Tendência: Cores de Esmaltes para o Inverno 2011
setembro 2, 2010 by Mirela Lacerda
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Para o verão 2011, os tons vibrantes, verdes e azulados estão em alta nas coleções de esmaltes. E no próximo inverno? Vai ser a vez da gama de vermelhos e roxos, dos metálicos e das variações de Misturinha (sim, ele vai voltar), dos nudes aos rosados. Veja algumas cores do atual outono/inverno no hemisfério norte. Infelizmente a maioria das marcas não está à venda no Brasil, mas com certeza vamos ganhar versões nacionais de vários tons!
Da esq. para dir: Paradoxal (roxo acinzentado), da Chanel; Belle de Nuit (roxo), da YSL, Marrow (roxo azulado), da Butter London.
Da esq. para dir: Plaster (nude) da Knock Out; Got My Groove Back (dourado claro), da Ginger + Liz; Fashion Victim (vermelho escuro), da Rococo Nail Apparel; Koko (chocolate), da Knock Out; Not on the First Date (lilás), da Ginger + Liz e VIP (vermelho), da Rococo Nail Apparel.
Da esq. para dir: Bad Romance (beterraba metálico), da Lippmann; Black Sequins (azul acinzentado metálico), da Dior; Cheryl (marrom cintilante), da Zoya; Its Not Rocket Science, (verde abacate cintilante) da Cosmic FX.
O Resort e o Futuro do Calendário da Moda – por Mirela Lacerda
setembro 1, 2010 by Mirela Lacerda
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Pergunte a uma grande editora ou comprador internacional sobre as coleções resort e você só vai ouvir elogios. Da parte da mídia, nada da maratona de desfiles, confusões para entrar nas salas e nem celebridades atrapalhando os shows. Já os varejistas reverenciam a coleção que fica o maior período nas prateleiras e é extremamente comercial, por isso muito mais fácil de vender.
Alexander McQueen e Balenciaga
Bottega Veneta e Céline
Christopher Kane e Dolce & Gabbana
Do ponto de vista do consumidor, é a chance de adquirir uma peça de grife sem estampas ou formas tão marcantes, fotografadas em vários editoriais e vestidas por celebridades, ou seja, é a oportunidade de usar grife sem ostentar, exatamente como os novos tempos pedem. Com tantas vantagens, será que o resort se tornará a terceira grande temporada de moda, depois do outono/inverno e da primavera/verão?
Donna Karan e Giorgio Armani
Gucci e Jason Wu
Lanvin e Louis Vuitton
Dificilmente. Primeiro porque este não é o desejo dos principais nomes da indústria da moda e segundo porque ainda existem alguns contratempos em relação ao calendário de lançamento (geralmente em junho para chegar às lojas entre outubro e novembro) e a real necessidade de organizar desfiles. A maioria dos profissionais concorda que só os espetáculos que Chanel e Dior criam já estão de bom tamanho, sem contar que várias marcas não tem como bancar um terceiro desfile anual.
Marc Jacobs e Matthew Williamson
Michael Kors e Nina Ricci
Oscar de la Renta e Prada
A grande vantagem do resort tem a ver com o calendário da moda, como já falei aqui. A estação que antes era feita apenas por marcas americanas e grandes grifes européias contendo biquínis e saídas de praia para as clientes que fugiam do frio usarem nas férias de fim de ano pelos trópicos, cresceu, apareceu e tornou-se a melhor maneira do varejo de luxo oferecer novidades constantes. Ah! O resort também funciona como ensaio de idéias para a primavera/verão de várias marcas. Preste atenção nos temas, formas e cores porque em algumas semanas eles podem ser tendências da próxima temporada de desfiles.
