Karl Lagerfeld Cria Linha para Hogan

setembro 3, 2010 by Mirela Lacerda  
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Karl Lagerfeld criou em parceria com o grupo Tod’s, uma linha especial para a Hogan. Chamada de Hogan by Karl Lagerfeld, a coleção em edição limitada vai conter acessórios e roupas. O lançamento acontece durante a semana de moda de Paris, em 02 de outubro, com um filme dirigido pelo próprio kaiser, é claro! Os produtos chegam às lojas no início de 2011.

Felipe Oliveira Baptista É o Novo Estilista da Lacoste

agosto 31, 2010 by Mirela Lacerda  
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A Lacoste tem um novo diretor artístico: o português Felipe Oliveira Baptista. Ele será o sucessor de Christophe Lemaire, que em maio aceitou o mesmo cargo na Hermès, para cuidar da coleção feminina, substituindo Jean Paul Gaultier. Felipe já se apresenta na semana de moda de Paris desde o ano passado e lançou sua etiqueta em 2003. A estreia na grife acontece na primavera/verão 2012, em setembro de 2011.

Sua escolha segue a tendência de outras grandes marcas que estão preferindo apostar em estilistas experientes mas que ainda não são “celebridades” da moda, como aconteceu com Peter Copping, na Nina Ricci, Rodolfo Paglialunga, na Vionnet, e até mesmo Giles Deacon, na Ungaro.

Bono e Ali Hewson na Nova Campanha da Louis Vuitton

agosto 30, 2010 by Mirela Lacerda  
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Bono Vox e sua mulher, Ali Hewson, foram os escolhidos para ilustrar a nova campanha Core Values da Louis Vuitton. A escolha, claro, tem muitas razões: A Edun, marca ecologicamente correta do casal, faz parte do LVMH e Ali criou uma bolsa feita em parceria com o time da Vuitton. Para completar, eles não vestem Edun, numa estratégia de gerar mais interesse pela etiqueta.

Pela foto de Annie Leibovitz dá para perceber que eles estão desembarcando na África e a legenda da foto diz exatamente isso: “Every journey began in Africa” (toda jornada começou na África). O continente vai ser homenageado também durante a semana de moda de Paris, quando as duas grifes lançam a exposição “Africa Rising”, no QG da LV.

O Futuro do Mercado de Luxo no Brasil – por Mirela Lacerda

julho 30, 2010 by Mirela Lacerda  
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Nos anos 90, a Daslu chamou a atenção do mundo como o primeiro grande centro de luxo brasileiro. Quando o país ainda nem sonhava em ocupar a posição de economia emergente e integrar o time de BRICs (Brasil, Russia, India e China), o consumo de produtos de luxo era algo além da nossa realidade, feita apenas pelos muito ricos, geralmente em viagens para o exterior. Hoje a situação mudou bastante e a maioria das marcas antes só vendidas na Daslu possui mais de um espaço próprio: a Louis Vuitton tem seis lojas e a Salvatore Ferragamo, oito unidades. Hermès, Gucci, Carolina Herrera, Diane von Furstenberg, Missoni, Chanel e Christian Louboutin abriram em shoppings de luxo em São Paulo e no Rio de Janeiro. A Burberry inaugurou sua primeira loja independente em Brasília, há pouco tempo, e a Emporio Armani prepara sua chegada à capital.

Loja da Giorgio Armani no Shopping Cidade Jardim

O consumo de produtos de luxo no país cresceu mais de 35% nos últimos dez anos, o que significa vendas de 2.5 milhões de dólares a cada ano. O Brasil é a maior economia da América Latina, responsável por 70% do segmento de luxo, e a 10ª maior do mundo. No ano passado, mesmo com a crise financeira mundial, o setor cresceu 8% e a previsão é que até o fim de 2010 os consumidores de luxo comprem 50% a mais. Recentemente, a Veja fez uma reportagem de capa afirmando que a cada dez minutos um executivo se junta ao grupo de milionários.

