O Futuro do Mercado de Luxo no Brasil – por Mirela Lacerda
julho 30, 2010 by Mirela Lacerda
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Nos anos 90, a Daslu chamou a atenção do mundo como o primeiro grande centro de luxo brasileiro. Quando o país ainda nem sonhava em ocupar a posição de economia emergente e integrar o time de BRICs (Brasil, Russia, India e China), o consumo de produtos de luxo era algo além da nossa realidade, feita apenas pelos muito ricos, geralmente em viagens para o exterior. Hoje a situação mudou bastante e a maioria das marcas antes só vendidas na Daslu possui mais de um espaço próprio: a Louis Vuitton tem seis lojas e a Salvatore Ferragamo, oito unidades. Hermès, Gucci, Carolina Herrera, Diane von Furstenberg, Missoni, Chanel e Christian Louboutin abriram em shoppings de luxo em São Paulo e no Rio de Janeiro. A Burberry inaugurou sua primeira loja independente em Brasília, há pouco tempo, e a Emporio Armani prepara sua chegada à capital.
Loja da Giorgio Armani no Shopping Cidade Jardim
O consumo de produtos de luxo no país cresceu mais de 35% nos últimos dez anos, o que significa vendas de 2.5 milhões de dólares a cada ano. O Brasil é a maior economia da América Latina, responsável por 70% do segmento de luxo, e a 10ª maior do mundo. No ano passado, mesmo com a crise financeira mundial, o setor cresceu 8% e a previsão é que até o fim de 2010 os consumidores de luxo comprem 50% a mais. Recentemente, a Veja fez uma reportagem de capa afirmando que a cada dez minutos um executivo se junta ao grupo de milionários.
Projeto do Village Mall, shopping de luxo que será inaugurado em 2012 na Barra da Tijuca
Os dados são muito promissores, mas será que a realidade é assim tão boa? Por mais que o consumidor brasileiro seja ávido por novidades, ele sabe que o valor das mercadorias aqui é, em média, três vezes mais caro devido aos altos impostos. Ou seja, às vezes sai mais barato pegar um avião e ir até Miami, Nova York ou Paris (os três top destinos do turista brasileiro) comprar um produto. Nossa única vantagem é o sistema de parcelamento no cartão de crédito, algo inédito no resto do planeta.

Fachada do Shopping paulistano Cidade Jardim
Outra questão é a centralização de São Paulo. Apesar de outras regiões, como Brasília, o próprio interior de SP, o Norte e Nordeste demonstrarem potencial de consumo, os números são pequenos. O Rio, o segundo mercado nacional, tem apenas 15% do segmento de luxo. A médio e longo prazo, será que vale a pena investir em um país tão extenso mas com poucas possibilidades de abertura de filiais?
Corner da H.Stern na Printemps, em Paris. A joalheria brasileira está presente em várias cidades do mundo
Finalmente, como as grifes nacionais podem competir neste mercado? Se as taxas de importação diminuírem, não vai ser difícil encontrar sapatos, bolsas e roupas de marcas estrangeiras custando menos que muitas brasileiras. O processo de internacionalização de nossas empresas é lento e a competição, enorme. Sem contar que a matéria-prima é cara e o setor de moda no Brasil é conhecido pela falta de profissionais qualificados.
Carlos Miele também representa muito bem o Brasil, com lojas em Nova York, Miami e Paris
Por outro lado, marcas de luxo “made in Brazil”, como Osklen, Carlos Miele e H.Stern já mostraram que têm uma identidade bem formada e um apelo de consumo baseado em lifestyle. E aí entram os famosos conglomerados internacionais. A compra da Sack’s pelo LVMH (que com isso traz a Sephora para o Brasil) foi o primeiro sinal de novas possibilidades. Há algumas semanas os executivos do concorrente PPR, chefiados por François-Henri Pinault, estiveram por aqui e conversaram com Oskar Metsavath, da Osklen, e conheceram o QG da H.Stern, em Ipanema. Pode ser que um novo caminho para o mercado de luxo brasileiro esteja se abrindo, e a melhor opção para enfrentar a concorrência seja unir-se aos grandes e experientes. Mas isso é papo para outra coluna…
Releia as entrevistas sobre o mercado de luxo no Brasil com:
Veja na seção Serviços os tipos de Relatórios e Treinamentos do MODALOGIA que se encaixam no perfil da sua empresa e entre em contato pelo comercial@modalogia.com.br
Parceria Inusitada Osklen + Raspadinhas do Rio
junho 23, 2010 by Helena Kwamme
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Olha só a novidade das raspadinhas: uma edição comemorativa intitulada “Maracanã 60 Anos” que estará premiando os apostadores da Raspadinha do Rio com camisas criadas exclusivamente pela Osklen. Além das camisas exclusivas, quem tenta a sorte raspando também poderá ganhar camisas oficiais dos times cariocas, livros que contam a história do estádio e bolas oficiais, além de carros 0km e prêmios em dinheiro. O bilhete custa R$ 1 e pode ser encontrado em bancas de jornal e casas lotéricas.
