Bono e Ali Hewson na Nova Campanha da Louis Vuitton

agosto 30, 2010 by Mirela Lacerda  
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Bono Vox e sua mulher, Ali Hewson, foram os escolhidos para ilustrar a nova campanha Core Values da Louis Vuitton. A escolha, claro, tem muitas razões: A Edun, marca ecologicamente correta do casal, faz parte do LVMH e Ali criou uma bolsa feita em parceria com o time da Vuitton. Para completar, eles não vestem Edun, numa estratégia de gerar mais interesse pela etiqueta.

Pela foto de Annie Leibovitz dá para perceber que eles estão desembarcando na África e a legenda da foto diz exatamente isso: “Every journey began in Africa” (toda jornada começou na África). O continente vai ser homenageado também durante a semana de moda de Paris, quando as duas grifes lançam a exposição “Africa Rising”, no QG da LV.

PPR Comemora mais de 110% de Aumento de Vendas

julho 30, 2010 by Mirela Lacerda  
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Esta é a semana que o mercado de luxo começa a respirar aliviado. Depois do LVMH anunciar um crescimento de 52.8% nos lucros do primeiro semestre deste ano, o concorrente PPR simplesmente teve um salto de 113.3%! Segundo François-Henri Pinault, CEO do grupo, mesmo com o clima econômico incerto, há bastante otimismo. Até 30 de junho foram registradas um total de 4.01 bilhões de euros em vendas, porém o crescimento foi de apenas 2% em relação ao mesmo período do ano passado.

O Grupo Gucci, a divisão de moda do conglomerado, teve um crescimento de 18%, totalizando 929.3 milhões de euros em vendas nestes primeiros seis meses de 2010. Bom, não? Os resultados por região ainda vão ser divulgados. Enquanto isso, leia as perspectivas para o futuro do mercado de luxo brasileiro aqui.

Na foto, look da Gucci, outono/inverno 2010-11.

O Futuro do Mercado de Luxo no Brasil – por Mirela Lacerda

julho 30, 2010 by Mirela Lacerda  
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Nos anos 90, a Daslu chamou a atenção do mundo como o primeiro grande centro de luxo brasileiro. Quando o país ainda nem sonhava em ocupar a posição de economia emergente e integrar o time de BRICs (Brasil, Russia, India e China), o consumo de produtos de luxo era algo além da nossa realidade, feita apenas pelos muito ricos, geralmente em viagens para o exterior. Hoje a situação mudou bastante e a maioria das marcas antes só vendidas na Daslu possui mais de um espaço próprio: a Louis Vuitton tem seis lojas e a Salvatore Ferragamo, oito unidades. Hermès, Gucci, Carolina Herrera, Diane von Furstenberg, Missoni, Chanel e Christian Louboutin abriram em shoppings de luxo em São Paulo e no Rio de Janeiro. A Burberry inaugurou sua primeira loja independente em Brasília, há pouco tempo, e a Emporio Armani prepara sua chegada à capital.

Loja da Giorgio Armani no Shopping Cidade Jardim

O consumo de produtos de luxo no país cresceu mais de 35% nos últimos dez anos, o que significa vendas de 2.5 milhões de dólares a cada ano. O Brasil é a maior economia da América Latina, responsável por 70% do segmento de luxo, e a 10ª maior do mundo. No ano passado, mesmo com a crise financeira mundial, o setor cresceu 8% e a previsão é que até o fim de 2010 os consumidores de luxo comprem 50% a mais. Recentemente, a Veja fez uma reportagem de capa afirmando que a cada dez minutos um executivo se junta ao grupo de milionários.

Projeto do Village Mall, shopping de luxo que será inaugurado em 2012 na Barra da Tijuca

Os dados são muito promissores, mas será que a realidade é assim tão boa? Por mais que o consumidor brasileiro seja ávido por novidades, ele sabe que o valor das mercadorias aqui é, em média, três vezes mais caro devido aos altos impostos. Ou seja, às vezes sai mais barato pegar um avião e ir até Miami, Nova York ou Paris (os três top destinos do turista brasileiro) comprar um produto. Nossa única vantagem é o sistema de parcelamento no cartão de crédito, algo inédito no resto do planeta.