Roberto Cavalli e Roksanda Ilincic
Salvatore Ferragamo e Stella McCartney
Versace e Yves Saint Laurent
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Tendência: Little White Dress
agosto 31, 2010 by Mirela Lacerda
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Twiggy e seu tubinho nos anos 60
Christy Turlington, Naomi Campbell e Kate Moss com seu vestido branco, nos anos 90
Anna Dello Russo, editora da Vogue japonesa
Looks da primavera/verão 10 de Narciso Rodriguez e Hussein Chalayan
Blake Lively, de Dior, e Cameron Diaz, de Bottega Veneta
Todo mundo conhece o “little black dress”, ou em bom português, o tubinho preto. A peça é o curinga do guarda-roupa de toda mulher desde que Chanel o inventou lá no início do século XX. Para este verão, no entanto, o preto será substituído pelo branco, ou seja, é a hora do “little white dress”. Já que o branco é uma das cores-chave do próximo verão e é perfeita para os meses de calor, o sucesso nas vendas é garantido! Confira a “trilha da tendência”:
Os Looks do Emmy 2010
agosto 30, 2010 by Mirela Lacerda
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Ontem à noite rolou no Nokia Theatre, em Los Angeles, o 62o Prêmio Emmy, o Oscar da TV americana. O calor não atrapalhou os looks das atrizes, que capricharam nos longos com caudas, a grande tendência da noite. Os tons pastel e o preto foram a preferência da maioria, porém alguns vestidos em cores vibrantes e vários bordados mostraram a ousadia de algumas celebridades. Confira nossa seleção:


Anna Paquin, de Alexander McQueen, e Christina Hendricks, de Zac Posen
Claire Danes, de Armani Privé, e Edie Falco, de Bottega Veneta
Elisabeth Moss, de Donna Karan, e Emily Deschanel, de Max Azria Atelier
Emily Blunt, de Dior, e Eva Longoria Parker, de Robert Rodriguez
Glenn Close, de Rubin Singer, e Heidi Klum, de Marchesa
Jane Krakowski, de Escada, e Jane Lynch, de Ali Rahimi
January Jones, de Atelier Versace e Julianna Margulies, de L’wren Scott
Kelly Osbourne, de Tony Ward, e Keri Russel, de Jean-Louis Scherrer vintage
Kim Kardashian, de Marchesa, e Kyra Sedgwick, de Monique Lhuillier
Lea Michele, de Oscar de la Renta, e Padma Lakshmi, de Carolina Herrera
Sofia Vergara, de Carolina Herrera, e Tina Fey, de Oscar de la Renta
Bolsa Gigante Dior
agosto 29, 2010 by Diana Monteiro
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Com certeza esse impressionante monumento foi um dos mais detalhados já feito no mundo da moda. A empresa Shawmut Design and Construction recentemente “entregou” uma incrível e inspiradora bolsa gigante da Dior, que está enfeitando a calçada da flagship da grife, em Nova York, enquanto a loja não é inaugurada!
Tendência: Floral
agosto 11, 2010 by Mirela Lacerda
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Prepare-se para ver muitas flores por aí! As estampas florais de todos os tamanhos – das grandes ao Liberty – vêm com força total na primavera/verão. Seguindo a tendência Campestre e a volta do Romantismo, as flores vão aparecer em roupas e acessórios com bastante intensidade. Veja o que rolou nas passarelas internacionais e confira o que as marcas nacionais já estão colocando no mercado:
Bolsas Via Uno: www.viauno.com.br
Sandálias Via Uno: www.viauno.com.br
Vestido e chapéu Lilica Ripilica: www.lilicaripilica.com.br
Lançamento Relógio Dior
agosto 2, 2010 by Diana Monteiro
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O novo modelo de relógio da Dior é opção de presente para o Dia dos Pais. Que pai não adoraria ganhar um maravilhoso acessório moderno e luxuoso? O Chiffre Rouge D01 faz parte da linha Dior Homme, é automático e mede 42mm. Seu bracelete é todo composto de aço e sua resistência à prova d’água é de 300m de profundidade. Dentre suas principais funcionalidades está a função de cronômetro, a caixa exibidora de data e sua assimetria no design. Apenas por encomenda: www.amsterdamsauer.com.
Tendência: Bolsas Estruturadas
julho 28, 2010 by Mirela Lacerda
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Dior e Lanvin
Salvatore Ferragamo e Marni
Os acessórios também estão se adaptando a esses novos tempos, minimalistas e práticos. As prováveis próximas it bags vêm com um design bem diferente das últimas temporadas: são menores, mais estruturadas e com alças longas, para serem penduradas nos ombros. O modelo envelope, que é uma espécie de evolução da 2.55 da Chanel, e mesmo a carteiro foram as mais vistas nos desfiles internacionais e começam a chegar nas lojas do hemisfério norte. Confira alguns exemplos acima.
A Moda na Época de Sua Reprodutibilidade Técnica – por Mirela Lacerda
julho 26, 2010 by Mirela Lacerda
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Na faculdade de Comunicação, um dos primeiros filósofos que estudamos é Walter Benjamin. O alemão, famoso por integrar a Escola de Frankfurt, ficou conhecido por vários ensaios, entre eles “A Obra de Arte na Época de sua Reprodutibilidade Técnica”. O ponto central desta teoria refere-se à destruição da “aura” que envolve as obras de arte a partir do momento em que elas são reproduzidas para uma sociedade de consumo de massa. Quando escreveu, ele refletiu sobre o impacto do cinema na perda desta aura, mas obviamente nem imaginava o que estava por vir com a TV e a internet.
Outro dia, revendo o documentário do “Valentino – O último imperador”, lembrei de Walter Benjamin e de sua teoria. O título do filme não poderia ser melhor. Valentino é mesmo “o último dos grandes”. Ele representava uma era da moda em que a relação estilista-roupa era completamente diferente. Como Yves Saint Laurent, Christian Dior, Balenciaga e tantos outros ícones, ele criava com o objetivo de deixar a mulher mais bonita. Da pesquisa ao produto final – tanto na alta-costura como no prêt-à-porter -, seu processo era puro, sofisticado e detalhista, e funcionava em um ritmo que não cabe mais nesta era de conglomerados e fast fashion.
