As Direções da Primavera/Verão 2010-11 – Por Mirela Lacerda

maio 19, 2010 by Mirela Lacerda  
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O “mood” da estação aponta um desejo por uma vida mais simplificada em contraste com o ritmo frenético de nosso cotidiano. Achar o equilíbrio entre os opostos é o grande desafio e este contraste está evidente nos grandes temas da temporada. Confira:

1) Minimal

Akris

- Influências

  • Desejo por praticidade e durabilidade
  • Minimalismo dos anos 90
  • Coleções de Helmut Lang e Jil Sander da época
  • Alfaiataria
  • Formas arquitetônicas

Céline

- Cores

  • Branco
  • Nudes
  • Cinzas
  • Tons pastel

Michael Kors

- Elementos

  • Mini vestidos
  • Longos lânguidos
  • Assimetrias
  • Volumes localizados e controlados
  • Blusas arquitetônicas
  • Bermudas, shorts e calças retas

Yves Saint Laurent

- Materiais

  • Tecidos leves porém estruturados
  • Texturas discretas

Stella McCartney

- Acessórios

  • Bolsas médias, sem detalhes e de formas geométricas
  • Sandálias sem detalhes
  • Materiais: couro, resina, plástico, metal

Bolsa Fendi e Sandália Prada

2)      Campestre

Chanel

- Influências

  • Busca por refúgio, desejo por uma vida mais calma e produtos naturais
  • Indumentária camponesa combinando inocência e sensualidade

Chanel

- Cores e estampas

  • Branco
  • Nudes
  • Rosados
  • Azuis
  • Florais
  • Xadrez Vichy

Christopher Kane

- Elementos

  • Vestidos de saia rodada
  • Saia sino
  • Cintura marcada
  • Decote quadrado
  • Saia A
  • Babados

D&G

- Materiais

  • Tecidos naturais
  • Crochê
  • Texturizados
  • Jeans desbotados

Oscar de la Renta

- Acessórios

  • Bolsas de materiais como ráfia e palha
  • Tamancos com salto de madeira
  • Sandálias anabela de cortiça e palha
  • Botas baixas de cano alto

Chanel

3)      Esporte Clube

Alexander Wang

- Influências

  • Esportes como:
  • futebol americano
  • tênis
  • surfe
  • mergulho
  • motociclismo

Balenciaga

- Cores e estampas

  • Branco
  • Preto
  • Cinza
  • Azuis
  • Verdes
  • Estampas de praias, coqueiros, mares
  • Degradês

Hermès

- Elementos

  • Jaquetas com capuzes
  • Zíperes
  • Calças skinny ou amplas
  • Bermudas ciclista
  • Shorts
  • Sobreposições
  • Mini saias de prega

Prada

- Materiais

  • Sintéticos
  • Com elasticidade
  • Malhas
  • Couro
  • Neoprene

Gucci

- Acessórios

  • Sintéticos
  • Com elasticidade
  • Malhas
  • Couro
  • Neoprene

Louis Vuitton

4)      Leveza

Jean Paul Gaultier

- Influências

  • Feminilidade extrema
  • Romantismo
  • Universo boudoir

Christian Dior

- Cores e estampas

  • Branco
  • Nude
  • Rosas
  • Lilás
  • Preto

Chloé

- Elementos

  • Vestidos baby doll
  • Vestidos em camadas
  • Blusas transparentes
  • Micro shorts
  • Mini saias
  • Saias lápis
  • Sutiãs aparentes

Nina Ricci

- Materiais

  • Tecidos transparentes
  • Rendas
  • Cetim
  • Tecidos vazados

Rochas

- Acessórios

  • Sandálias com rendas e aplicações

Valentino

5) Militar

Balmain

- Influências

  • A indumentária das forças armadas de ontem e hoje

Céline

- Cores e estampas

  • Tons de verde musgo
  • Beges
  • Nudes
  • Ocre

Marc Jacobs

- Elementos

  • Jaqueta militar clássica
  • Trench coat
  • Parka
  • Rebites
  • Botões exagerados

Burberry

- Materiais

  • Tecidos estruturados
  • Sintéticos como náilon
  • Couro

Rag & Bone

- Acessórios

  • Bota militar
  • Sandálias trançadas

Chloé

Como trabalhar as tendências?