Fachada do Shopping paulistano Cidade Jardim

Outra questão é a centralização de São Paulo. Apesar de outras regiões, como Brasília, o próprio interior de SP, o Norte e Nordeste demonstrarem potencial de consumo, os números são pequenos. O Rio, o segundo mercado nacional, tem apenas 15% do segmento de luxo. A médio e longo prazo, será que vale a pena investir em um país tão extenso mas com poucas possibilidades de abertura de filiais?

Corner da H.Stern na Printemps, em Paris. A joalheria brasileira está presente em várias cidades do mundo

Finalmente, como as grifes nacionais podem competir neste mercado? Se as taxas de importação diminuírem, não vai ser difícil encontrar sapatos, bolsas e roupas de marcas estrangeiras custando menos que muitas brasileiras. O processo de internacionalização de nossas empresas é lento e a competição, enorme. Sem contar que a matéria-prima é cara e o setor de moda no Brasil é conhecido pela falta de profissionais qualificados.

Carlos Miele também representa muito bem o Brasil, com lojas em Nova York, Miami e Paris

Por outro lado, marcas de luxo “made in Brazil”, como Osklen, Carlos Miele e H.Stern já mostraram que têm uma identidade bem formada e um apelo de consumo baseado em lifestyle. E aí entram os famosos conglomerados internacionais. A compra da Sack’s pelo LVMH (que com isso traz a Sephora para o Brasil) foi o primeiro sinal de novas possibilidades. Há algumas semanas os executivos do concorrente PPR, chefiados por François-Henri Pinault, estiveram por aqui e conversaram com Oskar Metsavath, da Osklen, e conheceram o QG da H.Stern, em Ipanema. Pode ser que um novo caminho para o mercado de luxo brasileiro esteja se abrindo, e a melhor opção para enfrentar a concorrência seja unir-se aos grandes e experientes. Mas isso é papo para outra coluna…

Releia as entrevistas sobre o mercado de luxo no Brasil com:

Carlos Ferreirinha

Silvio Passarelli

Patricia Gaia

Veja na seção Serviços os tipos de Relatórios e Treinamentos do MODALOGIA que se encaixam no perfil da sua empresa e entre em contato pelo comercial@modalogia.com.br

LVMH Comemora Aumento de Lucros no 1º Semestre de 2010

julho 28, 2010 by Mirela Lacerda  
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Os bons tempos estão de volta? Ontem em Paris, Bernard Arnault, o presidente do conglomerado de luxo LVMH chamou a imprensa para anunciar o aumento de 52.8% nos lucros da empresa, nos primeiros seis meses deste ano. As vendas cresceram 16.5%, um resultado bastante animador especialmente quando a economia mundial ainda mostra sinais de recuperação lenta. O grupo não é o único a comemorar. Nas últimas semanas, a Hermès celebrou um crescimento de 27% de vendas e a Burberry, de 30.6%, no início de 2010. O PPR, conglomerado rival do LVMH deve divulgar seus bons resultados até o fim da semana.

Arnault explicou que não são só os produtos de moda e beleza que apresentaram aumento de vendas. Na divisão de bebidas de luxo, por exemplo, um vinho chamado Cheval Blanc, que custa 600 euros, foi esgotado em 10 minutos! Ele também ressaltou que em certos locais há mais demanda do que mercadorias à venda, o que representa um desafio invejável para qualquer empresa. Mesmo com os resultados otimistas, o empresário se mostrou cauteloso em relação ao futuro, consciente de que o período áureo do luxo vai demorar a voltar com força total.

Entre as regiões de maior crescimento, a Ásia lidera, com 21% no aumento de vendas, seguida por 18% nos EUA e 11% na Europa. Apenas o Japão teve quedas, diminuindo 6%. Fato curioso: tanto se fala no potencial da América Latina, principalmente do Brasil, mas os resultados daqui nunca são divulgados. Será que os números são tão tímidos que não vale a pena falar? Então, que potencial é esse?

