Os Indicados para o British Fashion Awards
setembro 2, 2010 by Mirela Lacerda
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A Inglaterra também tem a sua versão de Oscar da moda – o British Fashion Awards, que este ano acontece no dia 07 de dezembro, no Savoy Hotel, em Londres. Os indicados para melhor estilista são Christopher Kane, Erdem Moralioglu e Phoebe Philo (foto), enquanto Burberry, Mulberry, Pringle of Scotland e Victoria Beckham são os concorrentes para melhor marca. Na categoria masculina, Christopher Bailey para Burberry, E.Tautz, Margaret Howell e Paul Smith disputam o prêmio.
Já o prêmio Isabella Award para criadores de moda vai ser dado para Nick Knight, Nicola Formichetti (o stylist de Lady Gaga) ou Rankin (fotógrafo e um dos fundadores da Dazed & Confused). A lista completa de categorias pode ser conferida no site oficial. Façam suas apostas!
I-D Comemora Trinta Anos com Kate, Naomi e Lady Gaga
agosto 10, 2010 by Mirela Lacerda
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Uma das revistas mais cultuadas de moda e comportamento virou balzaquiana: a i-D está comemorando 30 anos com um número muito especial. Com a chamada “Then, Now, Next”, a edição de pré-fall 2010 tem três capas diferentes: Kate Moss, Naomi Campbell e Lady Gaga, e chega às bancas inglesas em 12 de agosto. Todas as fotos foram feitas por Nick Knight na Somerset House, Londres, no fim do ano passado e há portraits em preto e branco de Vivienne Westwood, Phoebe Philo, Gareth Pugh, Paul Smith, Florece Welch e muitos outros. Sem dúvida, uma edição para colecionadores! www.i-donline.com
Como Trabalhar as Tendências do Inverno 2011 – por Mirela Lacerda
março 18, 2010 by Mirela Lacerda
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Mais uma temporada de desfiles passou e além das tendências das passarelas o que marcou também foi a triste morte de Alexander McQueen, no dia 11 de fevereiro, durante a NYFW, e as discussões sobre as novas fronteiras da tecnologia, que estão obrigando a indústria a repensar o calendário. A seguir, estão as direções comportamentais e de consumo que devem ser relevantes durante este ano. A filtragem dos temas fica para as próximas colunas, por enquanto fiquem com as reflexões sobre…
Prada e Louis Vuitton
- O foco na mulher adulta: a moda é feita para as jovens, porém as grandes consumidoras, sobretudo das grifes de luxo são as mulheres adultas, com poder aquisitivo e corpos “reais”. Irônico, não? Pensando nisso é mais fácil compreender as intenções da Prada, da Louis Vuitton e de outras marcas que trouxeram modelos acima dos 25 anos para os seus desfiles. Pegando carona nos anos 50 (quando a moda ainda era voltada para adultas e não adolescentes), as curvas femininas voltaram a ser exaltadas numa tentativa da consumidora se identificar com as roupas “possíveis”. Será um bom momento para empresas cujo público não seja tão jovem.
Céline e Stella McCartney
-Menos é mais: a regra diz que 20 anos depois a moda volta (nos anos 90 voltamos aos 70 e nos 2000, aos 80), então nada mais esperado que a ressurreição do minimalismo da década retrasada. Naquela época, o estilo foi uma resposta não só aos excessos dos 80 mas também a um período de crise econômica. Coincidência, não? Prepare-se para um guarda-roupa mais enxuto, peças mais limpas e, principalmente, duráveis e intercambiáveis. É claro que Phoebe Philo na Céline foi o pontapé do processo e nesta estação teve a boa companhia de Stella McCartney.
No site da Chanel é possível ver o desfile de outono/inverno 2010-11
- Revolução tecnológica: na primavera/verão 2010, Alexander McQueen foi a primeira grande marca a transmitir seu desfile ao vivo pela internet. Agora, da Burberrry (com óculos 3D) à Louis Vuitton pelo Facebook, a prática parece ter se tornado padrão. Aí entra a questão: por que o calendário internacional mostra desfiles com tanta antecedência se os consumidores (que antes não tinham acesso) podem acompanhar tudo em tempo real? Vários estilistas, Donna Karan entre eles, já levantaram a discussão sobre a falta de sincronia do que está nas lojas e as estações climáticas, alertando que o consumo é, no fim das contas, imediatista. Uma coisa dá pra ter certeza: a interatividade entre marca e cliente na internet é a grande ferramenta a ser (bem) explorada neste momento.
