produção de baixo impacto ambiental e também comunicar como os funcionários são tratados, como a matéria-prima é trabalhada e porque o seu produto vale o preço que está sendo cobrado. A inglesa Marks & Spencer é um exemplo de sustentabilidade com seu programa “Plan A”, criado há dois anos. A loja de departamentos desencoraja o uso de sacolas plásticas e o excesso de embalagens, recicla seus manequins e apóia uma empresa de lingerie no Sri Lanka a se tornar uma “eco-fábrica”. Campanhas de doações de roupa para a Oxfam são feitas regularmente e o consumidor que doa ganha um cupom de desconto na loja.

A Levi’s tem regras rígidas sobre uso de água e outras substâncias para tingir o jeans e apóia a ONG Better Cotton Initiative, que cuida das condições de trabalho dos operários do algodão, além de incentivar a doação de jeans antigos. Até a H&M, que recentemente foi pega num escândalo de descarte de roupas, agora divulga seu relatório de sustentabilidade, o “Style & Substance” listando medidas para diminuir o impacto de produção no meio ambiente.

As ações podem parecer pequenas ou simples demais, porém quando são honestas e demonstram a transparência da empresa trazem um super retorno para a imagem.

Marketing colaborativo: com tantas opções e recursos para comprar produtos, é natural que o cliente sinta-se no direito de moldar ou personalizar o item que deseja. Entre todos os tópicos abordados acima, é importante lembrar que uma forte marca de moda é aquela que dá liberdade para o seu consumidor se sentir único. A Gucci, por exemplo, desenvolveu o projeto Artisan Corner em algumas lojas e trouxe os artesãos italianos de sua sede para fazer bolsas customizadas. Desta forma, os clientes entendem mais do processo artesanal tão intrínseco à grife, o valor de uma peça e ainda saem felizes por ter uma bolsa com suas iniciais. Nas mídias sociais, outros sites além do Facebook e Twitter, conhecidos como “fashion social networks” (Polyvore, Chictopia e Lookbook, só pra citar algumas) permitem ao usuário montar looks usando roupas de diversas marcas, avaliarem o que outros internautas estão fazendo e ainda comprarem as peças.

Colaborações não diretamente feitas com o cliente, mas que agregam valor ao produto também são mais que benvindas. De Karl Lagerfeld, Stella McCartney, Comme des Garçons e Jimmy Choo, entre outros, para a H&M, passando por Kate Moss para Topshop e Longchamps, The Selby criando o “The journey of a wardrobe” para Louis Vuitton, Madonna com linha de óculos para Dolce & Gabbana e as lingeries de Natalia Vodianova para a francesa Etam, este tipo de ação demonstra versatilidade, inovação e contemporaneidade.

E a sua empresa, já trabalha algumas dessas estratégias? Ela está pronta para a nova década?

Veja na seção Serviços os tipos de Relatórios de Tendências e Treinamentos do MODALOGIA que se encaixam no perfil da sua empresa e entre em contato pelo comercial@modalogia.com.br

Como Trabalhar as Tendências do Inverno 2011 – por Mirela Lacerda

março 18, 2010 by Mirela Lacerda  
Filed under Direções

Mais uma temporada de desfiles passou e além das tendências das passarelas o que marcou também foi a triste morte de Alexander McQueen, no dia 11 de fevereiro, durante a NYFW, e as discussões sobre as novas fronteiras da tecnologia, que estão obrigando a indústria a repensar o calendário. A seguir, estão as direções comportamentais e de consumo que devem ser relevantes durante este ano. A filtragem dos temas fica para as próximas colunas, por enquanto fiquem com as reflexões sobre…

Prada e Louis Vuitton

- O foco na mulher adulta: a moda é feita para as jovens, porém as grandes consumidoras, sobretudo das grifes de luxo são as mulheres adultas, com poder aquisitivo e corpos “reais”. Irônico, não? Pensando nisso é mais fácil compreender as intenções da Prada, da Louis Vuitton e de outras marcas que trouxeram modelos acima dos 25 anos para os seus desfiles. Pegando carona nos anos 50 (quando a moda ainda era voltada para adultas e não adolescentes), as curvas femininas voltaram a ser exaltadas numa tentativa da consumidora se identificar com as roupas “possíveis”. Será um bom momento para empresas cujo público não seja tão jovem.

