O Futuro do Mercado de Luxo no Brasil – por Mirela Lacerda

julho 30, 2010 by Mirela Lacerda  
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Nos anos 90, a Daslu chamou a atenção do mundo como o primeiro grande centro de luxo brasileiro. Quando o país ainda nem sonhava em ocupar a posição de economia emergente e integrar o time de BRICs (Brasil, Russia, India e China), o consumo de produtos de luxo era algo além da nossa realidade, feita apenas pelos muito ricos, geralmente em viagens para o exterior. Hoje a situação mudou bastante e a maioria das marcas antes só vendidas na Daslu possui mais de um espaço próprio: a Louis Vuitton tem seis lojas e a Salvatore Ferragamo, oito unidades. Hermès, Gucci, Carolina Herrera, Diane von Furstenberg, Missoni, Chanel e Christian Louboutin abriram em shoppings de luxo em São Paulo e no Rio de Janeiro. A Burberry inaugurou sua primeira loja independente em Brasília, há pouco tempo, e a Emporio Armani prepara sua chegada à capital.

Loja da Giorgio Armani no Shopping Cidade Jardim

O consumo de produtos de luxo no país cresceu mais de 35% nos últimos dez anos, o que significa vendas de 2.5 milhões de dólares a cada ano. O Brasil é a maior economia da América Latina, responsável por 70% do segmento de luxo, e a 10ª maior do mundo. No ano passado, mesmo com a crise financeira mundial, o setor cresceu 8% e a previsão é que até o fim de 2010 os consumidores de luxo comprem 50% a mais. Recentemente, a Veja fez uma reportagem de capa afirmando que a cada dez minutos um executivo se junta ao grupo de milionários.

Projeto do Village Mall, shopping de luxo que será inaugurado em 2012 na Barra da Tijuca

Os dados são muito promissores, mas será que a realidade é assim tão boa? Por mais que o consumidor brasileiro seja ávido por novidades, ele sabe que o valor das mercadorias aqui é, em média, três vezes mais caro devido aos altos impostos. Ou seja, às vezes sai mais barato pegar um avião e ir até Miami, Nova York ou Paris (os três top destinos do turista brasileiro) comprar um produto. Nossa única vantagem é o sistema de parcelamento no cartão de crédito, algo inédito no resto do planeta.


Fachada do Shopping paulistano Cidade Jardim

Outra questão é a centralização de São Paulo. Apesar de outras regiões, como Brasília, o próprio interior de SP, o Norte e Nordeste demonstrarem potencial de consumo, os números são pequenos. O Rio, o segundo mercado nacional, tem apenas 15% do segmento de luxo. A médio e longo prazo, será que vale a pena investir em um país tão extenso mas com poucas possibilidades de abertura de filiais?

Corner da H.Stern na Printemps, em Paris. A joalheria brasileira está presente em várias cidades do mundo

Finalmente, como as grifes nacionais podem competir neste mercado? Se as taxas de importação diminuírem, não vai ser difícil encontrar sapatos, bolsas e roupas de marcas estrangeiras custando menos que muitas brasileiras. O processo de internacionalização de nossas empresas é lento e a competição, enorme. Sem contar que a matéria-prima é cara e o setor de moda no Brasil é conhecido pela falta de profissionais qualificados.

Carlos Miele também representa muito bem o Brasil, com lojas em Nova York, Miami e Paris

Por outro lado, marcas de luxo “made in Brazil”, como Osklen, Carlos Miele e H.Stern já mostraram que têm uma identidade bem formada e um apelo de consumo baseado em lifestyle. E aí entram os famosos conglomerados internacionais. A compra da Sack’s pelo LVMH (que com isso traz a Sephora para o Brasil) foi o primeiro sinal de novas possibilidades. Há algumas semanas os executivos do concorrente PPR, chefiados por François-Henri Pinault, estiveram por aqui e conversaram com Oskar Metsavath, da Osklen, e conheceram o QG da H.Stern, em Ipanema. Pode ser que um novo caminho para o mercado de luxo brasileiro esteja se abrindo, e a melhor opção para enfrentar a concorrência seja unir-se aos grandes e experientes. Mas isso é papo para outra coluna…

Releia as entrevistas sobre o mercado de luxo no Brasil com:

Carlos Ferreirinha

Silvio Passarelli

Patricia Gaia

Veja na seção Serviços os tipos de Relatórios e Treinamentos do MODALOGIA que se encaixam no perfil da sua empresa e entre em contato pelo comercial@modalogia.com.br

Modalogia Entrevista: Silvio Passarelli

junho 10, 2010 by Mirela Lacerda  
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Nesta semana, a Modalogia publica uma série de entrevistas sobre o mercado de luxo brasileiro.