Veja na seção Serviços os tipos de Relatórios de Tendências do MODALOGIA que se encaixam no perfil da sua empresa e entre em contato pelo comercial@modalogia.com.br
Kate Usa Prada na Vogue Inglesa
março 9, 2010 by Mirela Lacerda
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A edição de abril da Vogue inglesa já saiu e, surpresa, Kate Moss está na capa mais uma vez e vestindo Prada! Ela e Lara Stone estão nos principais editoriais da edição que já me deixou curiosa, com um perfil de Phoebe Philo (estão tão viciada nela que já sonho com roupas da Céline – o que é o poder de um bom estilista?) e a lista das melhores butiques britânicas de 2010. Hum… preciso dessa lista para acrescentar no roteiro do curso de Pesquisa de Moda em Londres!
Semana de Paris – Outono/Inverno 2011: Céline, Lagerfeld, Chalayan, Givenchy e Galliano
março 8, 2010 by Mirela Lacerda
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Céline: é incrível o que Phoebe Philo já fez pela marca em seu segundo desfile (e terceira coleção). Ela simplesmente deu o tom da moda da nova década, definindo muito bem o que é o minimalismo em 2010. Clássicos repaginados e alfaiataria são as palavras de ordem, porém o efeito surpresa aparece nos detalhes com os bolsos quadrados de couro, em vestidos e casacos, e os botões deslocados. Camisas, saias e jaquetas de couro, calças cigarrete, rendas e túnicas de lã, em tons neutros de preto, branco, marfim, marinho e verde musgo, são os essenciais da temporada. Outro detalhe importante: golas altas. Por fim, tricôs com alguns brilhos, botas, mocassins e cintos com fivelas de metal completam o que a mulher contemporânea precisa em seu guarda-roupa.
Karl Lagerfeld: ele já trabalha há várias temporadas versões de seu próprio estilo (calça e jaqueta pretas, camisa branca de gola alta) só que desta vez o kaiser se superou. Numa bela coleção que misturou futurismo e arquitetura, o destaque vai para as jaquetas e casacos, com muitas basques e bainhas arredondadas, além de calças skinny de vinil. Os zíperes e as terminações em cores contrastantes reforçaram a mensagem. Outros destaques: saias lápis, transparências, suéteres de gola rulê, mini vestidos e bordados de brilho.
Hussein Chalayan: há algumas estações os espetáculos tecnológicos deram lugar a coleções focadas nas roupas, sempre muito boas, por sinal. Desta vez, fez uma road trip pelos EUA, destacando os diferentes cenários do país. O inicio foi em Nova York, com blazers oversize e peças street, usadas com tênis de um jeito bem andrógino. Depois, uma passada na Pensilvânia e uma releitura do traje amish, com capuzes e vestidos midi de mangas. No Texas, excessos em brilhos e bordados em faixas que lembram as das vencedoras de concurso de beleza, jeans lavados de cintura alta e moletons com patches nos ombros. Depois foi a vez das polainas de crochê coloridos e de uma espécie de fuxico bordado nas jaquetas. Uma herança do Novo México? Peças em lã bege e um casaco de camurça lembram esportes montanhosos, enquanto capinhas e chapéus de couro, a bruxas de Salem. Finalmente, glamour em longos de estampa digital com grandes fendas, brilhos, cintura marcada e babados nos ombros mostram que chegamos em Los Angeles.
Givenchy: Riccardo Tisci se inspirou no esqui e no mergulho, porém, referências esportivas passaram longe dessa sofisticada coleção com muita alfaiataria, rendas e veludo. Os tons principais eram preto, vermelho e nude, que juntos ou combinados formaram ótimos looks. Os blazers de smoking usados com calças retas eram impecáveis, assim como os mini vestidos e mini saias de zíperes abertos, formando abas laterais. As blusas com babadinhos confirmam o trabalho minucioso do estilista. No mais, luvas em vermelho e dourado, botas de laços, meias trabalhadas e blusas de plumas.
John Galliano: em mais uma de suas viagens pelo mundo, o estilista criou uma história sobre os nômades das montanhas do Oriente e injetou todo luxo possível em peças sobrepostas, com muitos detalhes de pele e bordados, transparências e brocados. Nas formas, muito volume nos macacões e casacos de cintura baixa e linhas mais ajustadas nos vestidos de chifon de corte enviesado e tons vibrantes (amarelo e pink).