Projeto do Village Mall, shopping de luxo que será inaugurado em 2012 na Barra da Tijuca

Os dados são muito promissores, mas será que a realidade é assim tão boa? Por mais que o consumidor brasileiro seja ávido por novidades, ele sabe que o valor das mercadorias aqui é, em média, três vezes mais caro devido aos altos impostos. Ou seja, às vezes sai mais barato pegar um avião e ir até Miami, Nova York ou Paris (os três top destinos do turista brasileiro) comprar um produto. Nossa única vantagem é o sistema de parcelamento no cartão de crédito, algo inédito no resto do planeta.


Fachada do Shopping paulistano Cidade Jardim

Outra questão é a centralização de São Paulo. Apesar de outras regiões, como Brasília, o próprio interior de SP, o Norte e Nordeste demonstrarem potencial de consumo, os números são pequenos. O Rio, o segundo mercado nacional, tem apenas 15% do segmento de luxo. A médio e longo prazo, será que vale a pena investir em um país tão extenso mas com poucas possibilidades de abertura de filiais?

Corner da H.Stern na Printemps, em Paris. A joalheria brasileira está presente em várias cidades do mundo

Finalmente, como as grifes nacionais podem competir neste mercado? Se as taxas de importação diminuírem, não vai ser difícil encontrar sapatos, bolsas e roupas de marcas estrangeiras custando menos que muitas brasileiras. O processo de internacionalização de nossas empresas é lento e a competição, enorme. Sem contar que a matéria-prima é cara e o setor de moda no Brasil é conhecido pela falta de profissionais qualificados.

Carlos Miele também representa muito bem o Brasil, com lojas em Nova York, Miami e Paris

Por outro lado, marcas de luxo “made in Brazil”, como Osklen, Carlos Miele e H.Stern já mostraram que têm uma identidade bem formada e um apelo de consumo baseado em lifestyle. E aí entram os famosos conglomerados internacionais. A compra da Sack’s pelo LVMH (que com isso traz a Sephora para o Brasil) foi o primeiro sinal de novas possibilidades. Há algumas semanas os executivos do concorrente PPR, chefiados por François-Henri Pinault, estiveram por aqui e conversaram com Oskar Metsavath, da Osklen, e conheceram o QG da H.Stern, em Ipanema. Pode ser que um novo caminho para o mercado de luxo brasileiro esteja se abrindo, e a melhor opção para enfrentar a concorrência seja unir-se aos grandes e experientes. Mas isso é papo para outra coluna…

Releia as entrevistas sobre o mercado de luxo no Brasil com:

Carlos Ferreirinha

Silvio Passarelli

Patricia Gaia

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LVMH Comemora Aumento de Lucros no 1º Semestre de 2010

julho 28, 2010 by Mirela Lacerda  
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Os bons tempos estão de volta? Ontem em Paris, Bernard Arnault, o presidente do conglomerado de luxo LVMH chamou a imprensa para anunciar o aumento de 52.8% nos lucros da empresa, nos primeiros seis meses deste ano. As vendas cresceram 16.5%, um resultado bastante animador especialmente quando a economia mundial ainda mostra sinais de recuperação lenta. O grupo não é o único a comemorar. Nas últimas semanas, a Hermès celebrou um crescimento de 27% de vendas e a Burberry, de 30.6%, no início de 2010. O PPR, conglomerado rival do LVMH deve divulgar seus bons resultados até o fim da semana.

Arnault explicou que não são só os produtos de moda e beleza que apresentaram aumento de vendas. Na divisão de bebidas de luxo, por exemplo, um vinho chamado Cheval Blanc, que custa 600 euros, foi esgotado em 10 minutos! Ele também ressaltou que em certos locais há mais demanda do que mercadorias à venda, o que representa um desafio invejável para qualquer empresa. Mesmo com os resultados otimistas, o empresário se mostrou cauteloso em relação ao futuro, consciente de que o período áureo do luxo vai demorar a voltar com força total.

Entre as regiões de maior crescimento, a Ásia lidera, com 21% no aumento de vendas, seguida por 18% nos EUA e 11% na Europa. Apenas o Japão teve quedas, diminuindo 6%. Fato curioso: tanto se fala no potencial da América Latina, principalmente do Brasil, mas os resultados daqui nunca são divulgados. Será que os números são tão tímidos que não vale a pena falar? Então, que potencial é esse?

