O Resort e o Futuro do Calendário da Moda – por Mirela Lacerda
setembro 1, 2010 by Mirela Lacerda
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Pergunte a uma grande editora ou comprador internacional sobre as coleções resort e você só vai ouvir elogios. Da parte da mídia, nada da maratona de desfiles, confusões para entrar nas salas e nem celebridades atrapalhando os shows. Já os varejistas reverenciam a coleção que fica o maior período nas prateleiras e é extremamente comercial, por isso muito mais fácil de vender.
Alexander McQueen e Balenciaga
Bottega Veneta e Céline
Christopher Kane e Dolce & Gabbana
Do ponto de vista do consumidor, é a chance de adquirir uma peça de grife sem estampas ou formas tão marcantes, fotografadas em vários editoriais e vestidas por celebridades, ou seja, é a oportunidade de usar grife sem ostentar, exatamente como os novos tempos pedem. Com tantas vantagens, será que o resort se tornará a terceira grande temporada de moda, depois do outono/inverno e da primavera/verão?
Donna Karan e Giorgio Armani
Gucci e Jason Wu
Lanvin e Louis Vuitton
Dificilmente. Primeiro porque este não é o desejo dos principais nomes da indústria da moda e segundo porque ainda existem alguns contratempos em relação ao calendário de lançamento (geralmente em junho para chegar às lojas entre outubro e novembro) e a real necessidade de organizar desfiles. A maioria dos profissionais concorda que só os espetáculos que Chanel e Dior criam já estão de bom tamanho, sem contar que várias marcas não tem como bancar um terceiro desfile anual.
Marc Jacobs e Matthew Williamson
Michael Kors e Nina Ricci
Oscar de la Renta e Prada
A grande vantagem do resort tem a ver com o calendário da moda, como já falei aqui. A estação que antes era feita apenas por marcas americanas e grandes grifes européias contendo biquínis e saídas de praia para as clientes que fugiam do frio usarem nas férias de fim de ano pelos trópicos, cresceu, apareceu e tornou-se a melhor maneira do varejo de luxo oferecer novidades constantes. Ah! O resort também funciona como ensaio de idéias para a primavera/verão de várias marcas. Preste atenção nos temas, formas e cores porque em algumas semanas eles podem ser tendências da próxima temporada de desfiles.
Roberto Cavalli e Roksanda Ilincic
Salvatore Ferragamo e Stella McCartney
Versace e Yves Saint Laurent
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Vestido Gucci em Campanha de Shopping Carioca
setembro 1, 2010 by Helena Kwamme
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vestido usado por Nicole Kidman
Para estrelar a campanha de lançamento do shopping Village Mall, que será inaugurado em 2012 na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, a atriz Nicole Kidman escolheu juntamente com a stylist Sarah Gore Reeves um longo Gucci. O vestido, feito em viscose com detalhes de metal dourado, é da nova coleção outono/inverno 2011. A sessão de fotos foi feita no Tenesse, por James White, onde a atriz mora com o marido e as filhas. No filme da campanha, dirigido pelo chileno Sergio Cuevas, Nicole aparece com os cabelos avermelhados, próximos de sua cor natural e que combinam perfeitamente com o look Gucci. Quem quiser um vestido igual ao da atriz, a loja Gucci do Iguatemi ainda possui um, que custa R$ 6.940.
Serviço:
Gucci
End: Shopping Iguatemi São Paulo – Av. Brigadeiro Faria Lima, 2232
Tel: (11) 3097.8655
Horário de funcionamento: Segunda à Sábado – 10h às 22h / Domingo – 14h às 20h
www.gucci.com
Martin Scorsese Dirige o Filme de Perfume da Chanel
agosto 25, 2010 by Mirela Lacerda
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A união entre diretores de cinema e grifes de moda não é nada nova. A Chanel já teve Baz Luhrmann dirigindo um filme do Chanel No 5 com Nicole Kidman, a Prada chamou Ridley Scott para a campanha de seu primeiro perfume, em 2004, e a Gucci contou com David Lynch no vídeo de Gucci by Gucci.