Silvio Passarelli é professor e um dos responsáveis pelo MBA em Gestão de Luxo, da FAAP, curso referência e pioneiro no país. Depois de anos de experiência no setor, compilou lições e orientações sobre o mercado, que estão reunidas no livro “O universo do luxo – marketing e estratégia para o mercado de bens e serviços de luxo” (editora Manole). A obra faz parte de uma trilogia que deve ser lançada até o final de 2011: o segundo livro sobre o consumidor e o comportamento de luxo, e o terceiro sobre empreendedorismo no setor.

Nesta entrevista, ele fala sobre o que o país precisa melhorar no setor, ambiente de varejo, marcas de luxo brasileiras e como a crise afetou o mercado.

Modalogia: Que medidas econômicas e tributárias ajudariam a aumentar a entrada de marcas de luxo no Brasil?

Silvio Passarelli : A primeira medida seria a redução da alíquota do imposto sobre importação. Este tipo de imposto cria uma falsa idéia de proteção à indústria nacional, porém não a protege e nem diminui os desejos do consumidor. É uma política completamente equivocada. Acho que falta cosmopolitismo do governo pois numa economia globalizada não faz mais sentido este tipo de política.

O mercado de luxo também se beneficiaria se o contrabando e as falsificações fossem combatidos com severidade. Essas práticas vulgarizam e banalizam a marca pois pessoas que não tem o perfil da grife consomem os produtos.

Outra medida importante é disseminar a cultura do luxo. Fazendo isso, naturalmente uma demanda mais qualificada em todos os setores vai aumentar. Esta política cultural tem tudo a ver com o mercado.

Finalmente, acho que o combate à inflação é uma medida importante porque a inflação é o grande inimigo do mercado de luxo. Um consumidor ameaçado pela alta dos preços imediatamente vai deixar de consumir o supérfluo.

Modalogia: Que tipo de produto de luxo tem resposta mais imediata do consumidor brasileiro?

Silvio Passarelli: Em primeiro lugar, alimentos e bebidas, pois já têm disseminação forte no mercado. Em segundo, produtos duráveis. Carros são o melhor exemplo e pesquisas apontam previsões otimistas para o Brasil, com vendas crescendo entre 25 a 30% no setor automobilístico de luxo. A cultura de relações sociais, ou seja, a oferta de serviços de luxo, joias, cosméticos, perfumaria e peças de roupas são os outros setores com boa resposta.

Modalogia: No livro, há um capítulo dedicado à gestão de luxo e outro sobre o luxo na crise, já que o setor foi mais afetado do que se esperava. Quais marcas souberam administrar este momento e quais vantagens elas apresentam em relação às outras?

Silvio Passarelli: A crise explicitou problemas incubados. As grifes que mais sofreram tinham problemas de gestão e já despertavam desconfianças. A Hermès é uma que faz a lição de casa com propriedade e conquistou um alto grau de imaterialidade, por isso não foi abalada. A Louis Vuitton também é uma marca “puro sangue”. No setor automobilístico, BMW, Mercedes-Benz e Ferrari são ótimos exemplos de boa gestão, assim como Aston Martin e Bugatti, que estão chegando no país, em revendedoras de São Paulo.

Modalogia: Qual é o melhor ambiente de varejo para uma marca de luxo no setor de moda se posicionar quando chega ao Brasil? Por quê?

Silvio Passarelli: No Brasil as coisas são diferentes. Enquanto no mundo as grandes marcas ficam concentradas em ruas mais chiques, aqui o shopping tem esse papel já que fornece a falsa ilusão de segurança. Na maioria dos lugares, o shopping não é lugar de grifes de luxo, porém no Brasil, especialmente em São Paulo temos o Cidade Jardim, que não é tão rigoroso no mix de lojas estritamente de luxo e, claro, o Shopping Iguatemi, que é o mais conhecido. No Rio estão o Shopping Leblon e o Fashion Mall. Particularmente acho a loja de rua mais confortável.