LVMH Assume Controle da Sack’s e Marca Acordo de Entrada da Sephora no Brasil

julho 2, 2010 by Marianna Eichenberg  
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A LVMH Moët Hennessy – Louis Vuitton, maior conglomerado de produtos de luxo do mundo, chegou a um acordo para adquirir uma participação de 70% e assumir o controle da Sack’s. A principal empresa de varejo online de perfumes, maquiagens e cosméticos, é também uma das mais importantes organizações do setor de distribuição de produtos de luxo do Brasil.

A aquisição da empresa marcará a entrada da Sephora no mercado brasileiro. Este acordo permitirá à marca, que é controlada pela LVMH, desenvolver uma plataforma local de venda online e, em breve, as lojas físicas. A Sephora, empresa líder nos Estados Unidos em vendas online de produtos de beleza, contribuirá, com a sua experiência para o desenvolvimento dos negócios da Sack’s e o aumento de sua penetração entre os compradores de produtos de beleza do país.

Grupo que Comprou a Harrods Anuncia Expansão

maio 11, 2010 by Mirela Lacerda  
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No fim da última semana, uma notícia surpreendeu o mundo da moda e dos negócios: Mohamed Al Fayed vendeu a tradicional loja de departamentos inglesa Harrods para o grupo Qatar Holding por US$ 2,2 bilhões, depois de meses negando que a loja não estava à venda. A compra aconteceu em um ótimo momento, já que a economia européia ameaça não se recuperar tão cedo da crise.

Al Fayed, que adquiriu a Harrods em 1985, continuará como chefe honorário mas não se envolverá com o cotidiano da empresa, seu plano agora é curtir a família e aproveitar a vida (ele tem 81 anos). Enquanto isso, o grupo que pertence à família real do Qatar pretende expandir os negócios com upgrades na Harrods e em outras propriedades, abrindo filiais em várias partes do mundo. Será que o LVMH do Oriente Médio está nascendo?

Morre Alexander McQueen

fevereiro 11, 2010 by Mirela Lacerda  
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Alexander McQueen, um dos estilistas mais admirados da moda contemporânea, morreu hoje, em Londres. As primeiras notícias dão conta que ele cometeu suicídio e foi encontrado em sua casa, na capital inglesa. Enquanto os fatos não são revelados, fica aqui a homenagem sincera do Modalogia. O que vai ser da moda sem Alexander McQueen?

O filho rebelde de um motorista de táxi londrino, nascido em 1969, deixou a escola aos 16 anos e foi ser aprendiz de alfaiate na famosa Savile Row. Anos depois, voltou aos estudos e foi fazer mestrado na prestigiosa Saint Martins. Sua coleção de formatura foi inteiramente comprada pela stylist Isabella Blow, que se tornou sua amiga e grande divulgadora de seu talento mundo afora. Ela também cometeu suicídio em 2007 e McQueen dedicou-lhe o desfile de primavera 2008. Em 1996 sua contratação pela tradicional Givenchy gerou polêmica e até atritos com a imprensa francesa, já que sua rebeldia colocou a marca de pernas pro ar. Cinco anos mais tarde, depois de vários desentendimentos com o grupo LVMH (dono da Givenchy), o estilista deixou a empresa e passou a investir em sua própria grife, que passou a fazer parte do rival Grupo Gucci. Desde então, passou a desfilar em Paris e as coleções deixaram de ser tão transgressoras, mas não menos surpreendentes. Modelos como peças de xadrez, encenações de “A noite dos desesperados”, releituras de heroínas de Hitchcock, o antigo Egito, a Índia, a era vitoriana e aves tropicais foram alguns temas que chocaram e encantaram a platéia. Seu mais recente desfile foi transmitido ao vivo pelo site ShowStudio, marcou a estréia do novo single de Lady Gaga e foi um mergulho na teoria da evolução a partir do mito de Atlântida. Os sapatos-tatu eram de dar medo!