Céline e Stella McCartney

-Menos é mais: a regra diz que 20 anos depois a moda volta (nos anos 90 voltamos aos 70 e nos 2000, aos 80), então nada mais esperado que a ressurreição do minimalismo da década retrasada. Naquela época, o estilo foi uma resposta não só aos excessos dos 80 mas também a um período de crise econômica. Coincidência, não? Prepare-se para um guarda-roupa mais enxuto, peças mais limpas e, principalmente, duráveis e intercambiáveis. É claro que Phoebe Philo na Céline foi o pontapé do processo e nesta estação teve a boa companhia de Stella McCartney.

No site da Chanel é possível ver o desfile de outono/inverno 2010-11

- Revolução tecnológica: na primavera/verão 2010, Alexander McQueen foi a primeira grande marca a transmitir seu desfile ao vivo pela internet. Agora, da Burberrry (com óculos 3D) à Louis Vuitton pelo Facebook, a prática parece ter se tornado padrão. Aí entra a questão: por que o calendário internacional mostra desfiles com tanta antecedência se os consumidores (que antes não tinham acesso) podem acompanhar tudo em tempo real? Vários estilistas, Donna Karan entre eles, já levantaram a discussão sobre a falta de sincronia do que está nas lojas e as estações climáticas, alertando que o consumo é, no fim das contas, imediatista. Uma coisa dá pra ter certeza: a interatividade entre marca e cliente na internet é a grande ferramenta a ser (bem) explorada neste momento.

Veja na seção Serviços os tipos de Relatórios de Tendências do MODALOGIA que se encaixam no perfil da sua empresa e entre em contato pelo comercial@modalogia.com.br

Marca de Alexander McQueen Continua Ativa

fevereiro 18, 2010 by Mirela Lacerda  
Filed under Visões

Uma semana após o trágico e lamentável suicídio de Alexander McQueen, o grupo Gucci comunicou sua decisão sobre o futuro da marca: ela vai continuar mesmo sem seu fundador. Segundo Robert Polet, CEO do conglomerado, Lee (primeiro nome do estilista) era muito orgulhoso das pessoas que trabalhavam com ele. McQueen vendeu 51% da empresa para o grupo em 2000 e desde então os investimentos em abertura de lojas, lançamento de perfumes e outras estratégias de divulgação, além de parcerias com a Puma, Samsonite e Target possibilitaram que em 2008 a empresa tivesse um excesso de venda de U$ 42.7 milhões. Os números de 2009 ainda não foram divulgados.

Polet também acrescentou que a coleção de outono/inverno 2010-11, que o estilista deixou praticamente pronta, deve ser apresentada durante a semana de moda de Paris. Ainda que a marca nunca mais seja a mesma é bom saber que o legado de McQueen vai continuar. Sua equipe de estilo carrega uma enorme responsabilidade a partir de agora.

Morre Alexander McQueen

fevereiro 11, 2010 by Mirela Lacerda  
Filed under Visões

Alexander McQueen, um dos estilistas mais admirados da moda contemporânea, morreu hoje, em Londres. As primeiras notícias dão conta que ele cometeu suicídio e foi encontrado em sua casa, na capital inglesa. Enquanto os fatos não são revelados, fica aqui a homenagem sincera do Modalogia. O que vai ser da moda sem Alexander McQueen?

O filho rebelde de um motorista de táxi londrino, nascido em 1969, deixou a escola aos 16 anos e foi ser aprendiz de alfaiate na famosa Savile Row. Anos depois, voltou aos estudos e foi fazer mestrado na prestigiosa Saint Martins. Sua coleção de formatura foi inteiramente comprada pela stylist Isabella Blow, que se tornou sua amiga e grande divulgadora de seu talento mundo afora. Ela também cometeu suicídio em 2007 e McQueen dedicou-lhe o desfile de primavera 2008. Em 1996 sua contratação pela tradicional Givenchy gerou polêmica e até atritos com a imprensa francesa, já que sua rebeldia colocou a marca de pernas pro ar. Cinco anos mais tarde, depois de vários desentendimentos com o grupo LVMH (dono da Givenchy), o estilista deixou a empresa e passou a investir em sua própria grife, que passou a fazer parte do rival Grupo Gucci. Desde então, passou a desfilar em Paris e as coleções deixaram de ser tão transgressoras, mas não menos surpreendentes. Modelos como peças de xadrez, encenações de “A noite dos desesperados”, releituras de heroínas de Hitchcock, o antigo Egito, a Índia, a era vitoriana e aves tropicais foram alguns temas que chocaram e encantaram a platéia. Seu mais recente desfile foi transmitido ao vivo pelo site ShowStudio, marcou a estréia do novo single de Lady Gaga e foi um mergulho na teoria da evolução a partir do mito de Atlântida. Os sapatos-tatu eram de dar medo!