Mesmo com a presença forte dos shoppings, temos a região da Oscar Freire em São Paulo e a Garcia D’Avila, no Rio de Janeiro. A diferença entre as duas cidades é que a praia, no caso dos cariocas, confere um clima de luxo despojado, enquanto em São Paulo é um luxo mais “estruturado”.

Modalogia: O Brasil possui alguma marca de luxo?

Silvio Passarelli: Algumas marcas brasileiras têm potencial de luxo. A H.Stern alcança o mercado mundial e já disputa com nomes internacionais. A marca própria da Daslu não chega a ser de luxo, mas enquadra-se na categoria premium e vende bem aqui e lá fora. No Rio de Janeiro, o melhor exemplo é a Osklen. Oskar Metsavath é um craque, faz produtos entre premium e luxo e formou uma grife com identidade própria, com raízes internacionais.

O Carlos Miele fez um bom trabalho abrindo loja no Meatpacking District, em Nova York, depois em Paris e vem crescendo. Na joalheria, o Antonio Bernardo soube criar valor estético para suas peças.

Em outros setores, destaco as construtoras de luxo fazendo condomínios com comodidades e detalhes que fazem a diferença. A construção de resorts, campos de golfe e shoppings também encontram alto potencial dentro deste mercado. Nos próximos anos devemos viver um boom de empreendedorismo em restaurantes, hotéis e na área de alta gastronomia.

Fashion Business: Exposição Irina Ionesco

maio 19, 2010 by Helena Kwamme  
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Convidada pelo Sesc Rio, a fotógrafa francesa Irina Ionesco fotografou no Brasil pela primeira vez. A exposição Mar Negro, apresentada no espaço Sesc Cultural do Fashion Business, é o resultado do seu encontro com a moda brasileira onde mostra looks inéditos de estilistas como Barbara Bela, Carlos Miele, Patricia Viera, Sta Ephigênia e Victor Dzenk que forneceram a matéria-prima para que a artista pudesse recriar uma atmosfera de sonho e poesia nos trópicos a partir do universo europeu da Mansão Figner, no Flamengo.

Considerada uma das damas da fotografia mundial, adepta de técnicas tradicionais, sem manipulação da imagem, Irina tem seus trabalhos expostos em museus e galerias de arte, além de editoriais de moda para Dior, Givenchy, Balenciaga e Yves Saint Laurent.

Foto: João Júlio Mello

Fashion Business: Carlos Miele

maio 18, 2010 by Vinicius Almeida  
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Uma coisa é certa: Carlos Miele sabe como atrair olhares. No front-row de seu desfile no Jockey Clube hoje pela manhã, além de sua nova namorada Ana Gequelin, 26 anos, empresária paranaense de moda praia, marcaram presença Lenny Niemeyer e Fernando Torquato, além de uma série de clientes über vips.

Com o styling de Felipe Veloso, beauty de Max Weber, participações das tops Marcelle Bittar e Talita Pugliese somadas à presença da socialite Alice Dellal que foi recebida por ‘uh-hus’ para lá de animados, a coleção Resort 2011 da marca Carlos Miele buscou inspiração na sofisticação descontraída do Rio de Janeiro e em sua arquitetura contemporânea com destaque para as curvas de Oscar Niemeyer.

A trilha sonora embalada por músicas de Caetano Veloso e a direção artística de Alberto Renault nos apresentaram vestidos curtos e longos em seda, cetim de seda e chifon nas cores verde, cinza e muito preto, que receberam detalhes bordados de metal nos ombros e em alguns decotes, acompanhados de ankle-boots cheias de estilo. No entanto, nosso eco-coração só bateu mais forte quando o lançamento mundial (mais ecológico) da primeira calça jeans feita com Bio Denim by Tavex desfilou em nossas frentes. Segundo a assessoria de imprensa da marca, esse tecido brasileiro é verdadeiramente sustentável. Produzido com sobras de algodão, fibras e fios reciclados, substitui processos químicos por naturais, tais como a substituição da goma sintética por amido de batata e do amaciante sintético pelo amaciante natural feito de manteiga de cupuaçu. Tudo isso promovendo a responsabilidade social, apoiando as comunidades locais da Amazônia, que cultivam o fruto.

Se a ideia dessa coleção era chamar nossa atenção, confesso que ele conseguiu.