SPFW: Osklen
junho 11, 2010 by Mirela Lacerda
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No meio da correria que é uma semana de moda, o mergulho da Osklen não poderia ser mais benvindo. Oskar Metsavath buscou referências no azul do mar do Caribe, mais especificamente na ilha de Mustique e partiu para uma coleção monocromática, que começa com um azul quase branco e termina num profundo marinho. O mais interessante é que o tingimento dos tecidos foi feito com produtos naturais e artesanalmente.
As formas femininas passearam entre os mini vestidos drapeados, calças ajustadas ou sarouel e blusas com destaque para os ombros. Já no masculino, a silhueta foi alongada, com calças de gancho baixo e camisetas alongadas. Assim como as gradações de azul iam surgindo na passarela, novos elementos remetendo ao mar eram introduzidos, como a rede dos pescadores, que virou túnica, e as máscaras de mergulho. A densidade dos tecidos também representava o mergulho nas profundezas: dos transparentes e irisados em azul chegou-se ao plush marinho.
Vale destacar os acessórios: maxi-mochilas em prata, um Oxford estilizado e uma ankle boot nude, com as formas dos dedos.
Fotos: Agência Fotosite
Modalogia Entrevista: Silvio Passarelli
junho 10, 2010 by Mirela Lacerda
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Nesta semana, a Modalogia publica uma série de entrevistas sobre o mercado de luxo brasileiro.
Silvio Passarelli é professor e um dos responsáveis pelo MBA em Gestão de Luxo, da FAAP, curso referência e pioneiro no país. Depois de anos de experiência no setor, compilou lições e orientações sobre o mercado, que estão reunidas no livro “O universo do luxo – marketing e estratégia para o mercado de bens e serviços de luxo” (editora Manole). A obra faz parte de uma trilogia que deve ser lançada até o final de 2011: o segundo livro sobre o consumidor e o comportamento de luxo, e o terceiro sobre empreendedorismo no setor.
Nesta entrevista, ele fala sobre o que o país precisa melhorar no setor, ambiente de varejo, marcas de luxo brasileiras e como a crise afetou o mercado.
Modalogia: Que medidas econômicas e tributárias ajudariam a aumentar a entrada de marcas de luxo no Brasil?
Silvio Passarelli : A primeira medida seria a redução da alíquota do imposto sobre importação. Este tipo de imposto cria uma falsa idéia de proteção à indústria nacional, porém não a protege e nem diminui os desejos do consumidor. É uma política completamente equivocada. Acho que falta cosmopolitismo do governo pois numa economia globalizada não faz mais sentido este tipo de política.
O mercado de luxo também se beneficiaria se o contrabando e as falsificações fossem combatidos com severidade. Essas práticas vulgarizam e banalizam a marca pois pessoas que não tem o perfil da grife consomem os produtos.
Outra medida importante é disseminar a cultura do luxo. Fazendo isso, naturalmente uma demanda mais qualificada em todos os setores vai aumentar. Esta política cultural tem tudo a ver com o mercado.
Finalmente, acho que o combate à inflação é uma medida importante porque a inflação é o grande inimigo do mercado de luxo. Um consumidor ameaçado pela alta dos preços imediatamente vai deixar de consumir o supérfluo.
Modalogia: Que tipo de produto de luxo tem resposta mais imediata do consumidor brasileiro?
Silvio Passarelli: Em primeiro lugar, alimentos e bebidas, pois já têm disseminação forte no mercado. Em segundo, produtos duráveis. Carros são o melhor exemplo e pesquisas apontam previsões otimistas para o Brasil, com vendas crescendo entre 25 a 30% no setor automobilístico de luxo. A cultura de relações sociais, ou seja, a oferta de serviços de luxo, joias, cosméticos, perfumaria e peças de roupas são os outros setores com boa resposta.