  • Quais tendências têm mais a ver com a sua marca?Eleja 2 ou 3
  • Pense em um tema de coleção
  • Dentro deste tema, como as tendências escolhidas se encaixam
  • Pense na cartela de cores, estampas, modelagens e acessórios
  • Agora pense nas estratégias de marketing

Esta é uma pequena amostra do nosso Relatório de Tendências Sazonal e da maneira que a Modalogia aborda a pesquisa de tendências. Veja na seção Serviços os tipos de Relatórios e Treinamentos do MODALOGIA que se encaixam no perfil da sua empresa e entre em contato pelo comercial@modalogia.com.br

Michael Kors e Anna Wintour Debatem o Peso das Modelos

março 24, 2010 by Mirela Lacerda  
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Na última segunda-feira, na Universidade de Harvard em Boston, um painel com Anna Wintour, Michael Kors e a top Natalia Vodianova foi palco de discussões sobre como a indústria deve lidar com a magreza das modelos. O assunto é complexo e tem causado polêmicas. Anna defendeu que a Vogue trabalha com meninas de diversos tipos físicos e evita as excessivamente magras. Já Michael afirma só contratar modelos acima de 16 anos para seus desfiles e campanhas e elas precisam ter a aparência saudável. Natalia deu seu testemunho sobre os problemas de saúde que enfrentou no início da carreira para se manter magra e defende um programa mais informativo sobre alimentação para as iniciantes no mercado.

Os recentes desfiles internacionais, com modelos mais “curvilíneas” nas passarelas da Prada, Louis Vuitton e Giles, e editoriais com meninas plus-size, entre elas Crystal Renn para a V, são um sinal que mudanças podem estar a caminho. Mas se você teve a chance de ler o depoimento de Kim Noorda na Vogue de abril, entende o que é a pressão de stylists, fotógrafos, agentes, etc, para terem modelos esqueléticas. Enquanto a mentalidade não mudar, nada efetivo vai acontecer.

Semana de Paris – Outono/Inverno 2011: Dries van Noten, Giles, Rochas e Gareth Pugh

março 4, 2010 by Mirela Lacerda  
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Dries van Noten: deixando de lado suas tradicionais referências étnicas, ainda que elas estivessem presentes nas peles de leopardo, o estilista combinou o passado, sobretudo os anos 50, com o esportivo, resultando em uma coleção. Calças de modelagem solta, afuniladas no tornozelo e coletes de zíperes em contraste com trenchs, blazers, saias e vestidos em A garantiram a boa coleção, que teve ainda como base da cartela preto, bege, marinho e verde, alguns toques de dourado e verde limão, xadrez nas peças em lã e florais pintados à mão nas sedas.

Giles: Esta já é uma das coleções mais comentadas da temporada por reunir um verdadeiro time de tops, quase uma reunião da Victoria’s Secret: Karolina Kurkova, Alessandra Ambrósio, Jeisa Chiminazzo, Carol Trentini, Ana Beatriz Barros, Angela Lindvall, Jessica Stam… ou seja, nada de modelos robóticas e esqueléticas. Mas o desfile não valeu apenas por isso, pois Giles Deacon é um craque em tecer ironias e desta vez juntou anos 50 e um clima “Mulheres Perfeitas”. O objetivo era exaltar as formas femininas, com corselets, vestidos tubinho com cintinho de lacinho, mini saias de pregas ou retas e vestidos com barras de babados. E mais:  calças cigarrete, golas e detalhes de peles, toques esportivos em coletes matelassados e uma cartela de neutros (beges, marrom, cinza, creme), vibrantes (amarelo) e metalizados (cobre). A ironia final estava na bolsa de pelúcia com olhos de personagens de quadrinhos.

Rochas: Marco Zanini assistiu o filme “Cactus Flower”, de 1969, e imaginou o que sairia da união entre Goldie Hawn e Ingrid Bergman. Assim, modelos com penteados bufantes da época entraram na passarela com tubinhos, suéteres, jaquetinhas quadradas e calças quase skinny, que faziam a diferença pela combinação de cores e materiais: camelo, preto, branco, marrom e verde, azul, salmão e dourado. Flores e laços aplicados foram um detalhe importante, assim como as peças com estampa metalizada ou com babados nas barras e punhos. É bom ver que a grife ganha espaço e uma nova identidade: continua feminina, porém de forma casual.

Gareth Pugh: o estilista ficou totalmente associado ao gótico, graças às suas criações dramáticas e uso do preto. Agora, ele está tentando criar uma identidade um pouco mais comercial, sem abrir mão de suas origens. O preto continua dominante, com exceção de alguns looks em oliva e cinza, mas havia um clima futurista forte nas jaquetas de couro trabalhadas, com destaque para golas e caudas nos casacos, nos vestidos tubinhos e nas calças boot cut – peças perfeitamente usáveis. Ponchos de crochê e correntinhas sobre os vestidos apareceram no final, lembrando o DNA ousado de Pugh.