O futuro da marca deve ser divulgado em breve. Por enquanto, a família de Lee, como era chamado pelas pessoas próximas, pediu privacidade neste terrível momento. Sua mãe morreu no dia 02 de fevereiro e especula-se que a imensa tristeza pela perda tenha sido o motivo da tragédia.

Relembre seus últimos desfiles:
Primavera/verão 2010
Outono/inverno 2009-10

2009: A Moda em Retrospectiva – Por Mirela Lacerda

dezembro 15, 2009 by Mirela Lacerda  
Filed under Direções

2009 está chegando ao fim e é hora de fazer a tradicional retrospectiva, sob os olhares da moda. O ano que começou em crise terminou mais otimista, mas o consenso é o mesmo: o consumidor mudou e é hora de descobrir como agradá-lo. Seja pela necessidade de economizar ou pela crescente consciência ambiental, ou pelos dois juntos, o varejo sabe que precisa se adaptar bastante para sobreviver aos novos tempos.

marc jacobs26alexander-wang05

Looks de Marc Jacobs e Alexander Wang

jason-wu07michelle-jason

Look de Jason Wu e Michelle usando seu vestido na Casa Branca

O ano começou com reduções significativas nas semanas de moda internacionais, principalmente em Nova York, onde muitas marcas trocaram desfiles por apresentações discretas em showrooms. Ainda assim, Marc Jacobs garantiu seu espetáculo e assegurou que os anos 80 voltaram em toda a sua glória néon, brilhante e volumosa. Alexander Wang ganhou espaço entre os próximos grandes talentos e Jason Wu se consagrou graças à Michelle Obama, que escolheu um vestido dele para o baile de posse de Barack Obama. A primeira-dama americana, aliás, teve seu guarda-roupa vigiado de perto, ganhou capa da Vogue e foi apontada como novo ícone de estilo – e salvadora da moda americana em crise!

alexandermcqueen

Outono/inverno de Alexander McQueen

chanel08chanel22

Resort e pré-fall da Chanel

As marcas européias continuaram a encantar, principalmente em Paris quando Alexander McQueen ousou e chocou mais uma vez com um desfile controverso para o outono/inverno 2009-10. Porém, o que chocou mesmo foi o impacto da recessão nas grifes de luxo. Quando Christian Lacroix pediu falência, a situação foi exposta. Os grandes conglomerados viram suas marcas de relógios e de jóias despencarem em vendas. Só mesmo a Chanel se manteve inabalável e foi a única a desfilar o resort (em Veneza) e o pré-fall (em Shangai, de olho no mercado asiático, claro), enquanto as outras grifes, incluindo Gucci e Dior, preferiram apresentações discretas, apenas para a imprensa e compradores. Em setembro, com o cenário mais alegre, a London Fashion Week fez 25 anos com várias festas e a volta de tradicionais marcas (como a Burberry) para suas passarelas, além da consagração da moda britânica como celeiro de novos e promissores talentos.

nina-ricci04celine01

Primavera/verão 2010 da Nina Ricci e Celine

Na eterna “dança das cadeiras” dos estilistas, Olivier Theykens deixou a Nina Ricci para Peter Copping, Phoebe Philo voltou em grande estilo, agora na Celine, Peter Dundas estreou na Pucci, Marios Schwab foi para Halston ocupar a vaga de Marco Zanini, que por sua vez foi para a Rochas. No entanto, o grande mico foi para a Ungaro, que contratou Lindsay Lohan como “consultora criativa”. Sua primeira coleção, com a estilista Estrella Archs, na temporada de primavera/verão 2010, teve a pior recepção possível, causando total vergonha alheia.

topshop-kate-out09mcqueen-target

Campanhas de Kate Moss para Topshop e McQueen para Target

jimmy-choo-hm01gap-stella-mccartney1

Jimmy Choo para H&M e Stella para Gap Kids

Enquanto a indústria do luxo patinava, o fast fashion comemorava: a Topshop inaugurou sua primeira loja nos EUA e Kate Moss garantiu mais coleções para a rede. Outras parcerias não poderiam ser mais bem-sucedidas: Alexander McQueen, Anna Sui (inspirada em “Gossip Girl”) e Rodarte (vencedora do CFDA de 200) para Target, Matthew Williamson, Jimmy Choo e Sonia Rykiel para H&M, Jil Sander para Uniqlo e Stella McCartney para Gap Kids.

