Vogue Francesa Comemora 90 Anos

agosto 31, 2010 by Mirela Lacerda  
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A americana fez 100 em 1992, a inglesa fez 90 em 2006, agora é a vez da Vogue francesa celebrar 90 anos em grande estilo! A edição de outubro será item de colecionador com 622 páginas e vários especiais. Lara Stone será a capa e a revista vai reeditar alguns ensaios históricos, além de contar com anúncios especiais feitos exclusivamente para a data.

A Vogue francesa sempre foi a mais ousada da família, por isso Carine Roitfeld caprichou na seleção de imagens históricas, muitas bem polêmicas e chamou um super time de fotógrafos para os editoriais comemorativos: Mario Sorrenti, David Sims, Terry Richardson, Steven Klein, Mert & Marcus, Inez van Lamsweerde e Vinoodh Matadin, além de Hedi Slimane, que clicou a filha de 11 anos de Inès de la Fressange! Um dos melhores ensaios, porém, deve ser a reedição do da atriz Romy Schneider, que posou para ninguém menos que Helmut Newton, em 1962! A edição também vai ganhar um novo layout, “mais claro e fácil de ler”, segundo Carine. Nas bancas europeias a partir de 20 de setembro. Marque na agenda!

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Tendência: Little White Dress

agosto 31, 2010 by Mirela Lacerda  
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Twiggy e seu tubinho nos anos 60

Christy Turlington, Naomi Campbell e Kate Moss com seu vestido branco, nos anos 90

Anna Dello Russo, editora da Vogue japonesa

Looks da primavera/verão 10 de Narciso Rodriguez e Hussein Chalayan

Blake Lively, de Dior, e Cameron Diaz, de Bottega Veneta

Todo mundo conhece o “little black dress”, ou em bom português, o tubinho preto. A peça é o curinga do guarda-roupa de toda mulher desde que Chanel o inventou lá no início do século XX. Para este verão, no entanto, o preto será substituído pelo branco, ou seja, é a hora do “little white dress”. Já que o branco é uma das cores-chave do próximo verão e é perfeita para os meses de calor, o sucesso nas vendas é garantido! Confira a “trilha da tendência”:

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A Moda na Época de Sua Reprodutibilidade Técnica – por Mirela Lacerda

julho 26, 2010 by Mirela Lacerda  
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Na faculdade de Comunicação, um dos primeiros filósofos que estudamos é Walter Benjamin. O alemão, famoso por integrar a Escola de Frankfurt, ficou conhecido por vários ensaios, entre eles “A Obra de Arte na Época de sua Reprodutibilidade Técnica”. O ponto central desta teoria refere-se à destruição da “aura” que envolve as obras de arte a partir do momento em que elas são reproduzidas para uma sociedade de consumo de massa. Quando escreveu, ele refletiu sobre o impacto do cinema na perda desta aura, mas obviamente nem imaginava o que estava por vir com a TV e a internet.

Outro dia, revendo o documentário do “Valentino – O último imperador”, lembrei de Walter Benjamin e de sua teoria. O título do filme não poderia ser melhor. Valentino é mesmo “o último dos grandes”. Ele representava uma era da moda em que a relação estilista-roupa era completamente diferente. Como Yves Saint Laurent, Christian Dior, Balenciaga e tantos outros ícones, ele criava com o objetivo de deixar a mulher mais bonita. Da pesquisa ao produto final – tanto na alta-costura como no prêt-à-porter -, seu processo era puro, sofisticado e detalhista, e funcionava em um ritmo que não cabe mais nesta era de conglomerados e fast fashion.

A última coleção de prêt-à-porter do estilista, para a primavera 2008

Além disso, Valentino era o epítome de tudo que vendia: tinha uma vida absolutamente glamurosa, casas espalhadas pelo mundo, era cercado de pessoas lindas, ricas e cultas. Depois de se aposentar, no inicio de 2008, a grife passou por momentos confusos. Primeiro, Alessandra Facchinetti foi nomeada como sua substituta e ficou no posto por apenas duas temporadas. Seus ex-assistentes, Pier Paolo Piccioli e Maria Grazia Chiuri (decorar esses nomes já é um problema), foram então promovidos ao cargo. Só que por mais que eles tenham convivido e aprendido com o estilista, eles nunca serão como ele! E aí entra a questão da perda da “aura”. A aura de Valentino estava em tudo que ele criava e representava. Não há como substituí-la sem parecer forçado ou até mesmo “fake”.  A identidade da grife se foi junto com seu fundador, o que resta é uma logo que pode ser reconstruída, com outra imagem, e geralmente isso leva tempo…