5 Nomes da Semana de Moda de Paris
março 2, 2010 by Mirela Lacerda
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Paris é a última e mais glamurosa etapa nos lançamentos da temporada. As grifes mais tradicionais do mundo estão lá, juntamente com nomes de vanguarda e marcas de várias partes do glovo. Eleger 5 desfiles imperdíveis é quase impossível, já que todos parecem ser inesquecíveis… Esta lista foi elaborada baseada na relevância comercial e midiática das últimas temporadas. www.modeaparis.com
Balmain: Christophe Decarnin foi o responsável por trazer os anos 80 de volta às grifes de luxo e ainda inflacionar absurdamente peças de streetwear (você já viu o preço de um jeans da Balmain?). A tal jaqueta de ombros marcados vestiu de Madonna a Michael Jackson e se tornou objeto de desejo número 1. Alguém ainda se lembra que a marca criada por Pierre Balmain era especializada em vestidos de festa?
Chanel: nenhum desfile se compara ao espetáculo que Karl Lagerfeld arma a cada estação. Shows ao vivo, tops exclusivas, primeira fila estrelada e a renovação constante do guarda-roupa clássico idealizado por Madeimoselle. Para completar, dos esmaltes às tatuagens fake, tudo vira hit instantâneo!
Balenciaga: na última década é difícil pensar em uma grande tendência que não tenha sido influenciada por Nicholas Ghesquière. Das calças cargo ao infame lenço palestino, a grife se revitalizou e redirecionou a moda ano após ano. Futurismo, romantismo, esporte e streetwear já foram trabalhados. O que será que vem por aí?
Alexander McQueen: esta lista foi feita antes do anúncio de sua morte, baseada na relevância inegável dos desfiles do estilista nas recentes temporadas. Além de peças impecáveis, ele foi o primeiro a abraçar a transmissão ao vivo e enquanto todos apostavam numa moda mais segura para os tempos de crise, McQueen não se intimidou. Sua marca continua ativa e uma apresentação foi agendada para o dia 09 de março. É claro que nunca mais nada será o mesmo sem ele, porém manter seu legado vivo é a prova de sua importância na moda contemporânea.
Céline: Phoebe Philo chegou chegando e já lançou uma importante tendência para a nova década: a volta do minimalismo e das peças clássicas ao guarda-roupa das mulheres cansadas de tantos excessos. O anúncio que a estilista inglesa voltaria à ativa e no comando de uma tradicional grife francesa, menos romântica e jovem que a Chloé, deixou o mundo da moda agitado pois todos sabiam que seu trabalho colocaria a Céline de novo no topo.
2009: A Moda em Retrospectiva – Por Mirela Lacerda
dezembro 15, 2009 by Mirela Lacerda
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2009 está chegando ao fim e é hora de fazer a tradicional retrospectiva, sob os olhares da moda. O ano que começou em crise terminou mais otimista, mas o consenso é o mesmo: o consumidor mudou e é hora de descobrir como agradá-lo. Seja pela necessidade de economizar ou pela crescente consciência ambiental, ou pelos dois juntos, o varejo sabe que precisa se adaptar bastante para sobreviver aos novos tempos.
Looks de Marc Jacobs e Alexander Wang
Look de Jason Wu e Michelle usando seu vestido na Casa Branca
O ano começou com reduções significativas nas semanas de moda internacionais, principalmente em Nova York, onde muitas marcas trocaram desfiles por apresentações discretas em showrooms. Ainda assim, Marc Jacobs garantiu seu espetáculo e assegurou que os anos 80 voltaram em toda a sua glória néon, brilhante e volumosa. Alexander Wang ganhou espaço entre os próximos grandes talentos e Jason Wu se consagrou graças à Michelle Obama, que escolheu um vestido dele para o baile de posse de Barack Obama. A primeira-dama americana, aliás, teve seu guarda-roupa vigiado de perto, ganhou capa da Vogue e foi apontada como novo ícone de estilo – e salvadora da moda americana em crise!