A Chanel faz novamente um casamento com o cinema, só que desta vez o tratamento vip é para o lançamento de Bleu, a mais recente fragrância masculina e conta com a ilustre presença de Martin Scorsese. O diretor escolheu Gaspard Ulliel para encarnar o personagem, que em plena entrevista coletiva sonha com uma loura desconhecida (Ingrid Schram) e relembra o fora dado pela namorada (a cantora Amalie Bruun), provavelmente por causa da traição. O desfecho surpreende a todos, inclusive nós, espectadores. Clique aqui para ver o filme e aqui para ver cenas de bastidores. Agora tire suas próprias conclusões!
Campanha do Guilty by Gucci É Lançada
agosto 13, 2010 by Mirela Lacerda
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O novo perfume da Gucci, como já contamos aqui, chama-se Guilty e tem a atriz Evan Rachel Wood como garota propaganda. A campanha oficial acaba de ser lançada e o vídeo foi dirigido por Frank Miller, o criador de “Sin City”. Nos anúncios, Evan está em clima romântico com o também ator Chris Evans. Até aí nada muito surpreendente. O que chama mesmo atenção é a logo da Gucci repaginada, uma releitura dos anos 70 e mais uma prova de que a marca está investindo pesado em sua “heritage”.
Michael Lewis: Guarde Esse Nome
agosto 3, 2010 by Mirela Lacerda
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Ele já trabalhou na Burberry e com Marc Jacobs na Louis Vuitton, desde maio faz sapatos para a Versace e ganhou o prêmio NEWGEN, para exibir sua coleção durante a próxima London Fashion Week. Para finalizar, Michael Lewis foi escolhido por Tom Ford como consultor da linha de sapatos para a grife feminina que o estilista vai lançar no ano que vem.
Se você ainda não conhece seu trabalho, é hora de colocar seu nome junto ao rol de Louboutins, Blahniks e Choos. Michael se formou na Central Saint Martins e logo mudou-se para Paris, há 15 anos, para desenhar para Jean-Charles de Castelbajac e depois, para a Louis Vuitton. Ele também passou um período na Gucci, ainda na era Tom Ford. Hoje, sua linha é vendida da Dover Street Market, em Londres, na L’Eclaireur, em Paris, e em lojas na Ásia e nos EUA.
A atual coleção (de primavera 2010) tem plataformas, rasteiras, sapatilhas e saltos decorados, num clima meio rococó, com modelos bicolores e detalhes como laços, brasões e fivelas. Veja tudo em www.michaellewislondon.com/ e comece a sonhar com o que ele vai fazer por Tom Ford.
PPR Comemora mais de 110% de Aumento de Vendas
julho 30, 2010 by Mirela Lacerda
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Esta é a semana que o mercado de luxo começa a respirar aliviado. Depois do LVMH anunciar um crescimento de 52.8% nos lucros do primeiro semestre deste ano, o concorrente PPR simplesmente teve um salto de 113.3%! Segundo François-Henri Pinault, CEO do grupo, mesmo com o clima econômico incerto, há bastante otimismo. Até 30 de junho foram registradas um total de 4.01 bilhões de euros em vendas, porém o crescimento foi de apenas 2% em relação ao mesmo período do ano passado.
O Grupo Gucci, a divisão de moda do conglomerado, teve um crescimento de 18%, totalizando 929.3 milhões de euros em vendas nestes primeiros seis meses de 2010. Bom, não? Os resultados por região ainda vão ser divulgados. Enquanto isso, leia as perspectivas para o futuro do mercado de luxo brasileiro aqui.
Na foto, look da Gucci, outono/inverno 2010-11.
O Futuro do Mercado de Luxo no Brasil – por Mirela Lacerda
julho 30, 2010 by Mirela Lacerda
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Nos anos 90, a Daslu chamou a atenção do mundo como o primeiro grande centro de luxo brasileiro. Quando o país ainda nem sonhava em ocupar a posição de economia emergente e integrar o time de BRICs (Brasil, Russia, India e China), o consumo de produtos de luxo era algo além da nossa realidade, feita apenas pelos muito ricos, geralmente em viagens para o exterior. Hoje a situação mudou bastante e a maioria das marcas antes só vendidas na Daslu possui mais de um espaço próprio: a Louis Vuitton tem seis lojas e a Salvatore Ferragamo, oito unidades. Hermès, Gucci, Carolina Herrera, Diane von Furstenberg, Missoni, Chanel e Christian Louboutin abriram em shoppings de luxo em São Paulo e no Rio de Janeiro. A Burberry inaugurou sua primeira loja independente em Brasília, há pouco tempo, e a Emporio Armani prepara sua chegada à capital.