O futuro da marca deve ser divulgado em breve. Por enquanto, a família de Lee, como era chamado pelas pessoas próximas, pediu privacidade neste terrível momento. Sua mãe morreu no dia 02 de fevereiro e especula-se que a imensa tristeza pela perda tenha sido o motivo da tragédia.

Relembre seus últimos desfiles:
Primavera/verão 2010
Outono/inverno 2009-10

Robert Duffy Fala de Moda e Negócios

fevereiro 10, 2010 by Mirela Lacerda  
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O blog do style.com começou a publicar uma série de entrevistas sobre o futuro da moda e o primeiro a falar é Robert Duffy, CEO da Marc Jacobs. Ele dá dicas preciosas sobre a atual situação do mercado e conta como certas estratégias foram implementadas. Por exemplo, o crescimento da Marc by Marc Jacobs não foi à toa, desde que ele sentiu que a economia ia entrar em crise, muito antes de 2008, o plano era oferecer produtos mais acessíveis. Outro cuidado é manter sua presença nas lojas espalhadas pelo mundo para ter contato e ouvir o consumidor. Por falar em lojas, os planos de expansão continuam principalmente aqui no Brasil, Índia e China.

Outro ponto importante é sobre a MJ ser a última mega marca americana. “Nós começamos quando a velha guarda era realmente a velha guarda e nós éramos os rebeldes”, diz. “Nesta geração (de novos estilistas) há pessoas que serão bem-sucedidas. Mas acho que a era das mega marcas acabou.”, completa. Robert também fala sobre a presença das celebridades nos desfiles (o que antes era legal tornou-se chato, pois tira o foco da roupa), do desafio de buscar substitutos para o seu posto, da relação com a LVMH (que possui parte da grife) e dos desafios de produzir e divulgar moda hoje, especialmente com a internet. Para quem sabe que o Marc Jacobs não é apenas o designer das bolsas da Louis Vuitton e casado com um brasileiro, a leitura é indispensável.

Portal eLuxury é Relançado

dezembro 22, 2009 by Mirela Lacerda  
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nowness

O eLuxury era um portal do LVMH que vendia peças de grifes como Dior e Louis Vuitton. No inicio deste ano ele foi desativado pois a empresa achou desnecessário vender produtos de suas grifes já que eles eram vendidos nos próprios sites delas. Agora o portal está de volta, com o nome de Nowness e uma nova proposta: fazer cobertura de eventos relacionados à moda, arte, design, cultura, beleza, viagens, gastronomia e entretenimento em geral.

Na verdade, o site é completamente diferente do que era. Ele entra no ar mesmo em janeiro, mas durante este mês, cada dia uma história diferente ganha destaque. Entre as que mais gostei estão as fotos do backstage da Dior, feitas pela fotógrafa Roxanne Lowitt e um vídeo de Peter Pilotto. Todas as notícias podem ser compartilhadas no Twitter, Facebook e cia, é claro. www.nowness.com

Conglomerados de Luxo Investem em Ações Ecológicas

novembro 15, 2009 by Mirela Lacerda  
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PLV-and-SR

Os conglomerados de luxo estão mostrando que investir em ações ambientais é uma estratégia real. O Grupo Gucci está juntando forças com a Rainforest Action Network para proteger a floresta da Indonésia e acabar com a produção de papel feita a partir das árvores locais. As marcas do conglomerado (como Gucci, YSL, Alexander McQueen e Balenciaga) não usam mais papéis vindos da região e segundo a porta-voz da empresa, Mimma Viglezio, todas as ações são feitas para baixar a emissão de carbono e criar consciência ambiental na indústria da moda. A política inclui não usar papel de florestas ameaçadas.

Já a Louis Vuitton criou uma floresta no Japão! A Louis Vuitton Forest fica em Nagano, na cidade de Komoro, e é uma cooperação da grife com a “More Trees”. Uma área de 104 hectares fica sob cuidados da marca, que prometeu não só reflorestar mas também cuidar das condições do solo. Na foto, Ryuichi Sakamoto (esq.) e Patrick-Louis Vuitton.

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