Modalogia: No livro, há um capítulo dedicado à gestão de luxo e outro sobre o luxo na crise, já que o setor foi mais afetado do que se esperava. Quais marcas souberam administrar este momento e quais vantagens elas apresentam em relação às outras?
Silvio Passarelli: A crise explicitou problemas incubados. As grifes que mais sofreram tinham problemas de gestão e já despertavam desconfianças. A Hermès é uma que faz a lição de casa com propriedade e conquistou um alto grau de imaterialidade, por isso não foi abalada. A Louis Vuitton também é uma marca “puro sangue”. No setor automobilístico, BMW, Mercedes-Benz e Ferrari são ótimos exemplos de boa gestão, assim como Aston Martin e Bugatti, que estão chegando no país, em revendedoras de São Paulo.
Modalogia: Qual é o melhor ambiente de varejo para uma marca de luxo no setor de moda se posicionar quando chega ao Brasil? Por quê?
Silvio Passarelli: No Brasil as coisas são diferentes. Enquanto no mundo as grandes marcas ficam concentradas em ruas mais chiques, aqui o shopping tem esse papel já que fornece a falsa ilusão de segurança. Na maioria dos lugares, o shopping não é lugar de grifes de luxo, porém no Brasil, especialmente em São Paulo temos o Cidade Jardim, que não é tão rigoroso no mix de lojas estritamente de luxo e, claro, o Shopping Iguatemi, que é o mais conhecido. No Rio estão o Shopping Leblon e o Fashion Mall. Particularmente acho a loja de rua mais confortável.
Mesmo com a presença forte dos shoppings, temos a região da Oscar Freire em São Paulo e a Garcia D’Avila, no Rio de Janeiro. A diferença entre as duas cidades é que a praia, no caso dos cariocas, confere um clima de luxo despojado, enquanto em São Paulo é um luxo mais “estruturado”.
Modalogia: O Brasil possui alguma marca de luxo?
Silvio Passarelli: Algumas marcas brasileiras têm potencial de luxo. A H.Stern alcança o mercado mundial e já disputa com nomes internacionais. A marca própria da Daslu não chega a ser de luxo, mas enquadra-se na categoria premium e vende bem aqui e lá fora. No Rio de Janeiro, o melhor exemplo é a Osklen. Oskar Metsavath é um craque, faz produtos entre premium e luxo e formou uma grife com identidade própria, com raízes internacionais.
O Carlos Miele fez um bom trabalho abrindo loja no Meatpacking District, em Nova York, depois em Paris e vem crescendo. Na joalheria, o Antonio Bernardo soube criar valor estético para suas peças.
Em outros setores, destaco as construtoras de luxo fazendo condomínios com comodidades e detalhes que fazem a diferença. A construção de resorts, campos de golfe e shoppings também encontram alto potencial dentro deste mercado. Nos próximos anos devemos viver um boom de empreendedorismo em restaurantes, hotéis e na área de alta gastronomia.
Fashion Rio: OFF Passarelas – 30/5
maio 31, 2010 by Joao Julio
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Willian Torgan (Modelo) – calça Ausländer, camiseta Dopping e tênis Converse.
Luiza Machado (Estudante) – camisa Urban Outfitters, vestido Le Lis Blanc e sapato Anthropologie.
Bá Rosalinsky (Estudante) – jaqueta Urban Outfitters, regata Ecletic, calça Zara, bota GAP e bolsa Forever 21.
Juliana Abrants – vestido Osklen
Luiza Melo (Modelo) – short Shop 126.
Roberta Vinhaes (Estudante) – bermuda renda Topshop, casaco Beyond retrô, short e sandália My Philosophy e camiseta H&M.
Naná Mello (Estudante) – colar H&M, calça e jaqueta Zara, blusa Topshop e bota Arezzo.
Flávia Caruso (Consultora de Moda) – casaco H&M, blusa Complo, cinto Patrícia Field, saia Espaço Fashion para C&A e sapato Melissa.
Manoela Marandino (Modelo) – blusa e chapéu Forever 21, saia feita por uma amiga e sapato Cris Roberto.
Paula Aziz (Estilista) – saia Diane Von Furstenberg, blusa Fabolous Agilitá e sandália Chanel.

Marcela Almeida (Assistente de Estilo) – camiseta e saia H&M e sapatilha Melissa.