Loja da Giorgio Armani no Shopping Cidade Jardim
O consumo de produtos de luxo no país cresceu mais de 35% nos últimos dez anos, o que significa vendas de 2.5 milhões de dólares a cada ano. O Brasil é a maior economia da América Latina, responsável por 70% do segmento de luxo, e a 10ª maior do mundo. No ano passado, mesmo com a crise financeira mundial, o setor cresceu 8% e a previsão é que até o fim de 2010 os consumidores de luxo comprem 50% a mais. Recentemente, a Veja fez uma reportagem de capa afirmando que a cada dez minutos um executivo se junta ao grupo de milionários.
Projeto do Village Mall, shopping de luxo que será inaugurado em 2012 na Barra da Tijuca
Os dados são muito promissores, mas será que a realidade é assim tão boa? Por mais que o consumidor brasileiro seja ávido por novidades, ele sabe que o valor das mercadorias aqui é, em média, três vezes mais caro devido aos altos impostos. Ou seja, às vezes sai mais barato pegar um avião e ir até Miami, Nova York ou Paris (os três top destinos do turista brasileiro) comprar um produto. Nossa única vantagem é o sistema de parcelamento no cartão de crédito, algo inédito no resto do planeta.

Fachada do Shopping paulistano Cidade Jardim
Outra questão é a centralização de São Paulo. Apesar de outras regiões, como Brasília, o próprio interior de SP, o Norte e Nordeste demonstrarem potencial de consumo, os números são pequenos. O Rio, o segundo mercado nacional, tem apenas 15% do segmento de luxo. A médio e longo prazo, será que vale a pena investir em um país tão extenso mas com poucas possibilidades de abertura de filiais?
Corner da H.Stern na Printemps, em Paris. A joalheria brasileira está presente em várias cidades do mundo
Finalmente, como as grifes nacionais podem competir neste mercado? Se as taxas de importação diminuírem, não vai ser difícil encontrar sapatos, bolsas e roupas de marcas estrangeiras custando menos que muitas brasileiras. O processo de internacionalização de nossas empresas é lento e a competição, enorme. Sem contar que a matéria-prima é cara e o setor de moda no Brasil é conhecido pela falta de profissionais qualificados.
Carlos Miele também representa muito bem o Brasil, com lojas em Nova York, Miami e Paris
Por outro lado, marcas de luxo “made in Brazil”, como Osklen, Carlos Miele e H.Stern já mostraram que têm uma identidade bem formada e um apelo de consumo baseado em lifestyle. E aí entram os famosos conglomerados internacionais. A compra da Sack’s pelo LVMH (que com isso traz a Sephora para o Brasil) foi o primeiro sinal de novas possibilidades. Há algumas semanas os executivos do concorrente PPR, chefiados por François-Henri Pinault, estiveram por aqui e conversaram com Oskar Metsavath, da Osklen, e conheceram o QG da H.Stern, em Ipanema. Pode ser que um novo caminho para o mercado de luxo brasileiro esteja se abrindo, e a melhor opção para enfrentar a concorrência seja unir-se aos grandes e experientes. Mas isso é papo para outra coluna…
Releia as entrevistas sobre o mercado de luxo no Brasil com:
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A Moda na Época de Sua Reprodutibilidade Técnica – por Mirela Lacerda
julho 26, 2010 by Mirela Lacerda
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Na faculdade de Comunicação, um dos primeiros filósofos que estudamos é Walter Benjamin. O alemão, famoso por integrar a Escola de Frankfurt, ficou conhecido por vários ensaios, entre eles “A Obra de Arte na Época de sua Reprodutibilidade Técnica”. O ponto central desta teoria refere-se à destruição da “aura” que envolve as obras de arte a partir do momento em que elas são reproduzidas para uma sociedade de consumo de massa. Quando escreveu, ele refletiu sobre o impacto do cinema na perda desta aura, mas obviamente nem imaginava o que estava por vir com a TV e a internet.