Outono/inverno de Alexander McQueen
Resort e pré-fall da Chanel
As marcas européias continuaram a encantar, principalmente em Paris quando Alexander McQueen ousou e chocou mais uma vez com um desfile controverso para o outono/inverno 2009-10. Porém, o que chocou mesmo foi o impacto da recessão nas grifes de luxo. Quando Christian Lacroix pediu falência, a situação foi exposta. Os grandes conglomerados viram suas marcas de relógios e de jóias despencarem em vendas. Só mesmo a Chanel se manteve inabalável e foi a única a desfilar o resort (em Veneza) e o pré-fall (em Shangai, de olho no mercado asiático, claro), enquanto as outras grifes, incluindo Gucci e Dior, preferiram apresentações discretas, apenas para a imprensa e compradores. Em setembro, com o cenário mais alegre, a London Fashion Week fez 25 anos com várias festas e a volta de tradicionais marcas (como a Burberry) para suas passarelas, além da consagração da moda britânica como celeiro de novos e promissores talentos.
Primavera/verão 2010 da Nina Ricci e Celine
Na eterna “dança das cadeiras” dos estilistas, Olivier Theykens deixou a Nina Ricci para Peter Copping, Phoebe Philo voltou em grande estilo, agora na Celine, Peter Dundas estreou na Pucci, Marios Schwab foi para Halston ocupar a vaga de Marco Zanini, que por sua vez foi para a Rochas. No entanto, o grande mico foi para a Ungaro, que contratou Lindsay Lohan como “consultora criativa”. Sua primeira coleção, com a estilista Estrella Archs, na temporada de primavera/verão 2010, teve a pior recepção possível, causando total vergonha alheia.
Campanhas de Kate Moss para Topshop e McQueen para Target
Jimmy Choo para H&M e Stella para Gap Kids
Enquanto a indústria do luxo patinava, o fast fashion comemorava: a Topshop inaugurou sua primeira loja nos EUA e Kate Moss garantiu mais coleções para a rede. Outras parcerias não poderiam ser mais bem-sucedidas: Alexander McQueen, Anna Sui (inspirada em “Gossip Girl”) e Rodarte (vencedora do CFDA de 200) para Target, Matthew Williamson, Jimmy Choo e Sonia Rykiel para H&M, Jil Sander para Uniqlo e Stella McCartney para Gap Kids.
Kate e Marc no Met Gala e o cartaz de “The September Issue“
Em maio, o Met Gala, o evento mais fashion do ano consagrou a dupla vestido coquetel + plataforma meia pata como o novo uniforme de festa, extinguindo os longos – pelo menos por algumas temporadas. Anna Wintour, anfitriã do evento, esteve sob os holofotes durante o ano graças à sua iniciativa de estimular o consumo com o Fashion’s Night Out, a noite de compras que agitou várias cidades do mundo e, claro, com o documentário “The September Issue”, que expôs os bastidores da revista de moda mais icônica do planeta.
Kristen e Robert. O figurino de “Mad Men”
A febre dos documentários sobre moda, que começou com Karl Lagerfeld na Chanel e de “Marc Jacobs & Louis Vuitton” ganhou as companhias de “Valentino, o Último Imperador” e “The Day Before”. Mas febre mesmo foi a saga “Crepúsculo” e a histeria em torno de Robert Pattinson, Kristen Stewar e Taylor Lautner. Os vampiros invadiram o cinema, a TV (“The Vampire Diaries”) e, obviamente, a internet. Por falar em TV, a série americana “Mad Men” juntou-se à “Gossip Girl” como obsessão fashion.
Lady Gaga e Michael Jackson
Obsessão também foi o que sentimos em relação à Lady Gaga, sem dúvidas a estrela do ano. Com seus pops dançantes, figurinos escandalosos e muitas declarações polêmicas ela ganhou o mundo (“Bad Romance”, seu novo single já foi visto por mais de 31 milhões de pessoas no YouTube!). A mídia também enlouqueceu com a cobertura da morte de Michael Jackson e entre segredos revelados e lavação de roupa suja da família, fica a imagem do grande ídolo que ironicamente teve uma de suas peças preferidas (jaqueta brilhosa de ombros marcados) relida para o outono 2009/10 pela Balmain. Outra perda irreparável foi o super fotógrafo Irving Penn, produtor de imagens memoráveis por mais de seis décadas para a Vogue.
Lisa Fonssagrives Penn, esposa de Irving, em foto para a Vogue de 1952
Aqui no Brasil, sobrevivemos à crise e assistimos à chegada de mais grifes de luxo em nosso mercado, mostrando nosso potencial emergente de consumo: Marc Jacobs, Christian Louboutin, Missoni, Carolina Herrera e Hermès abriram lojas nos shoppings paulistas. Porém, a grande notícia foi mesmo a troca da administração do Fashion Rio: a Dupla, de Eloysa Simão, foi trocada pela Luminosidade de Paulo Borges, unindo os dois principais eventos de moda do país (FR e SPFW) sob o mesmo chapéu.