Maria Vitória (Estudante) – blusa ateliê da amiga, calça Forever 21 e sandália New Order.
Fotos: João Júlio Mello
Fashion Rio: OFF Passarelas – dia 28/5
maio 29, 2010 by Joao Julio
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Flavia Caruso – blusa Lojas Americanas, vestido e bota comprados em NY e acessórios Topshop.
Janaina Melo – blusa Viva Retrô, jaqueta vintage Forum e bota brechó em Berlim.
Renata Fernandes – jaqueta e bermuda H&M, camiseta Colcci e sandália vintage Arezzo.
Camila Volpi – blusa H&M, bolsa Zara e bota de feira na Itália.
Livian Valias – óculos feira Buenos Aires.
Helena Lu – vestido Leeloo e sapato Santa Lolla.
Raquel Leonel – look Zara e Topshop.
Nayana Sara (Oi Moda) – blusa brechó, Camiseta Espaço Fashion e calça customizada.
Baby Bordone – blusa Osklen, blazer Zara, calça Bensimon, tênis Gucci e bolsa Forum.
Fotos: João Júlio Mello
SPFW: Osklen
janeiro 17, 2010 by Ana Severo
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Foi nos verões da própria grife que Oskar Metsavaht, dono e diretor criativo da Osklen, buscou a inspiração para sua coleção de outono/inverno 2010. E ela se traduziu na silhueta estruturada, geométrica, com volumes tridimensionais. Já essa tridimensionalidade não ficou apenas no jeito como as roupas brincaram com as formas humanas; ela transcendeu para os tecidos, no volume criado pelos tricôs, nas tramas quadriculadas dos tressês de xantungue ou da palha de seda, e até mesmo nas estampas cítricas de folhas e flores em fundo escuro de preto ou marrom.
Os verões da marca não trouxeram apenas estes tons acidulados, mas biquínis, sungas e maiôs executados em feltro pesado e bem invernal. Sem molejo nem balanço, como é de se esperar nos dias frios. A coleção intitulada Trópico de Capricórnio (23º26´22´´) foi bem conceitual. Elegeu o preto, o marrom e o castanho como cores principais e apostou na moda sob a forma de arte, com uma estética bem plástica.
Fotos: Agência Fotosite
Seda Estréia no SPFW
janeiro 15, 2010 by Maria Cabral
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Seda terá espaço no SPFW em parceria com Neon, Osklen e André Lima e promoverá pocket shows exclusivos para seus convidados. Em ação inédita, Seda trará para o público imagens dos bastidores do evento.
Para a marca, a combinação moda e beleza sempre foi tendência. Em sua primeira participação como patrocinadora master do SPFW, a Seda quer mostrar a importância dos cabelos na composição de um visual impecável. Em ações diferenciadas, a marca proporcionará aos convidados do evento experiências diversificadas e acesso a espaços exclusivos, sempre tendo o cabelo como fio condutor.
“O SPFW dita as tendências de moda e beleza no Brasil, territórios chave para Seda, especialmente no momento de consolidação do reposicionamento da marca”, explica Erik Galardi, diretor de marketing de produtos para os cabelos da Unilever. “Esse é um evento que movimenta e atrai a atenção de todo o País. As ações desenvolvidas para a semana de moda possibilitam uma amplificação capaz de atingir nossas consumidoras com o conteúdo diferenciado que buscamos”, completa o diretor.
O Lounge de Seda estará localizado no segundo andar do prédio da Fundação da Bienal e teve sua cenografia criada por Beto von Poser. Nele, os convidados poderão fazer um diagnóstico completo dos fios e couro cabeludo e ganhar tratamento inspirado nos maiores experts em cabelos do mundo, co-criadores das novas linhas de produto Seda. O formato, semelhante ao Seda Urban Salon, salão da marca que marcou presença na Rua Oscar Freire, deve atender cerca de 60 convidados por dia. Além desse serviço, disponibilizado para os convidados com hora marcada, o lounge contará com apresentações diárias da DJ Chantal.
A marca também é a responsável por criar um ambiente diferenciado para as modelos que aguardam o início dos desfiles. No local batizado de “Sala das modelos”, Seda disponibilizará um Nintendo Wii e dois computadores com acesso à internet para garantir o bem estar e a diversão das meninas escaladas para as passarelas da semana de moda. Para que o público possa acompanhar tudo o que se passa nesse espaço de acesso restrito, Seda promoverá uma ação inédita. Uma câmera posicionada na sala transmitirá ao vivo imagens de tudo o que acontece para três totens localizados na área de convivência da Bienal. Seda também é a única marca presente nos camarins e backstage do evento.