Berlin Fashion Week e a Expansão da Moda Alemã – por Mirela Lacerda

julho 21, 2010 by Mirela Lacerda  
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Quando se fala em moda alemã, a gente logo pensa no kaiser Karl Lagerfeld, em Claudia Schiffer e Heidi Klum. Porém no quesito grifes de moda, é difícil ir além de Jil Sander, Hugo Boss e Escada. A verdade é que um dos países mais poderosos do mundo não tem tradição em exportar moda e manteve-se por muito tempo abastecendo apenas o mercado interno e alguns outros europeus.

Por outro lado, o potencial criativo e de produção do “made in Germany” é grande e a Berlin Fashion Week tem sido a melhor vitrine disso, sem contar a tradicional feira Bread & Butter, especializada em jeans e streetwear, uma referência mundial.

Entre os dias 07 e 11 de julho, a semana de moda berlinense agitou a capital, abrindo a temporada de lançamentos para a primavera/verão 2011 feminina. Entre os desfiles de marcas consagradas como Boss Black (uma das linhas da Hugo Boss), Laurèl e Rena Lange, somados aos talentos em ascensão como Dawid Tomaszewski, Perret Schaad, finalista do concurso “How to Start your own Fashion Business”, e Starstyling, a cara do streetwear alemão, o evento mostra o poder de atração mundial. Como a organização é feita pela mesma equipe da New York Fashion Week, com patrocínio da Mercedes-Benz (o nome oficial é Mercedes-Benz Berlin Fashion Week), não é difícil montar um desfile especial da Calvin Klein e atrair celebridades como Jessica Alba e Ewan McGregor, na primeira fila da Boss Black.

Em termos de tendências, a semana alemã reforçou o desejo por feminilidade e leveza que já vem aparecendo nas últimas temporadas. Looks fluidos, de tecidos transparentes, tons pastel e nudes foram onipresentes em praticamente todas as coleções. Não há nada super conceitual pois o objetivo maior é mostrar o caráter comercial e expandir a presença das marcas para além das fronteiras do país.

Quem quiser pesquisar moda na Europa fora do eixo Londres-Paris, encontra em Berlim uma ótima opção. A Bread & Butter acontece simultaneamente à BFW e algumas lojas e marcas merecem a sua visita. Anote: Wunderkind, Mechail MichalskyTalkingMeansTrouble, cneeon e Kaviar Gouche.

Agradecimentos ao Centro de Turismo Alemão, que colaborou com algumas informações para esta matéria: www.visitealemanha.com

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London Fashion Week Divulga o Calendário da Primavera/Verão 2011

julho 15, 2010 by Mirela Lacerda  
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Ainda faltam quase dois meses, mas a London Fashion Week já divulgou a agenda para a primavera/verão 2011. A semana londrina acontece entre 17 e 22 de setembro, conta com os tradicionais nomes (Paul Smith, Nicole Fahri, Jasper Conran) misturados aos emergentes (Christopher Kate, Peter Pilotto, Mary Katrantzou, Marios Schwab) e desfiles disputados pelas celebridades (Burberry, Issa, Twenty8Twelve). Uma das grandes novidades é a volta de Giles Deacon, que depois de anos em Paris volta para Londres com a sua Giles. Na cidade-luz, acontece sua aguardada estréia como diretor criativo da Ungaro. Para conferir o line-up completo, clique aqui.

Novas Direções para a Alta-Costura – por Mirela Lacerda

julho 15, 2010 by Mirela Lacerda  
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Na semana passada, a temporada de alta-costura de Paris teve um clima diferente. Além do otimismo pela volta do crescimento do setor, com a volta de antigas clientes dos EUA e da Rússia que foram obrigadas a suspender encomendas no ano passado e a chegada de novas, vindas dos mercados emergentes (China) está promovendo uma reavaliação sobre o que a alta-costura representa.