2009: A Moda em Retrospectiva – Por Mirela Lacerda

dezembro 15, 2009 by Mirela Lacerda  
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2009 está chegando ao fim e é hora de fazer a tradicional retrospectiva, sob os olhares da moda. O ano que começou em crise terminou mais otimista, mas o consenso é o mesmo: o consumidor mudou e é hora de descobrir como agradá-lo. Seja pela necessidade de economizar ou pela crescente consciência ambiental, ou pelos dois juntos, o varejo sabe que precisa se adaptar bastante para sobreviver aos novos tempos.

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Looks de Marc Jacobs e Alexander Wang

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Look de Jason Wu e Michelle usando seu vestido na Casa Branca

O ano começou com reduções significativas nas semanas de moda internacionais, principalmente em Nova York, onde muitas marcas trocaram desfiles por apresentações discretas em showrooms. Ainda assim, Marc Jacobs garantiu seu espetáculo e assegurou que os anos 80 voltaram em toda a sua glória néon, brilhante e volumosa. Alexander Wang ganhou espaço entre os próximos grandes talentos e Jason Wu se consagrou graças à Michelle Obama, que escolheu um vestido dele para o baile de posse de Barack Obama. A primeira-dama americana, aliás, teve seu guarda-roupa vigiado de perto, ganhou capa da Vogue e foi apontada como novo ícone de estilo – e salvadora da moda americana em crise!

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Outono/inverno de Alexander McQueen

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Resort e pré-fall da Chanel

As marcas européias continuaram a encantar, principalmente em Paris quando Alexander McQueen ousou e chocou mais uma vez com um desfile controverso para o outono/inverno 2009-10. Porém, o que chocou mesmo foi o impacto da recessão nas grifes de luxo. Quando Christian Lacroix pediu falência, a situação foi exposta. Os grandes conglomerados viram suas marcas de relógios e de jóias despencarem em vendas. Só mesmo a Chanel se manteve inabalável e foi a única a desfilar o resort (em Veneza) e o pré-fall (em Shangai, de olho no mercado asiático, claro), enquanto as outras grifes, incluindo Gucci e Dior, preferiram apresentações discretas, apenas para a imprensa e compradores. Em setembro, com o cenário mais alegre, a London Fashion Week fez 25 anos com várias festas e a volta de tradicionais marcas (como a Burberry) para suas passarelas, além da consagração da moda britânica como celeiro de novos e promissores talentos.

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Primavera/verão 2010 da Nina Ricci e Celine

Na eterna “dança das cadeiras” dos estilistas, Olivier Theykens deixou a Nina Ricci para Peter Copping, Phoebe Philo voltou em grande estilo, agora na Celine, Peter Dundas estreou na Pucci, Marios Schwab foi para Halston ocupar a vaga de Marco Zanini, que por sua vez foi para a Rochas. No entanto, o grande mico foi para a Ungaro, que contratou Lindsay Lohan como “consultora criativa”. Sua primeira coleção, com a estilista Estrella Archs, na temporada de primavera/verão 2010, teve a pior recepção possível, causando total vergonha alheia.

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Campanhas de Kate Moss para Topshop e McQueen para Target

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Jimmy Choo para H&M e Stella para Gap Kids

Enquanto a indústria do luxo patinava, o fast fashion comemorava: a Topshop inaugurou sua primeira loja nos EUA e Kate Moss garantiu mais coleções para a rede. Outras parcerias não poderiam ser mais bem-sucedidas: Alexander McQueen, Anna Sui (inspirada em “Gossip Girl”) e Rodarte (vencedora do CFDA de 200) para Target, Matthew Williamson, Jimmy Choo e Sonia Rykiel para H&M, Jil Sander para Uniqlo e Stella McCartney para Gap Kids.

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Kate e Marc no Met Gala e o cartaz de “The September Issue

Em maio, o Met Gala, o evento mais fashion do ano consagrou a dupla vestido coquetel + plataforma meia pata como o novo uniforme de festa, extinguindo os longos – pelo menos por algumas temporadas. Anna Wintour, anfitriã do evento, esteve sob os holofotes durante o ano graças à sua iniciativa de estimular o consumo com o Fashion’s Night Out, a noite de compras que agitou várias cidades do mundo e, claro, com o documentário “The September Issue”, que expôs os bastidores da revista de moda mais icônica do planeta.