Serviço:
Programação Lounge Seda
Funcionamento: de 17 a 22 de janeiro
Horário: das 14h às 22h
DJ Chantal: diariamente após 17h
Pocket show: Maria Gadú – dia 20/1, às 20h
Pocket show: 3 na Massa – dia 21/1, às 19h30
Pocket show: Preta Gil – dia 22/1, às 19h
Fashion Rio: New Order
janeiro 13, 2010 by Mirela Lacerda
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A última estréia do dia foi também a mais empolgante. A New Order, que faz parte do grupo Osklen, trouxe frescor e diversão para as passarelas. Focada no público adolescente, a coleção da estilista Marianna Arnizaut foi inspirada em cachorros, ursinhos, coelhinhos… As peles estavam presentes em vestidos, blusas e detalhes das roupas. O desfile começou com muito preto e branco, abriu espaço para o vermelho, azul Royal e dourado e fechou com off-white.
Nas roupas, que não serão produzidas, comprimentos curtos, vestidos-camiseta, casacos com capuzes, camisetas com estampa localizada e hot pants. Nos acessórios, onde está o DNA da marca, a irreverência estava nos arcos de orelhas, nos fones de ouvido dourados, nas bolsinhas imitando K7, nas maxibolsas de tecido e nas mochilas de várias cores e materiais, inclusive com franjas. Nos pés, tênis de cano alto e do tipo dançarino, scarpins listrados e ankle boots com spikes. Alguém duvida que vão ser os objetos de desejo da temporada?
Fotos: Agência Fotosite
Uma Década Fast Fashion – Por Mirela Lacerda
dezembro 21, 2009 by Mirela Lacerda
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A primeira década do século XXI terminou em ritmo super acelerado. Em 10 anos, escapamos para vários países e várias décadas, ficamos obcecadas pelo estilo das celebridades, desejamos it bags e jeans premium, customizamos nossas roupas, garimpamos peças vintage em brechós, aprendemos a consumir moda online e nos acostumamos a acompanhar desfiles ao vivo, a fazer mil posts em blogs e a não deixar escapar uma noticiazinha no Twitter. Se você acha que tudo aconteceu muito rápido, tem razão. Então, para refrescar a memória, fiz um apanhado do que foi mais relevante nos últimos anos, bem ao estilo “você se lembra”?
Campanha de primavera 2002 da Louis Vuitton, a 1a após os ataques de 11/09: inspiração nos contos de fada
Coleção M.A.C Hello Kitty
O ano 2000 começou maximalista (em oposição aos minimalistas anos 90) e ameaçando uma releitura dos 80. Porém, depois do 11 de setembro, o Escapismo (a macro-tendência da década) se instalou em nossas vidas, com excessivas visitas aos 70’s e viagens para lugares exóticos da Ásia, África, América, Oceania e até Europa: Índia, México, Peru, Taiti, Marrocos…quanta vontade de fugir! Fugimos também de volta à infância, colecionando toy art, usando camisetas de personagens de desenhos animados e comprando Hello Kittys e outros brinquedos icônicos.
“Sex and the City” e os figurinos de Patricia Field lançaram moda
Jennifer Aniston, Lindsay Lohan, Sienna Miller, Nicole, Marion, Penelope e Kate: as estrelas na moda
Também babamos pelo figurino de Carrie, Samantha, Miranda e Charlotte e idolatramos Manolos e Jimmy Choos. “Sex and the city” lançou moda como há muito tempo não se via na TV. Sarah Jessica Parker virou ícone de estilo impulsionada por uma mídia que cada vez mais cultuava celebridades. Foi definitivamente o fim das supermodels, que foram substituídas por atrizes e cantoras em capas de revista e nas campanhas das grandes marcas. Isso quando não decidiam lançar sua própria linha de roupas!
Birkin da Hermès, Paddington da Chloé, LV by Takashi Murakami e a Lariat da Balenciaga: ícones
As bolsas ganharam destaque também nas campanhas das grandes grifes
Foram elas também que propagaram a febre das it-bags ao serem fotografadas usando Birkins, Kellys, Paddingtons e demais modelos batizados com nomes que estavam por toda a internet. O fenômeno, que tornou os acessórios mais importantes do que as roupas, não aconteceu à toa. Com a consagração dos conglomerados de luxo dominando a moda, estratégias de marketing foram montadas para estimular o consumo das grifes. E quem não podia pagar por um vestido, comprava uma bolsa ou um sapato e exibia orgulhosamente sua aquisição.