A última coleção de Alessandra para Valentino, para a primavera 2009

Walter Benjamin não era pessimista em relação à perda da aura. Ele via um novo caminho se abrindo e um novo relacionamento da arte com as massas. Concordo com ele e afirmo que nem toda mudança é negativa. Tom Ford, por exemplo, imprimiu uma nova aura à Gucci – tão poderosa, aliás, que sua saída significou grandes perdas na identidade da marca até Frida Giannini construir uma nova.

A primeira coleção de Pier Paolo e Maria Grazia, para o outono 2009

Marc Jacobs transformou a aura da Louis Vuitton, Alber Elbaz a da Lanvin, e até mesmo Stefano Pilati, que substituiu Tom Ford e começou a criar para a Yves Saint Laurent enquanto o próprio estava vivo, conseguiu fazer um bom trabalho. Agora, quem consegue visualizar a Chanel sem a aura de Karl Lagerfeld? Como ele mesmo diz a Valentino em uma cena do documentário, comparado aos dois, o resto dos designers não faz mais do que trapos…

A coleção mais recente da dupla, de alta-costura para o outono 2010: a mudança no público-alvo é visível

A questão nesta era de conglomerados de moda e inevitáveis substituições de estilistas é bem complexa. Não é apenas talento nem estratégias de marketing que vão levar as grifes a venderem mais ou menos. É a aura de seu criador que por vezes é tão forte que se torna insubstituível. E neste caso, a relação entre a obra (roupa) e as massas (clientes) corre o risco de ficar eternamente comprometida.

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Charles Worth e Jeanne Paquin Têm Grifes Relançadas

julho 23, 2010 by Mirela Lacerda  
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A moda vive um momento curioso. Apesar de cultuar o novo, nesses tempos de crise uma das maiores estratégias é relançar peças do passado para mostrar a tradição e o valor da marca. A palavra do momento é “heritage” e serve para vender roupas, acessórios e até perfumes.

Diante deste cenário, nada mais oportuno do que relançar duas grifes-ícones da moda, que a gente estuda nas aulas de história e se pergunta por que elas não existem mais. A primeira, e maior delas, é a Worth, fundada pelo inglês Charles Worth ainda no século XIX. Ele ficou conhecido como o pai da alta-costura e a maison ainda funcionou durante algumas décadas do último século, chefiada por seus filhos. O retorno, pelas mãos de Giovanni Bedin, ainda é discreto e na última temporada da couture, a grife fez uma apresentação em showroom, sem modelos. As criações, no entanto, não poderiam ser mais sofisticadas: casacos e vestidos tipo bailarina, ricamente bordados. Outro clássico da grife, o perfume Je Reviens de 1932, será relançado para a exposição “Perfume Diaries”, que acontece em agosto na Harrods londrina.

Diferentemente da Worth, que renasceu há algum tempo, a Paquin continua adormecida. A grife criada por Jeanne Paquin – uma das primeiras mulheres costureiras a se destacar – voltará à ativa graças ao designer e perfumista Libertin Louison. Primeiro, as fragrâncias Ever After e 9×9, ambas de 1939, ganharão novas versões. Depois, mini coleções, em edições limitadas vão chegar ao mercado com um conceito de alta-costura acessível. Este croqui aí da foto é um preview da nova etapa da grife. Realmente na moda, o antigo nunca foi tão novo.

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Tendência: anos 90

junho 25, 2010 by Mirela Lacerda  
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Uma teoria sobre a moda diz que ela volta com força total depois de 20 anos. Então, se na década de 90 tivemos um forte revival da de 70, nos anos 2000 revivemos os 80 e agora estamos mergulhando novamente nos 90!

Minimalismo de Donna Karan e Helmut Lang nos 90

E as versões atuais, revistas por Céline e Stella McCartney

O minimalismo, estilo predominante do período, já esteve em várias passarelas nas últimas temporadas. As roupas limpas de detalhes, com foco no corte e em cores neutras traduziam bem a máxima “menos é mais”. Vale lembrar que ele surgiu não só como contraponto aos excessos dos anos 80 mas também como reação a uma época de pós-recessão do início da década, quando o look grunge veio à tona.