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Kristen e Robert. O figurino de “Mad Men”

A febre dos documentários sobre moda, que começou com Karl Lagerfeld na Chanel e de “Marc Jacobs & Louis Vuitton” ganhou as companhias de “Valentino, o Último Imperador” e “The Day Before”. Mas febre mesmo foi a saga “Crepúsculo” e a histeria em torno de Robert Pattinson, Kristen Stewar e Taylor Lautner. Os vampiros invadiram o cinema, a TV (“The Vampire Diaries”) e, obviamente, a internet. Por falar em TV, a série americana “Mad Men” juntou-se à “Gossip Girl” como obsessão fashion.

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Lady Gaga e Michael Jackson

Obsessão também foi o que sentimos em relação à Lady Gaga, sem dúvidas a estrela do ano. Com seus pops dançantes, figurinos escandalosos e muitas declarações polêmicas ela ganhou o mundo (“Bad Romance”, seu novo single já foi visto por mais de 31 milhões de pessoas no YouTube!). A mídia também enlouqueceu com a cobertura da morte de Michael Jackson e entre segredos revelados e lavação de roupa suja da família, fica a imagem do grande ídolo que ironicamente teve uma de suas peças preferidas (jaqueta brilhosa de ombros marcados) relida para o outono 2009/10 pela Balmain. Outra perda irreparável foi o super fotógrafo Irving Penn, produtor de imagens memoráveis por mais de seis décadas para a Vogue.

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Lisa Fonssagrives Penn, esposa de Irving, em foto para a Vogue de 1952

Aqui no Brasil, sobrevivemos à crise e assistimos à chegada de mais grifes de luxo em nosso mercado, mostrando nosso potencial emergente de consumo: Marc Jacobs, Christian Louboutin, Missoni, Carolina Herrera e Hermès abriram lojas nos shoppings paulistas. Porém, a grande notícia foi mesmo a troca da administração do Fashion Rio: a Dupla, de Eloysa Simão, foi trocada pela Luminosidade de Paulo Borges, unindo os dois principais eventos de moda do país (FR e SPFW) sob o mesmo chapéu.

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Porém, a grande marca de 2009 é virtual: este foi o ano do Twitter, do Facebook, dos blogueiros em primeira fila de desfile, dos shows transmitidos ao vivo, das grifes de luxo abraçarem as redes sociais, desenvolverem aplicativos para o IPhone…enfim de se conectarem para falar com um público cada vez mais vasto e plugado. E que venha 2010!

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Semana de Moda de Paris: dia 30/09 – Gareth Pugh, Rochas, Limi Feu, Anne Valérie Hash…

outubro 1, 2009 by Mirela Lacerda  
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Ontem começou a semana de moda de Paris, a última parte da temporada de primavera/verão 2010 nas grandes capitais. Veja os destaques do Modalogia:

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Gareth Pugh: a mudança de Londres para Paris está mostrando que ele sabe fazer uma coleção comercial sem abrir mão de sua essência, tanto que o estilista já considera uma parceria com alguma rede de fast fashion (vamos torcer!). Suas peças góticas ganharam mais leveza com jaquetas e calças skinny, micro vestidos, listras largas e tecidos transparentes. Os detalhes conceituais ficaram por conta das “caudas” em algumas peças e dos acessórios, que lembravam pássaros.

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Rochas: foi a estréia de Marco Zanini (ex-Halston) na grife e de cara já deu para perceber que os tempos de Olivier Theyskens já eram. O estilista inspirou-se em Marguerite Duras, sim aquela mesma do romance “O Amante”, que também foi tema da Maria Bonita Extra no verão passado. A silhueta anos 30 estava presente nos vestidos e saias midi, em cores de temperos (canela, açafrão), além de azuis e verde-abacate. Pantalonas e shorts altos, usados com camisas e jaquetas, completavam o look relaxado, porém feminino. Fechando o desfile, muitos vestidos florais e o detalhe onipresente: cintos com flores nas laterais. Nem sempre a coleção foi muito consistente, mas só o tempo vai dizer se Zanini pode dar conta do recado.

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Limi Feu: Limi Yamamoto precisa decidir se vai ser clone do pai ou seguir seu próprio caminho. Por enquanto, o que se vê é uma continuação do trabalho de Yohji, com muito preto e branco, camisas e formas amplas.

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Anne Valérie Hash: em uma coleção simples, destaque para os vestidos-coluna, com babados frontais, detalhes de um tecido plastificado em jaquetas e barras e os looks metalizados finais, em prata e cobre.

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Rue du Mail: Martine Sitbon trouxe mini vestidos – a maioria em preto-, alguns trenches e toques de rosa, laranja e nude em peças leves.