Balenciaga e Prada
McQueen e Chalayan
Thakoon, Basso & Brooke…
Erdem e Aquilano.Rimondi: novos talentos com apoio da indústria
Marc Jacobs: o rei da década
As bolsas, no entanto, não tiraram totalmente a atenção das passarelas e de nomes como Nicolas Ghesquière, que ressuscitou a Balenciaga, Miuccia Prada, e suas coleções cada vez mais surpreendentes na Prada e na Miu Miu, Alexander McQueen, em vôo solo após a saída da Givenchy (agora brilhando com Riccardo Tisci), Hussein Chalayan e o uso da tecnologia a serviço da moda e Stella McCartney, introduzindo o eco-chique. É claro que o rei da década é Marc Jacobs, tanto em sua marca quanto na Louis Vuitton, onde as bolsas assinadas por artistas pop garantiram seu status de celebridade. Perdemos Tom Ford na Gucci e na Yves Saint Laurent, em 2004, mas ele virou perfumista, designer de óculos, criador de uma linha hiper exclusiva de roupas masculinas e até diretor de cinema! Londres bateu o pé como principal celeiro de novos talentos, que por sinal ganharam concursos mundo afora para apoiá-los. Fashion Fringe na Inglaterra, Vogue Fashion Fund nos EUA e Who’s Next na Itália contribuíram para dar voz a uma nova geração de estilistas.
Campanha de Roberto Cavalli para H&M
E Kate para Topshop
A Diesel e uma de suas bem-humoradas campanhas
Nesta era de democratização da moda, o troféu vai para as redes de fast fashion. Zara, Topshop e H&M mostraram que o hi-lo era possível, principalmente após convidarem Karl Lagerfeld, Vitor & Rolf, Rei Kawakubo, Roberto Cavalli e Kate Moss, entre outros, para criarem linhas especiais, unindo design a preços super convidativos. Quem foi alçado ao posto de item de luxo, porém, foi o jeans, ou melhor o premium jeans. A peça mais básica do guarda-roupa passou a ser fabricada por marcas que investiam em modelagem, lavagens, tingimentos e cortes diferenciados. Seven, Hudson, Paper, Citizens of Humanity, Diesel… a lista é tão grande quanto a oferta de modelos a custos inflacionados.
Animale e Isabela Capeto: marcas cariocas ganhando o Brasil
Osklen e Carlos Miele: do Brasil para o mundo
Aqui no Brasil, passamos por um período de crescimento e expansão. Nossos estilistas tornaram-se conhecidos internacionalmente, abrindo até lojas no exterior. O Morumbi Fashion virou São Paulo Fashion Week e a Semana Barra Shopping, Fashion Rio. Os novos talentos tiveram o apoio do Rio Moda Hype, do Amni Hot Spot e da Casa dos Criadores para se divulgarem. A moda carioca espalhou-se pelo país com Isabela Capeto e Animale, entre outras, além das fast-fashion Farm e Espaço Fashion. Osklen, Carlos Miele e Rosa Chá fazem sucesso também além-mar, com lojas no exterior.Vimos outras semanas de moda serem criadas fora do eixo Rio- SP e também à chegada das grifes de luxo internacionais, sobretudo nos shoppings paulistas. A moda brasileira ganhou identidade e gerou curiosidade, com promessas de ampliar cada vez mais seu mercado.
Victoria Beckham, Sienna Miller, Blake Kively, Agyness Deyn e Alexa Chung: celebridades ditando estilo
Do étnico ao bling-bling do hip hop, do vintage ao futurismo, dos conglomerados aos novos talentos, a moda nesta década cresceu e apareceu, saindo de um segmento de mercado para ganhar a indústria do entretenimento. O que esperar para os próximos anos? Isso é papo pra outra coluna…
Veja na seção Serviços os tipos de Relatórios de Tendências e Treinamentos do MODALOGIA que se encaixam no perfil da sua empresa e entre em contato pelo comercial@modalogia.com.br











































