Porém, a grande marca de 2009 é virtual: este foi o ano do Twitter, do Facebook, dos blogueiros em primeira fila de desfile, dos shows transmitidos ao vivo, das grifes de luxo abraçarem as redes sociais, desenvolverem aplicativos para o IPhone…enfim de se conectarem para falar com um público cada vez mais vasto e plugado. E que venha 2010!
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Primavera/Verão 2010-11: Como Trabalhar as Tendências – Por Mirela Lacerda
outubro 12, 2009 by Mirela Lacerda
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Durante as quatro semanas da temporada internacional de desfiles para a primavera 2010 fiquei pensando como estruturar esta coluna. A cada balanço de tendência que publiquei de Nova York, Londres, Milão e Paris ficava pensando na profecia da “morte das tendências”. Não que eu acredite que elas realmente vão acabar porque é a partir delas que o consumo de moda sobrevive. Mas é o modo como elas são pesquisadas e interpretadas que mudou, ou melhor, morreu.
A temporalidade das tendências não existe mais, simplesmente porque não existe tempo para isso. As passarelas mostram uma profusão de looks drapeados? Fora delas, nas fotos de street style, todo mundo já está usando. Transparência é a tendência número 1? As lojas já tem vários modelos assim. A internet atropelou etapas e tornou o processo de consumo ao mesmo tempo mais rápido e duradouro. Explico: com exceção de alguns modismos muito marcantes (ex: anos 80), passamos a aderir rapidamente a uma tendência, porém já não sentimos necessidade de descartá-la logo e ao longo de duas, três e até quatro estações vamos usando adaptações daquilo.
Drapeados na passarela da Lanvin e fora dela (Face Hunter)
Sem dúvida, isso significa mais liberdade para o consumidor, mas um sério problema para você, querido varejista, pois o seu cliente ao mesmo tempo que quer velocidade de novidades não quer descartar certos estilos após poucos meses de uso. Complexo, não?
Rendas e transparências na Chanel e nas ruas (The Sartorialist)
É por isso, que a atitude mais sábia é construir impecavelmente o DNA da sua marca e ter muita clareza de quem é o seu consumidor. Ela é da geração Y? Então é fugaz e difícil de ser surpreendida. É da geração X? Provavelmente está equilibrando carreira e vida familiar e não pode perder tempo. É baby boomer? Apesar de ser um segmento ignorado, é um nicho poderoso.
Depois desse diagnóstico, avalie o cenário das macro-tendências, ou seja, aquelas tendências de comportamento que estão norteando o consumo mundial. Destaco três temas importantes para o próximo ano:
- Consumo consciente: não é novidade que o consumidor está mais ecológico e quer saber das origens do produto que está comprando. Porém mais do que isso, ele quer comprar roupas de valor real (tanto faz caro ou barato, mas ele precisa acreditar), peças que vão durar em seu armário e que atendam suas necessidades de vida. Pense nas coleções de Stella McCartney e Phoebe Philo, agora na Céline. As próprias estilistas são as melhores garotas propagandas de suas marcas e porta-vozes das mulheres da mesma geração.
Stella McCartney
Phoebe Philo para Céline
- Techno Fashion: esta temporada provou que a indústria está plugada na internet. Desfiles transmitidos ao vivo de Burberry, Alexander McQueen, Roland Mouret e Louis Vuitton, blogueiros famosos na primeira fila da Dolce & Gabbana e D&G, interatividade com os consumidores. Se a sua marca não tem blog, Twitter e Facebook, desculpe, mas você já está em desvantagem.
Imagem do desfile de McQueen: a transmissão foi feita em parceria com a ShowStudio de Nick Knight
- Lúdico: apesar de tanta tecnologia e mais pé no chão, o consumidor ainda precisa sonhar e escapar. O romantismo e a fantasia apareceram sob a forma nostálgica dos espetáculos de vaudeville, das peças teatrais, óperas, balés e do cinema mudo. Reveja os desfiles de Marc Jacobs, Temperley London e John Galliano e entenda melhor.