Olivier Theyskens Fora da Nina Ricci

março 16, 2009 by Mirela Lacerda  
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Agora é oficial: Olivier Theyskens está mesmo fora da Nina Ricci. Depois de meses de boatos sobre sua saída e o desfile da semana passada, em Paris, tido por todos como seu último, a assessoria da grife comunicou hoje que Olivier não é mais o estilista  e que seu contrato, que terminaria em outubro, foi encerrado. Seu sucessor deve ser mesmo Peter Copping, designer da Louis Vuitton.

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Look de outono/inverno 2009-10 da Nina Ricci

   Theyskens é um nome conhecido desde 1998, quando Madonna usou um vestido seu no Oscar, e até 2003 foi o responsável pelo estilo da Rochas, marca da Procter & Gamble que ficou 5 anos sem lançar coleções de prêt-à-porter até a contratação de Marco Zanini, ex-Halston, que mostrou suas primeiras criações na recente semana de moda de Paris. A Nina Ricci faz parte do grupo espanhol Puig, detentora também da Carolina Herrera e Paco Rabanne.

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Reese no Oscar 2007 com look de Theyskens

Apesar dos elogios da imprensa e da parceria com a atriz Reese Whiterspoon, que só usava Nina Ricci no tapete vermelho, as vendas não decolaram e esta provavelmente foi a principal razão pra a saída de Olivier. Os rumores agora dão conta de que ele será o diretor criativo da Schiaparelli, comprada no ano passado por Diego Della Valle, da Tod’s, e com relançamento previsto pra 2010, ou se dedicará à própria marca, inativa há alguns anos. No último desfile de Theyskens, o que mais chamou atenção foram os sapatos altíssimos e “sem salto”, além dos belos vestidos de noite, uma de suas especialidades.

Semana de Moda de Paris-Dia 2

março 7, 2009 by admin  
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A.F Vandersvorst - Uma silhueta com novos volumes marcou o desfile da marca belga A.F.Vandevorst. Os estilistas An e Filip trabalharam muito bem as construções de volumes. Ora nas calças,com volume apenas nos quadris (como temos visto em vários outros desfiles) ora nas saias justíssimas utilizadas com blusas amplas, coletes de pele de coelho e casacos de lã com corte geométrico.

A seda também foi utilizada em vestidos e saias criando movimento aos drapeados. Em relação à cartela de cores, vimos o jogo de contraste entre preto e branco, cinza, verde musgo e tons variando do bege ao castanho. Outro detalhe que chamou a atenção foi o fato de algumas modelos desfilarem com uma espécie de “saco de dormir”, que na verdade era um casaco acolchoado em lã. A  inspiração, segundo os próprios estilistas é a seguinte: “Nômade at home em qualquer lugar que ela vá.” 

 

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Nina Ricci  Uma magnífica atmosfera noturna com um toque futurista deram forma à apresentação da coleção de Nina Ricci.”Algo iluminado pela lua, um pouco mágico”, como o próprio estilista Olivier Theyskens mencionou. O preto predominou mas, para contrastar, vermelho, roxo, fúcsia e verde oliva tabém se fizeram presentes. Na modelagem, ombros marcados e curvas acolchoadas e os sapatos chamaram a atenção, ankle boots plataforma  com um “buraco” em forma de foice onde o salto deveria estar. Já os vestidos, pareciam escupildos, tamanho os detalhes. Era nítida a satisfação do estilista que recebia sorridente aos elogios dados ao seu talento. 

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Rochas  A tradicional maison francesa tem a frente o estilista italiano Marco Zanini (ex-assistente de Donatella Vesace) e através deste desfile, veio o momento oportuno para a resurreição da marca que já existe desde 1924. A apresentação da coleção aconteceu em uma galeria de arte no famoso bairro Marais. As peças foram feitas em seda finíssima, cashmere e lã. Tops e saias plissados e com pregas mostraram a influência dos anos 50. Na cartela de cores, discrição: preto, rosa claro e um vestido vermelho para quebrar um pouco a sobriedade .Todas as peças estavam com uma proposta altamente comercial, porém, sem perder a elegância.

O Substituto de Olivier Theyskens

janeiro 28, 2009 by Mirela Lacerda  
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Depois de um mês de rumores sobre o seu futuro na Nina Ricci, agora parece mesmo que Olivier Theyskens está fora da grife. Seu substituto deve ser Peter Copping, que faz parte da equipe de estilo da Louis Vuitton. Olivier esteve à frente da Rochas, que parou de produzir prêt-à-porter, e está no comando da Nina Ricci há cerca de 2 anos, com coleções bastante elogiadas e tendo Reese Whiterspoon como “embaixadora”. Não houve ainda nenhuma declaração oficial sobre as razões de sua saída.