Fotos: divulgação/Marcio Madeira

Senac Rio Fashion Business Antecipa Calendário da Moda Nacional

maio 6, 2010 by Marianna Eichenberg  
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Entre os dias 17 e 21 de maio, o Rio de Janeiro sediará a 16ª edição do Senac Rio Fashion Business.  O evento que dobrou de tamanho desde sua última realização em janeiro, irá reunir 230 expositores no salão principal e mais 50 no Fashion Business Tech.

Além do  Senac Rio, que incluiu o nome à marca Fashion Business, o evento terá também uma forte presença do Sesc Rio que trará, entre outras, a exposição da fotógrafa francesa Irina Ionesco e Maria Bethânia, com o show “Amor, Festa, Devoção”.

A edição verão 2011 contará ainda com doze desfiles especiais de nomes consagrados da moda. Confira a agenda:

Dia 17 de Maio

17h – Nicole Abramoff
20h30 – Barbara Bela

Dia 18 de Maio

10h30 – Carlos Miele / Patricia Viera
16h – Despi
18h30 – Lucidez
20h30 – Drosófila

Dia 19 de Maio

10h30 – Sta Ephigênia
14h – Cholet
16h – Bum Bum
20h – Prêmio Rio Moda Hype

Dia 20 de Maio

16h – Teargas
20h – Prêmio Rio Moda Hype

Dia 21 de Maio

10h30 – Novas Designers – Luciana Galeão, Ursula Felix e Giulietta
16h – Francesca Romana Diana
21h – Victor Dzenk

NYFW – Outono/Inverno 2011: Zac Posen, Carolina Herrera, Carlos Miele e Donna Karan

fevereiro 16, 2010 by Mirela Lacerda  
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Zac Posen: os tradicionais vestidões característicos do designer ficaram de lado e ele investiu, como os novos tempos pedem, num sportswear usável. O jet-set dos anos 70 e referências ao Art Déco estavam presentes nas peças de alfaiataria, de silhueta confortável, em tons terrosos e formas arquitetônicas. Florais e tons de vermelho apareceram em mini vestidos retos e de saias pregueadas, de veludo ou seda. As calças tinham corte boot cut, usadas com blazers ajustados. As peles, onipresentes na temporada, conferiram o ar decadente à coleção, inclusive nos sapatos que mais pareciam pantufas!

Carolina Herrera: um clima de opulência renasceu na passarela da grife, mostrando que a crise ficou para trás. Casacos de pele, calças pantalona, terninhos de tweed, chapéus, bordados de brilhos nos vestidos e cintura marcada foram as peças principais. No final, longos de modelagem sereia lisos, bordados ou estampados. Na cartela, tons vermelho, cinza e bege.

Carlos Miele: entre longos e vestidos coquetel, o estilista brasileiro apresentou boas peças – como os primeiros vestidos de cetim em diferentes cores. Porém falta a coleção uma certa unidade. Ele pode não trabalhar com um tema específico, mas entre casacos de pele e estampas gráficas a coesão necessária em um desfile acaba prejudicando o talento de Miele.

Donna Karan: são 25 anos oferecendo às mulheres um guarda-roupa enxuto e sofisticado. Para marcar a data, o outono/inverno veio essencialmente preto, com exceção da camisa branca, de um casaco roxo e de outras peças em cinza mescla, chumbo e azul. Texturas misturaram-se ao cetim, em modelagens esculturais e até mesmo futuristas. Vestidos dreapeados na gola e ótimos casacos provaram que a receita continua atual, mesmo após ¼ de século.

A Cor de 2010

dezembro 23, 2009 by Mirela Lacerda  
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Já escolheu a cor do seu look para o Revéillon? Vai apostar no tradicional branco ou vai atrair as vibrações com azul, verde, amarelo…O importante mesmo é arrasar! Feliz Ano Novo!

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Uma Década Fast Fashion – Por Mirela Lacerda

dezembro 21, 2009 by Mirela Lacerda  
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A primeira década do século XXI terminou em ritmo super acelerado. Em 10 anos, escapamos para vários países e várias décadas, ficamos obcecadas pelo estilo das celebridades, desejamos it bags e jeans premium, customizamos nossas roupas, garimpamos peças vintage em brechós, aprendemos a consumir moda online e nos acostumamos a acompanhar desfiles ao vivo, a fazer mil posts em blogs e a não deixar escapar uma noticiazinha no Twitter. Se você acha que tudo aconteceu muito rápido, tem razão. Então, para refrescar a memória, fiz um apanhado do que foi mais relevante nos últimos anos, bem ao estilo “você se lembra”?