Kurt Cobain e o uniforme grunge

Uma das várias releituras que Marc Jacobs fez do grunge ao longo de sua carreira

Por falar em grunge, quem não se lembra da indumentária das bandas de rock de Seattle, principalmente o Nirvana? As camisas xadrez de flanela, t-shirts desbotadas, jeans detonados viraram ícones não só de fãs, mas da chamada geração X, perdida e decepcionada com o sistema, e viraram fonte de inspiração para um certo Marc Jacobs criar uma coleção para a Perry Ellis.

Clubbers

Outro estilo influente veio das raves. Geralmente chamado de clubber, o jeito de se vestir dos amantes da música eletrônica incluía uma mistura de preto com cores vibrantes, tecidos sintéticos, camisetas baby look, calças Adidas com listras laterais, sapatos plataforma de borracha ou tênis coloridos, muitos piercings e tatuagens.

O look que consagrou a Prada como uma das marcas mais influentes do planeta era uma releitura dos 60’s

A década também foi marcada pelas viagens no tempo, além dos anos 70. Revivals também das décadas de 50 e 60 foram intensas. Usamos vestido tubinho, sapatos boneca, calça boca de sino de cintura baixa e camisas de cetim com lapelas largas. Isso significa que nas próximas temporadas vamos fazer releituras das releituras. Confuso, não?

Beverly Hills, 90210: o original

Além da moda, quem não se lembra de seriados como “Barrados no Baile” e “Melrose Place”, das Spice Girls, Britney Spears ainda menina, boys bands (do New Kids on the Block a Backstreet Boys) e dos ícones de estilo da época, como Winona Ryder e Gwyneth Paltrow?

Winona Ryder, o rosto da década e Gwyneth Paltrow com o infame vestido Ralph Lauren na noite que ganhou o Oscar, em 99

Se você já está morrendo de saudade, duas dicas: a primeira é o “Almanaque dos anos 90”, livro que revisa uma década plugada (mesmo com a internet discada ainda!). A segunda, para quem mora no Rio, é a festa “Barrados no Baile”, que acontece mensalmente. Acesse o site, confira o calendário e entre no túnel do tempo!

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Saiba Tudo sobre a Festa e a Nova Exposição do Metropolitan Museum

maio 3, 2010 by Mirela Lacerda  
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É hoje a noite fashion mais importante do ano! A abertura da nova exposição do Costume Institute do Metropolitan Museum, “American Woman: Fashioning a National Beauty” é sempre precedida pela festa que reúne os maiores nomes da moda mundial. Desta vez, junto com Anna Wintour, os anfitriões do evento são Oprah Winfrey e Patrick Robinson, vice-diretor de design global da Gap, empresa que patrocina a exposição.

Patrick assina os looks de alguns convidados, em parceria com talentos emergentes. M.I.A e Zoë Kravitz devem usar Alexander Wang, enquanto Kirsten Dunst e Jamie Bochert vão vestir Rodarte, Kerry Washington e Riley Keough irão de Thakoon e, Jessica Alba e Vera Farmiga, de Sophie Theallet. Todas com a assinatura da Gap nos vestidos. Os looks vão ser leiloados entre 04 e 31 de maio pelo site www.gap.com/gownauction e estarão expostos na loja da 5ª Avenida. Quem passar por lá também vai conferir camisetas inspiradas no tema da exposição.

Entre os estilistas e celebridades que também confirmaram presença estão Ralph Lauren e a esposa Ricky, vestindo Taylor Swift, Jessica Biel e Justin Timberlake, Kenneth Cole com Emmy Rossum, Stanley Tucci e Matthew Morrison, do seriado “Glee”,  e Michael Kors, que deve vestir Brooke Shields, Diane Lane, Carolyn Murphy, Natasha Poly e Chanel Iman.