A última coleção de prêt-à-porter do estilista, para a primavera 2008
Além disso, Valentino era o epítome de tudo que vendia: tinha uma vida absolutamente glamurosa, casas espalhadas pelo mundo, era cercado de pessoas lindas, ricas e cultas. Depois de se aposentar, no inicio de 2008, a grife passou por momentos confusos. Primeiro, Alessandra Facchinetti foi nomeada como sua substituta e ficou no posto por apenas duas temporadas. Seus ex-assistentes, Pier Paolo Piccioli e Maria Grazia Chiuri (decorar esses nomes já é um problema), foram então promovidos ao cargo. Só que por mais que eles tenham convivido e aprendido com o estilista, eles nunca serão como ele! E aí entra a questão da perda da “aura”. A aura de Valentino estava em tudo que ele criava e representava. Não há como substituí-la sem parecer forçado ou até mesmo “fake”. A identidade da grife se foi junto com seu fundador, o que resta é uma logo que pode ser reconstruída, com outra imagem, e geralmente isso leva tempo…
A última coleção de Alessandra para Valentino, para a primavera 2009
Walter Benjamin não era pessimista em relação à perda da aura. Ele via um novo caminho se abrindo e um novo relacionamento da arte com as massas. Concordo com ele e afirmo que nem toda mudança é negativa. Tom Ford, por exemplo, imprimiu uma nova aura à Gucci – tão poderosa, aliás, que sua saída significou grandes perdas na identidade da marca até Frida Giannini construir uma nova.
A primeira coleção de Pier Paolo e Maria Grazia, para o outono 2009
Marc Jacobs transformou a aura da Louis Vuitton, Alber Elbaz a da Lanvin, e até mesmo Stefano Pilati, que substituiu Tom Ford e começou a criar para a Yves Saint Laurent enquanto o próprio estava vivo, conseguiu fazer um bom trabalho. Agora, quem consegue visualizar a Chanel sem a aura de Karl Lagerfeld? Como ele mesmo diz a Valentino em uma cena do documentário, comparado aos dois, o resto dos designers não faz mais do que trapos…
A coleção mais recente da dupla, de alta-costura para o outono 2010: a mudança no público-alvo é visível
A questão nesta era de conglomerados de moda e inevitáveis substituições de estilistas é bem complexa. Não é apenas talento nem estratégias de marketing que vão levar as grifes a venderem mais ou menos. É a aura de seu criador que por vezes é tão forte que se torna insubstituível. E neste caso, a relação entre a obra (roupa) e as massas (clientes) corre o risco de ficar eternamente comprometida.
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Novas Direções para a Alta-Costura – por Mirela Lacerda
julho 15, 2010 by Mirela Lacerda
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Na semana passada, a temporada de alta-costura de Paris teve um clima diferente. Além do otimismo pela volta do crescimento do setor, com a volta de antigas clientes dos EUA e da Rússia que foram obrigadas a suspender encomendas no ano passado e a chegada de novas, vindas dos mercados emergentes (China) está promovendo uma reavaliação sobre o que a alta-costura representa.
Alexandre Vauthier
Alexis Mabille
Bouchra Jarrar
Chanel
O pensamento lugar-comum nos leva a imaginar vestidos belíssimos e ultra-glamurosos, com tecidos nobres, bordados delicados feitos à mão e mulheres usando as produções em eventos chiquérrimos e milionários. Mas se analisarmos as coleções para o outono 2010, é impossível não notar os looks menos “sonho” e mais vida real. Traduzindo: os estilistas começam a perceber que as mulheres buscam roupas exclusivas e duráveis sim, porém não necessariamente feitas apenas para festas, mas para eventos diurnos.
Dior
Elie Saab
Giorgio Armani Privé
Givenchy
As apresentações mais intimistas (com exceção da Chanel que manteve o espetáculo no Grand Palais, Dior reduziu o tamanho do desfile feito no Museu Rodin e a Givenchy optou por mostrar os modelos em showroom) são outro sinal desta aproximação entre estilistas e clientes. O serviço anda tão personalizado que as provas de roupa podem ser feitas onde a cliente está – em seu hotel em Paris ou num iate no meio do Mediterrâneo. O sucesso também pode ser medido pelos novos nomes que estão surgindo direto na couture, como a ex-Balenciaga e Lacroix Bouchra Jarrar, um perfeito exemplo da direção menos afetada do segmento.
Gustavo Lins
Jean Paul Gaultier
Maison Martin Margiela
Maison Rabih Kayrouz
Tanta exclusividade atesta uma tendência: a revalorização da roupa sob medida dentro de um contexto de desaceleração de consumo. O excesso de ofertas da moda mostra sinais de cansaço e quem quer qualidade, atendimento personalizado e a garantia de usar uma peça única encontra na alta-costura tudo o que precisa. Como bem resumiu o kaiser Karl Lagerfeld: “a couture moderna deve ter uma sensação de mobilidade e o ápice do refinamento.”
Stephane Rolland
Valentino
Zuhair Murad
Além disso, para os estilistas, a alta-costura será sempre um grande laboratório criativo para idéias que podem ser depuradas no prêt-à-porter. Sendo assim, fiquem de olho nas cores vibrantes e nos tons neutros claros, substituindo o preto, nas linhas aerodinâmicas e limpas, no uso das rendas, tecidos leves e transparentes, e no comprimento alongado, abaixo do joelho até a altura do tornozelo.
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