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Campanha de primavera 2002 da Louis Vuitton, a 1a após os ataques de 11/09: inspiração nos contos de fada

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Coleção M.A.C Hello Kitty

O ano 2000 começou maximalista (em oposição aos minimalistas anos 90) e ameaçando uma releitura dos 80. Porém, depois do 11 de setembro, o Escapismo (a macro-tendência da década) se instalou em nossas vidas, com excessivas visitas aos 70’s e viagens para lugares exóticos da Ásia, África, América, Oceania e até Europa: Índia, México, Peru, Taiti, Marrocos…quanta vontade de fugir! Fugimos também de volta à infância, colecionando toy art, usando camisetas de personagens de desenhos animados e comprando Hello Kittys e outros brinquedos icônicos.

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“Sex and the City” e os figurinos de Patricia Field lançaram moda

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Jennifer Aniston, Lindsay Lohan, Sienna Miller, Nicole, Marion, Penelope e Kate: as estrelas na moda

Também babamos pelo figurino de Carrie, Samantha, Miranda e Charlotte e idolatramos Manolos e Jimmy Choos. “Sex and the city” lançou moda como há muito tempo não se via na TV. Sarah Jessica Parker virou ícone de estilo impulsionada por uma mídia que cada vez mais cultuava celebridades. Foi definitivamente o fim das supermodels, que foram substituídas por atrizes e cantoras em capas de revista e nas campanhas das grandes marcas. Isso quando não decidiam lançar sua própria linha de roupas!

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Birkin da Hermès, Paddington da Chloé, LV by Takashi Murakami e a Lariat da Balenciaga: ícones

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As bolsas ganharam destaque também nas campanhas das grandes grifes

Foram elas também que propagaram a febre das it-bags ao serem fotografadas usando Birkins, Kellys, Paddingtons e demais modelos batizados com nomes que estavam por toda a internet. O fenômeno, que tornou os acessórios mais importantes do que as roupas, não aconteceu à toa. Com a consagração dos conglomerados de luxo dominando a moda, estratégias de marketing foram montadas para estimular o consumo das grifes. E quem não podia pagar por um vestido, comprava uma bolsa ou um sapato e exibia orgulhosamente sua aquisição.

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Balenciaga e Prada

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McQueen e Chalayan

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Thakoon, Basso & Brooke…

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Erdem e Aquilano.Rimondi: novos talentos com apoio da indústria

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Marc Jacobs: o rei da década

As bolsas, no entanto, não tiraram totalmente a atenção das passarelas e de nomes como Nicolas Ghesquière, que ressuscitou a Balenciaga, Miuccia Prada, e suas coleções cada vez mais surpreendentes na Prada e na Miu Miu, Alexander McQueen, em vôo solo após a saída da Givenchy (agora brilhando com Riccardo Tisci), Hussein Chalayan e o uso da tecnologia a serviço da moda e Stella McCartney, introduzindo o eco-chique. É claro que o rei da década é Marc Jacobs, tanto em sua marca quanto na Louis Vuitton, onde as bolsas assinadas por artistas pop garantiram seu status de celebridade. Perdemos Tom Ford na Gucci e na Yves Saint Laurent, em 2004, mas ele virou perfumista, designer de óculos, criador de uma linha hiper exclusiva de roupas masculinas e até diretor de cinema! Londres bateu o pé como principal celeiro de novos talentos, que por sinal ganharam concursos mundo afora para apoiá-los. Fashion Fringe na Inglaterra, Vogue Fashion Fund nos EUA e Who’s Next na Itália contribuíram para dar voz a uma nova geração de estilistas.

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Campanha de Roberto Cavalli para H&M

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E Kate para Topshop

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A Diesel e uma de suas bem-humoradas campanhas

Nesta era de democratização da moda, o troféu vai para as redes de fast fashion. Zara, Topshop e H&M mostraram que o hi-lo era possível, principalmente após convidarem Karl Lagerfeld, Vitor & Rolf, Rei Kawakubo, Roberto Cavalli e Kate Moss, entre outros, para criarem linhas especiais, unindo design a preços super convidativos. Quem foi alçado ao posto de item de luxo, porém, foi o jeans, ou melhor o premium jeans. A peça mais básica do guarda-roupa passou a ser fabricada por marcas que investiam em modelagem, lavagens, tingimentos e cortes diferenciados. Seven, Hudson, Paper, Citizens of Humanity, Diesel… a lista é tão grande quanto a oferta de modelos a custos inflacionados.