met01theseptemberissue

Kate e Marc no Met Gala e o cartaz de “The September Issue

Em maio, o Met Gala, o evento mais fashion do ano consagrou a dupla vestido coquetel + plataforma meia pata como o novo uniforme de festa, extinguindo os longos – pelo menos por algumas temporadas. Anna Wintour, anfitriã do evento, esteve sob os holofotes durante o ano graças à sua iniciativa de estimular o consumo com o Fashion’s Night Out, a noite de compras que agitou várias cidades do mundo e, claro, com o documentário “The September Issue”, que expôs os bastidores da revista de moda mais icônica do planeta.

robert-kristen01madmen

Kristen e Robert. O figurino de “Mad Men”

A febre dos documentários sobre moda, que começou com Karl Lagerfeld na Chanel e de “Marc Jacobs & Louis Vuitton” ganhou as companhias de “Valentino, o Último Imperador” e “The Day Before”. Mas febre mesmo foi a saga “Crepúsculo” e a histeria em torno de Robert Pattinson, Kristen Stewar e Taylor Lautner. Os vampiros invadiram o cinema, a TV (“The Vampire Diaries”) e, obviamente, a internet. Por falar em TV, a série americana “Mad Men” juntou-se à “Gossip Girl” como obsessão fashion.

lady gagamichael-jackson1

Lady Gaga e Michael Jackson

Obsessão também foi o que sentimos em relação à Lady Gaga, sem dúvidas a estrela do ano. Com seus pops dançantes, figurinos escandalosos e muitas declarações polêmicas ela ganhou o mundo (“Bad Romance”, seu novo single já foi visto por mais de 31 milhões de pessoas no YouTube!). A mídia também enlouqueceu com a cobertura da morte de Michael Jackson e entre segredos revelados e lavação de roupa suja da família, fica a imagem do grande ídolo que ironicamente teve uma de suas peças preferidas (jaqueta brilhosa de ombros marcados) relida para o outono 2009/10 pela Balmain. Outra perda irreparável foi o super fotógrafo Irving Penn, produtor de imagens memoráveis por mais de seis décadas para a Vogue.

vogue-1952-lisa-penn

Lisa Fonssagrives Penn, esposa de Irving, em foto para a Vogue de 1952

Aqui no Brasil, sobrevivemos à crise e assistimos à chegada de mais grifes de luxo em nosso mercado, mostrando nosso potencial emergente de consumo: Marc Jacobs, Christian Louboutin, Missoni, Carolina Herrera e Hermès abriram lojas nos shoppings paulistas. Porém, a grande notícia foi mesmo a troca da administração do Fashion Rio: a Dupla, de Eloysa Simão, foi trocada pela Luminosidade de Paulo Borges, unindo os dois principais eventos de moda do país (FR e SPFW) sob o mesmo chapéu.

guccieyeweb

Porém, a grande marca de 2009 é virtual: este foi o ano do Twitter, do Facebook, dos blogueiros em primeira fila de desfile, dos shows transmitidos ao vivo, das grifes de luxo abraçarem as redes sociais, desenvolverem aplicativos para o IPhone…enfim de se conectarem para falar com um público cada vez mais vasto e plugado. E que venha 2010!

Veja na seção Serviços os tipos de Relatórios de Tendências e Treinamentos do MODALOGIA que se encaixam no perfil da sua empresa e entre em contato pelo comercial@modalogia.com.br

Campanha Outono-Inverno 09/10 de Alexander McQueen

outubro 9, 2009 by Diana Monteiro  
Filed under Visões

gteyhj

A campanha de Outono-Inverno 09/10 de Alexander McQueen está deslumbrante! Clicada pelo fotógrafo David Burton, por enquanto ela só existe online. Mesmo assim já está no meu top 5 favoritos! Gostei muito do ar “noir” com as cores vibrantes e hipnotizantes.

Máscaras na Capa da Dazed

outubro 7, 2009 by Mirela Lacerda  
Filed under Visões

dazed-out09

Máscaras são tendência. Elas apareceram em abundância nos desfiles de outono 2009 e a Dazed & Confused se inspirou em Alexander McQueen e na Rodarte para criar sua capa de outubro e pedir a alguns estilistas para fazerem as suas. Roberto Cavalli, Alexander Wang e Petter e Martin Margiela são algumas das grifes que aceitaram o desafio. Veja os resultados aqui.