Alexandre Vauthier

Alexis Mabille

Bouchra Jarrar

Chanel

O pensamento lugar-comum nos leva a imaginar vestidos belíssimos e ultra-glamurosos, com tecidos nobres, bordados delicados feitos à mão e mulheres usando as produções em eventos chiquérrimos e milionários. Mas se analisarmos as coleções para o outono 2010, é impossível não notar os looks menos “sonho” e mais vida real. Traduzindo: os estilistas começam a perceber que as mulheres buscam roupas exclusivas e duráveis sim, porém não necessariamente feitas apenas para festas, mas para eventos diurnos.

Dior

Elie Saab

Giorgio Armani Privé

Givenchy

As apresentações mais intimistas  (com exceção da Chanel que manteve o espetáculo no Grand Palais, Dior reduziu o tamanho do desfile feito no Museu Rodin e a Givenchy optou por mostrar os modelos em showroom) são outro sinal desta aproximação entre estilistas e clientes. O serviço anda tão personalizado que as provas de roupa podem ser feitas onde a cliente está – em seu hotel em Paris ou num iate no meio do Mediterrâneo. O sucesso também pode ser medido pelos novos nomes que estão surgindo direto na couture, como a ex-Balenciaga e Lacroix Bouchra Jarrar, um perfeito exemplo da direção menos afetada do segmento.

Gustavo Lins

Jean Paul Gaultier

Maison Martin Margiela

Maison Rabih Kayrouz

Tanta exclusividade atesta uma tendência: a revalorização da roupa sob medida dentro de um contexto de desaceleração de consumo. O excesso de ofertas da moda mostra sinais de cansaço e quem quer qualidade, atendimento personalizado e a garantia de usar uma peça única encontra na alta-costura tudo o que precisa. Como bem resumiu o kaiser Karl Lagerfeld: “a couture moderna deve ter uma sensação de mobilidade e o ápice do refinamento.”

Stephane Rolland

Valentino

Zuhair Murad

Além disso, para os estilistas, a alta-costura será sempre um grande laboratório criativo para idéias que podem ser depuradas no prêt-à-porter. Sendo assim, fiquem de olho nas cores vibrantes e nos tons neutros claros, substituindo o preto, nas linhas aerodinâmicas e limpas, no uso das rendas, tecidos leves e transparentes, e no comprimento alongado, abaixo do joelho até a altura do tornozelo.

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Tendência: Couro em Alta no Verão

julho 15, 2010 by Marianna Eichenberg  
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Zara

Pode até parecer estranho à primeira vista, mas as peças de couro prometem ser o must-have da próxima temporada. Sintética ou não, a pele, ao contrário do que se imagina, tem a função de bloquear o vento e não aquecer, o que possibilita seu uso no verão.

Celine

Lançada durante a semana de moda de Paris pela grife Celine, a tendência que já caiu no gosto das europeias, promete trazer o material em vestidos, saias e shorts com modelagem de alfaiataria. Na cartela de cores, os tons terrosos terão predominância e o look poderá ser composto com peças claras e básicas.

Iódice & Alexander Wang

Além da marca francesa, a tendência pode ser vista também na coleções de Alexander Wang, Chloé e da brasileira Iódice. As principais lojas de fast fashion, Zara e Topshop, também investiram nas peças.

Jason Wu Amplia sua Linha de Acessórios

julho 13, 2010 by Helena Kwamme  
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Jason Wu está expandindo sua coleção de acessórios. Após lançar sua linha de óculos em março deste ano, o estilista está criando uma coleção de produtos feitos em couro. “Minha linha de óculos é somente o início da minha série de acessórios, fique atento este ano, porque há mais por vir”, diz o designer, e completa afirmando que agora que já tem uma posição estabilizada no mercado da moda, seguir o caminho dos acessórios é o que parece ser mais natural ao ampliar seus negócios.

O estilista, que foi projetado mundialmente ao ter sua peças vestidas por Michelle Obama (primeira-dama norte-americana), esteve em Paris apresentando sua coleção Resort na semana passada e, de lá, seguiu para Florença a fim de fazer pesquisas para novas coleções. Jason diz ter ótimas inspirações nas arquiteturas das cidades para onde ele viaja.

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