A mostra é dividida em seis temas, envolvendo os anos de 1890 até 1940 (fotos): “The Heiress” (a herdeira), “The Gibson Girl” (personagem de Charles Dana Gibson que retratava a mulher da Belle Époque), “The Bohemian” (a boêmia), “Suffragists & Patriots” (mulheres que lutaram pelo direito de voto), “The Flapper” (a melindrosa) e “Screen Siren” (as divas do cinema). São mais de 80 looks doados pelo Brooklyn Museum Costume Collection, com criações de Charles Worth, Chanel, Callot Soeurs, Charles James, Jeanne Lanvin, Jessie Franklin Turner e Madeleine Vionnet.


Talvez o melhor aspecto da exibição seja levantar a discussão sobre quem é o ícone da mulher americana: Jackie Kennedy? Jennifer Aniston? Sarah Jessica Parker? O importante mesmo é acompanhar a evolução de diversos estilos que levaram a referências tão diversas, mas que ajudaram a formar a identidade da moda “made in USA”.

Amanhã a gente mostra as fotos e comenta os melhores looks da festa!

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Exposição em Londres Recria a Indumentária da Realeza

abril 23, 2010 by Mirela Lacerda  
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Imagine entrar no Palácio de Kensignton e dar de cara com a rainha Vitória no dia em que soube que ia ser coroada? A exposição “Enchanted Palace”, que acontece no castelo inglês até 2012 une história e moda através da exposição de peças de grifes como Vivienne Westwood, Boudicca, Bruce Oldfield, Norman Hartnell e William Tempest. As vidas das princesas Mary, Anne, Vitoria, Charlotte, Caroline, Margaret e Diana são retratadas nos cômodos com atores encenando trechos das histórias. Quem não queria viver e se vestir como uma princesa, ainda que fosse por um dia? Para saber mais sobre a exposição e horários de visita, clique aqui.

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E-Commerce da Oxfam com Peças Vintage

abril 13, 2010 by Mirela Lacerda  
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A Oxfam é uma espécie de brechó solidário por trás de uma grande organização que apóia causas ecológicas e ajuda a erradicar a pobreza em várias partes do mundo. Quem compra peças doadas ou da linha ética em uma de suas lojas está contribuindo para vários projetos importantes. No site da empresa, uma razão a mais para contribuir: peças vintage das décadas de 50 a 80, separadas por períodos e com mini história da moda! Os preços são bem camaradas, mesmo convertendo os valores de libras para reais. www.oxfam.org.uk/vintage.

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Retrospectiva dos anos 70 e 80 em Paris

abril 6, 2010 by Mirela Lacerda  
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As décadas mais influentes da moda dos últimos anos estão de volta, só que desta vez no museu. O Les Arts Décoratifs de Paris inaugurou a exposição “An Ideal History of Contemporary Fashion, Volume I”, uma retrospectiva dos anos 70 e 80 através de peças dos criadores mais influentes do período.  Estão lá as estampas coração de Yves Saint Laurent, de 71, os macacões-tatuagem de Issey Miyake (76), um vestido de Karl Lagerfeld para Chloé, peças de Kenzo e Claude Montana. No andar superior, está a coletânea dos 80, com vestidos de Thierry Mugler (84), os primeiros tailleurs de Lagerfeld para Chanel, corselets de Jean Paul Gaultier e peças de organza by Comme des Garçons.

A mostra acontece até 10 de outubro e, a partir de 25 de novembro, entra a segunda parte, com coleções dos anos 90 até agora. A curadoria de ambos é de Olivier Saillard, que também organizou os livros das exposições. É uma ótima chance para ver ao vivo de onde vêm as inspirações da moda atual.

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Guillaume Henry: Guarde Este Nome

abril 5, 2010 by Mirela Lacerda  
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Você já pode até ter ouvido falar na Carven, uma maison de alta-costura francesa,  fundada por Carmen de Tommaso em 1945, mais conhecida pelos perfumes. Porém, com o novo estilista da grife, em breve você vai ouvir muito mais! Guillaume Henry está por trás da revitalização da marca, agora com foco no prêt-à-porter, e já conquistou uma admiradora de peso: Natalie Massenet (na foto com ele), fundadora do net-a-porter (que na semana passada foi todo vendido para o conglomerado Richemont). Suas criações já estão à venda no site e trazem um mix de roupas e acessórios pro dia e pra noite, de camisas brancas a vestidos coquetel. Henry já passou pela Givenchy e pela Paule Ka e tem tudo para ser a pessoa certa, na hora certa! É para ficar de olho…

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