Marc Jacobs e John Galliano
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Semana de Paris: Dia 05/10 – Stella, YSL, Céline e Giambattista Valli
outubro 6, 2009 by Mirela Lacerda
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Stella McCartney: existe sensação melhor do que ver um desfile e pensar “esta estilista me entende”? Pois é assim com Stella sempre. Suas criações simples, porém sofisticadas são a perfeita tradução do que mulheres reais querem vestir em diversas situações de suas vidas – do trabalho ao lazer. Então, estão lá os blazers e calças de alfaiataria, os detalhes de babados e pepluns nas blusas, os vestidos florais curtos e até os jeans lavados, para os momentos relax. Não é à toa que a amiga Gwyneth Paltrow estava na primeira fila, usando um novo look.
Yves Saint Laurent: Stefano Pilati conseguiu atender a vários desejos da mulher YSL – vestidos leves, inspirados em camponesas, para aquelas situações mais informais, e looks mais estruturados, de cintura marcada e muito preto e branco, para o trabalho ou para momentos mais “sérios”. Tudo isso com o corte e a modelagem impecável do estilista.
Céline: na aguardada estréia da grife nas passarelas sob o comando de Phoebe Philo, adeus aos looks românticos e boêmios dos tempos da Chloé. Em sua nova fase (e em uma marca com estilo bem diferente), é hora de propor um minimalismo contemporâneo, com influência esportiva e uma silhueta estruturada, com muito couro nos vestidos, jaquetas e micro boleros, nas pantalonas, nos shorts de cintura alta e nos vestidos-camiseta. Mulheres, preparem-se para o look da próxima década!
Giambattista Valli: o desfile misturou franjas com estampas de leopardo, além de motivos tribais, babados, plumas e outras texturas. O forte do designer são os vestidos coquetel, desta vez em laranja e verde água, que rapidinho vão estar circulando nas festas mais disputadas do mundo.
Semana de Paris: dia 01/10 – Balenciaga, Nina Ricci e Balmain
outubro 2, 2009 by Mirela Lacerda
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Balenciaga: Nicolas Ghesquière é o exemplo perfeito do que separa o prêt-à-porter de luxo do fast fashion, ou seja, um trabalho único e artesanal de tecidos. Em uma coleção de “volta às origens”, como ele mesmo disse, estavam lá todos os elementos que puseram a grife de novo nos trilhos: influências street e esportiva (meio hip hop meio box), calças skinny (o que parecia jeans na verdade era um couro vegetal) e peças com cortes e vazados estratégicos, de materiais tão contrastantes quanto couro e chifon. Sem falar nas mini saias pregueadas/plissadas, nos toques de cores vibrantes (amarelo, laranja, turquesa, verde-menta) sobre os neutros cinza e preto e, nos sapatos, sempre um caso à parte – botas-sandália trançadas, absolutamente incríveis!!!
Nina Ricci: definitivamente a grife vai recuperar os bons tempos e Peter Coping tem tudo para ser mais um caso de assistente que virou nome principal e deu um novo rumo à marca, como aconteceu com Stefano Pilati na YSL e Phoebe Philo, na Chloé. A única diferença é que Coping veio da Louis Vuitton, e os anos de trabalho com Marc Jacobs ensinaram bastante sobre o que é rejuvenescer uma grife. A primavera da Nina Ricci traz sua essência repaginada para o século XXI: laços, rendas e lingeries em sobreposições de tons pastel, comprimentos mini, um pouco de preto e de brilhos em peças de lamê. Próximos passos: celebridades usando Nina e revistas, sites e blogs promovendo a coleção. Alguma dúvida que isso vai acontecer?
Balmain: depois de instituir uma fórmula de sucesso (muito anos 80, brilhos, jeans skinny detonados e jaquetas de ombros pontudos adoradas por Michael Jackson e Madonna) mas que, como tudo na moda, precisa se renovar, a primavera de Christopher Decarnin era aguardada com bastante curiosidade. Mas o resultado foi mais do mesmo, apenas com uma roupagem meio militar (verde escuro e franjas e aplicações nos ombros), meio Joana D’Arc (mini vestidos tipo armadura, em dourado) e meio “Mad Max” (calças skinny, shorts e blusas rasgadas). Tudo bem, a Balmain encontrou um nicho, mas precisa se repetir tanto?


































