Análise de Tendências Inverno 2010: Acessórios – Por Mirela Lacerda

setembro 28, 2009 by Mirela Lacerda  
Filed under Direções

Na última parte da série sobre tendências para o outono/inverno 2010, é hora de falarmos nos tão desejados acessórios. Mesmo com o fim da era das it bags, as bolsas ainda são objetos de adoração, mas perderam terreno para os sapatos, estes sim as estrelas dos looks atuais! Confira as formas e modelos que vão se destacar na próxima estação:

Bolsas: das pequenas às grandes, a preferência é mesmo das consumidoras. A variedade de modelos fica por conta do porte da sua marca.

Carteiras: continuam pequenas, porém ganham o dia, funcionando para mulheres que só carregam o mínimo necessário. A envolope é onipresente.

bolsa miumiu

Nas passarelas: carteira Miu Miu

carteira-bottega

Nas vitrines: carteira Bottega Veneta no Net-a-porter

Miniaudières: sem dúvida, o modelo mais sofisticado. Ela é realmente pequena e por isso é inviável para o dia-a-dia. Com pedras aplicadas e materiais nobres, é difícil resistir!

bolsa bottega5

Nas passarelas: miniaudière Bottega Veneta

miniaudiere-mcqueen

Nas vitrines: miniaudière Alexander McQueen no Net-a-porter

Bolsas de mão: as mais práticas, sem dúvida. As maxi-bags já se foram há muito tempo e os modelos maiores podem ser classificadas como de tamanho médio. A novidade é o trabalho detalhado de aplicações e bordados. Bolsas estruturadas e de materiais molengos apareceram em proporções similares.

bolsa mcqueen

Nas passarelas: bolsa Alexander McQueen

bolsamulberry

Nas vitrines: bolsa Mulberry

Alças compridas: também super práticas, podem ser usadas transpassadas ou caindo na altura dos quadris. As marcas costumam fazer as bolsas com alças de mão e com as compridas destacáveis, assim a consumidora tem duas possibilidades de uso.

bolsa chanel

Nas passarelas: Chanel

bolsamarc

Nas vitrines: Marc by Marc Jacobs na Shopbop

Alças de corrente: com o sucesso da reedição da 2.55 da Chanel, as correntes voltaram com força.Um recadinho: bolsas matelassadas, de correntes douradas e em forma de envelope não são homenagens à Chanel e sim cópias!!!

bolsa mj02

Nas passarelas: Marc Jacobs

corrente-lanvin

Nas vitrines: Lanvin na Barneys

Nas ruas:

sartorialist

The Sartorialist

Sapatos: por mais que os sem salto sejam mais confortáveis, a atenção está nos saltos vertiginosos e nas imensas botas.

Botas: a cuissarde, aquela que vem até as coxas, promete ser a estrela. Tudo bem, é cara e nada discreta, mas pense só como o look é simplificado: você só precisa de um mini vestido e pronto! Há também as do tipo pescador, de salto baixo, como as da Prada e as amarradas, de cano curto a médio.

bota chloe1bota prada2

Nas passarelas: Chloé e Prada

bota bottega

Nas passarelas: Bottega Veneta

bota fendibota louboutin

Nas vitrines: Fendi, na Neiman Marcus e Christian Louboutin também na Neiman

cuissardejimmychoo

Nas vitrines: cuissarde Jimmy Choo na Saks

Shooties: ela é metade ankle boot e metade scarpin.

sapato ysl

Nas passarelas: Yves Saint Laurent
shootielouboutin

Nas vitrines: Christian Louboutin na Saks

Plataformas: super altas e com solado meia pata.

sapato calvin

Nas passarelas: Calvin Klein

sapatotopshop

Nas vitrines: meia pata na Topshop

Bondage: não são só os vestidos que estão cheios de tiras, os sapatos também. E estão longe de serem discretos.

sapato balenciaga

Nas passarelas: Balenciaga

bondagetopshop

Nas vitrines: cheio de tiras e metalizado na Topshop

Nas ruas:

thesartorialist01

The Sartorialist

Veja na seção Serviços os tipos de Relatórios de Tendências e Treinamentos do MODALOGIA que se encaixam no perfil da sua empresa e entre em contato pelo comercial@modalogia.com.br

A Cadeira-Ovo de McQueen

setembro 2, 2009 by Diana Monteiro  
Filed under Visões

eggchair

Quem veio primeiro: a galinha ou o Alexander McQueen? A cadeira “Egg Chair” retorna nesta temporada de outono 2009 com o exterior remodelado por McQueen. São cinco versões da cadeira, produzidas em edição limitada, como parte da coleção “The Horn of Plenty”.

egg2

Como em todos os produtos de Alexander McQueen, o diferencial está nos detalhes com os pingentes em forma de caveirinhas! A Egg Chair estará disponível para venda no final do ano.

Próxima Página »