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Animale e Isabela Capeto: marcas cariocas ganhando o Brasil

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Osklen e Carlos Miele: do Brasil para o mundo

Aqui no Brasil, passamos por um período de crescimento e expansão. Nossos estilistas tornaram-se conhecidos internacionalmente, abrindo até lojas no exterior. O Morumbi Fashion virou São Paulo Fashion Week e a Semana Barra Shopping, Fashion Rio. Os novos talentos tiveram o apoio do Rio Moda Hype, do Amni Hot Spot e da Casa dos Criadores para se divulgarem. A moda carioca espalhou-se pelo país com Isabela Capeto e Animale, entre outras, além das fast-fashion Farm e Espaço Fashion. Osklen, Carlos Miele e Rosa Chá fazem sucesso também além-mar, com lojas no exterior.Vimos outras semanas de moda serem criadas fora do eixo Rio- SP e também à chegada das grifes de luxo internacionais, sobretudo nos shoppings paulistas. A moda brasileira ganhou identidade e gerou curiosidade, com promessas de ampliar cada vez mais seu mercado.

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Victoria Beckham, Sienna Miller, Blake Kively, Agyness Deyn e Alexa Chung: celebridades ditando estilo

Do étnico ao bling-bling do hip hop, do vintage ao futurismo, dos conglomerados aos novos talentos, a moda nesta década cresceu e apareceu, saindo de um segmento de mercado para ganhar a indústria do entretenimento. O que esperar para os próximos anos? Isso é papo pra outra coluna…

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As Tendências da NYFW

setembro 19, 2009 by Mirela Lacerda  
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Terminada a primeira etapa da temporada de desfiles para a primavera/verão 2010, é hora de fazer o balanço e eleger as tendências da NYFW. Confira:

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Marc Jacobs e Temperley London

1)     Circos, Teatros e Parques de Diversão: os espetáculos antigos, do tipo vaudeville, as figuras circenses e os parques à la Coney Island renderam viagens escapistas, nostálgicas e divertidas.

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Alexander Wang e Lacoste

2)      Esportes: futebol americano, atletismo, surfe, skate… as roupas inspiradas nos uniformes esportivos sempre rendem boas idéias.

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Oscar de la Renta e Marc by Marc Jacobs

3)      Etnias: África, América do Sul e Oriente continuam encantando os estilistas.

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4)      Texturas: tecidos trabalhados, bordados, repuxados… nada de superfícies lisas!

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Michael Kors e Mulberry

5)      Transparências: segundas peles, tule, rendas, o jogo de esconde-esconde permanece por mais um ano.

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Preen e Costello Tagliapietra

6)      Drapeados: em blusas, vestidos, saias. A modelagem faz toda a diferença.

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Victoria Beckham e Hervé Leger

7)      Vestidos ajustados: curtos ou nos joelhos, o importante é que as curvas sejam ressaltadas.

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Carlos Miele e Anna Sui

8)    Cores e estampas: nude, branco, preto, amarelo, laranja, vermelho, rosas, roxos, azuis e verdes. Estampas degradê e florais.

NYFW: Dia 14/09 – Marc Jacobs, Zac Posen, Donna Karan

setembro 15, 2009 by Mirela Lacerda  
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Ontem além de Marc Jacobs, foi o dia dos desfiles de Zac Posen, Carolina Herrera, Donna Karan, Thakoon e Carlos Miele, entre muitos outros. Confira o que o Modalogia mais gostou:

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Zac Posen: ele deixou de lado os vestidos excessivamente elaborados e investiu em uma coleção mais leve, colorida e comercialmente viável. Ótimos os broches de inspiração surrealista!

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Thakoon: muitos florais, muitos drapeados, alguns patchworks de cores e estampas e referências ao surfe.

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Donna Karan: o grande destaque foram as texturas dos tecidos. A cartela girava em torno de cinzas, nudes, vermelho e coral, e nas formas, muitos drapeados e a dupla jaqueta + saia ou calça.

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Carolina Herrera: os tecidos eram encorpados demais e produziram formas muito rígidas. Mas as texturas e as cores merecem destaque.

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Carlos Miele: entre longos e peças mais casuais, o clima do desfile era inspirado no Marrocos, um tema já recorrente nesta NYFW.

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