Outro dia, revendo o documentário do “Valentino – O último imperador”, lembrei de Walter Benjamin e de sua teoria. O título do filme não poderia ser melhor. Valentino é mesmo “o último dos grandes”. Ele representava uma era da moda em que a relação estilista-roupa era completamente diferente. Como Yves Saint Laurent, Christian Dior, Balenciaga e tantos outros ícones, ele criava com o objetivo de deixar a mulher mais bonita. Da pesquisa ao produto final – tanto na alta-costura como no prêt-à-porter -, seu processo era puro, sofisticado e detalhista, e funcionava em um ritmo que não cabe mais nesta era de conglomerados e fast fashion.
A última coleção de prêt-à-porter do estilista, para a primavera 2008
Além disso, Valentino era o epítome de tudo que vendia: tinha uma vida absolutamente glamurosa, casas espalhadas pelo mundo, era cercado de pessoas lindas, ricas e cultas. Depois de se aposentar, no inicio de 2008, a grife passou por momentos confusos. Primeiro, Alessandra Facchinetti foi nomeada como sua substituta e ficou no posto por apenas duas temporadas. Seus ex-assistentes, Pier Paolo Piccioli e Maria Grazia Chiuri (decorar esses nomes já é um problema), foram então promovidos ao cargo. Só que por mais que eles tenham convivido e aprendido com o estilista, eles nunca serão como ele! E aí entra a questão da perda da “aura”. A aura de Valentino estava em tudo que ele criava e representava. Não há como substituí-la sem parecer forçado ou até mesmo “fake”. A identidade da grife se foi junto com seu fundador, o que resta é uma logo que pode ser reconstruída, com outra imagem, e geralmente isso leva tempo…
A última coleção de Alessandra para Valentino, para a primavera 2009
Walter Benjamin não era pessimista em relação à perda da aura. Ele via um novo caminho se abrindo e um novo relacionamento da arte com as massas. Concordo com ele e afirmo que nem toda mudança é negativa. Tom Ford, por exemplo, imprimiu uma nova aura à Gucci – tão poderosa, aliás, que sua saída significou grandes perdas na identidade da marca até Frida Giannini construir uma nova.
A primeira coleção de Pier Paolo e Maria Grazia, para o outono 2009
Marc Jacobs transformou a aura da Louis Vuitton, Alber Elbaz a da Lanvin, e até mesmo Stefano Pilati, que substituiu Tom Ford e começou a criar para a Yves Saint Laurent enquanto o próprio estava vivo, conseguiu fazer um bom trabalho. Agora, quem consegue visualizar a Chanel sem a aura de Karl Lagerfeld? Como ele mesmo diz a Valentino em uma cena do documentário, comparado aos dois, o resto dos designers não faz mais do que trapos…
A coleção mais recente da dupla, de alta-costura para o outono 2010: a mudança no público-alvo é visível
A questão nesta era de conglomerados de moda e inevitáveis substituições de estilistas é bem complexa. Não é apenas talento nem estratégias de marketing que vão levar as grifes a venderem mais ou menos. É a aura de seu criador que por vezes é tão forte que se torna insubstituível. E neste caso, a relação entre a obra (roupa) e as massas (clientes) corre o risco de ficar eternamente comprometida.
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Gucci para Crianças
julho 7, 2010 by Diana Monteiro
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Os pais que se cuidem! A Gucci irá lançar uma linha infantil, baseada nas coleções adultas da grife. Agora nossos filhos poderão competir com a fashionista mirim Suri Cruise. Criada pela estilista Frida Gianinni, alguns detalhes clássicos da marca ganham uma repaginada e entram na linha para crianças, que tem público alvo de bebês até oito anos. Lançamento previsto para a primavera 2011. www.gucci.com
Site de Aluguel de Roupas Etcstyle Abre Loja em Niterói
julho 7, 2010 by Leticia Keiper
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O site etcstyle.com.br veio para facilitar a vida das mulheres que querem estar bem vestidas nos eventos. O site aluga roupas, bolsas e acessórios das melhores grifes, como Prada, Gucci, Dolce & Gabanna, Calvin Klein, Dior, Chanel, Marc Jacobs. O sucesso foi tanto, que a estilista responsável pelo negócio, abriu um atelier em Niterói para expor as peças.
Serviço:
Etcstyle
End: Travessa Engenheiro Green Halg – Centro Comercial Icaraí 2º piso, lj. 5 – Icaraí, Niterói, RJ










































