Hermès Comemora Mais Crescimento de Vendas
setembro 1, 2010 by Mirela Lacerda
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Bolsas Birkin e Kelly
A Hermès definitivamente não tem problemas com a crise econômica mundial. A grife francesa, que é sinônimo absoluto de luxo, divulgou que os lucros do primeiro semestre aumentaram 55.2%! A estimativa é que a taxa de crescimento para 2010 seja entre 10 e 12%, um recorde nesses tempos de consumo contido.
A Toobox, a nova aposta
A Ásia, obviamente, representa a maior porcentagem de crescimento, mas a Europa e os EUA, com 17% e 26% a mais, respectivamente, mostram bons sinais de recuperação. As próximas ações da grife são a inauguração da etiqueta Shang Xia, em Xangai e a abertura ou renovação de 20 lojas em 2011, incluindo a flagship da Rue de Sevres, em Paris.
Com a identidade fortemente marcada pela tradição e pela atemporalidade de seus produtos (lenços, selaria e as icônicas Birkin e Kelly bags), a Hermès é um exemplo do luxo bem-sucedido na era pós-crise.
O Resort e o Futuro do Calendário da Moda – por Mirela Lacerda
setembro 1, 2010 by Mirela Lacerda
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Pergunte a uma grande editora ou comprador internacional sobre as coleções resort e você só vai ouvir elogios. Da parte da mídia, nada da maratona de desfiles, confusões para entrar nas salas e nem celebridades atrapalhando os shows. Já os varejistas reverenciam a coleção que fica o maior período nas prateleiras e é extremamente comercial, por isso muito mais fácil de vender.
Alexander McQueen e Balenciaga
Bottega Veneta e Céline
Christopher Kane e Dolce & Gabbana
Do ponto de vista do consumidor, é a chance de adquirir uma peça de grife sem estampas ou formas tão marcantes, fotografadas em vários editoriais e vestidas por celebridades, ou seja, é a oportunidade de usar grife sem ostentar, exatamente como os novos tempos pedem. Com tantas vantagens, será que o resort se tornará a terceira grande temporada de moda, depois do outono/inverno e da primavera/verão?
Donna Karan e Giorgio Armani
Gucci e Jason Wu
Lanvin e Louis Vuitton
Dificilmente. Primeiro porque este não é o desejo dos principais nomes da indústria da moda e segundo porque ainda existem alguns contratempos em relação ao calendário de lançamento (geralmente em junho para chegar às lojas entre outubro e novembro) e a real necessidade de organizar desfiles. A maioria dos profissionais concorda que só os espetáculos que Chanel e Dior criam já estão de bom tamanho, sem contar que várias marcas não tem como bancar um terceiro desfile anual.
Marc Jacobs e Matthew Williamson
Michael Kors e Nina Ricci
Oscar de la Renta e Prada
A grande vantagem do resort tem a ver com o calendário da moda, como já falei aqui. A estação que antes era feita apenas por marcas americanas e grandes grifes européias contendo biquínis e saídas de praia para as clientes que fugiam do frio usarem nas férias de fim de ano pelos trópicos, cresceu, apareceu e tornou-se a melhor maneira do varejo de luxo oferecer novidades constantes. Ah! O resort também funciona como ensaio de idéias para a primavera/verão de várias marcas. Preste atenção nos temas, formas e cores porque em algumas semanas eles podem ser tendências da próxima temporada de desfiles.
Roberto Cavalli e Roksanda Ilincic
Salvatore Ferragamo e Stella McCartney
Versace e Yves Saint Laurent
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A Era do Consumo Seletivo – por Mirela Lacerda
agosto 17, 2010 by Mirela Lacerda
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Sabe aquela imagem de mulheres saindo de um shopping carregadas de sacolas? Ela não existe mais. Bem-vindos a era do consumo seletivo, em que o consumidor avalia cuidadosamente cada compra, pesquisa na internet, checa as redes sociais e conversa com os amigos antes de gastar seu rico dinheirinho.
A crise econômica de 2008 forçou não apenas uma mudança nos hábitos de consumo, mas também uma mudança de mentalidade que, ao que tudo indica, veio para ficar. Nos EUA e na Europa, onde os problemas ainda são muito graves, as pessoas andam constantemente com medo de ficar sem trabalho, as linhas de crédito não são mais tão generosas e as taxas de desemprego assustam. Tudo isso fez muita gente repensar se é mesmo necessário consumir tanto para ser feliz. Várias pessoas resolveram se livrar dos excessos e viver apenas com o indispensável (blogs e “projetos” sobre este estilo de vida “enxuto” pipocam pela internet), ou seja, nada de compras compulsivas e supérfluas.
Livro originado de um dos blogs sobre vida mais simples
Quem ainda gosta e quer consumir, pondera bastante o valor de um produto, além de comparar os similares e pesquisar bastante online a opinião de outros clientes. O grande desafio para as marcas é conquistar este consumidor se mantendo presente na internet, no Facebook, no Twitter, inovando seu e-commerce e m-commerce, em outras palavras, criando motivos subjetivos para o consumo, agora mais do que nunca.
O sucesso de sites como o Net-a-porter aponta o crescimento do e-commerce
Na moda, identificamos dois pólos: em um, as redes de fast fashion que tornam-se excelentes opções para quem não quer gastar muito e ainda quer consumir novidades. H&M, Topshop, Zara e outras não registraram grandes prejuízos nos últimos dois anos e continuam a expandir seus impérios. Do lado oposto estão as grandes grifes de luxo, que perderam uma boa fatia do mercado, já que os consumidores ocasionais (aqueles que aspiram ser clientes mas só podem adquirir um produto de vez em quando) se foram. A parcela mais rica da população continua comprando, porém não quer ostentar logos e nem as peças facilmente identificadas. Por essa razão, as marcas insistem no marketing do heritage, com o objetivo de vender ítens com valor histórico agregado e atemporais, assim a relação custo-benefício se torna mais vantajosa.
As bolsas da nova coleção da Louis Vuitton são modelos clássicos, sem o excesso de logos e cores
E no Brasil? Ainda estamos do outro lado da curva, pois não entramos em crise e nosso poder de compra nunca foi tão alto. As classes mais populares estão consumindo como nunca e os mais abastados fazem a festa das grifes de luxo aqui e lá fora. Porém, é preciso estar atento às mudanças. Mesmo com toda a euforia, o consumidor tem nas mãos ferramentas poderosas de comparação de preços e produtos. Quem não se preparar para vender a um cliente tecno-informado corre o risco de ver seu negócio declinar mais rápido que as ações das bolsas americanas em 2008. Você está preparado?
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Granado Investe no Marketing de Produtos Vintage
agosto 12, 2010 by Mirela Lacerda
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Hoje à tarde participei de um evento do blog Stash (o meu blog de beleza favorito!) junto com a Granado, na sede da empresa, no Centro do Rio. Adorei conhecer os novos perfumes da Linha Phebo, uma das mais tradicionais da marca, e também as reedições de produtos lançados há mais de um século! É uma delicia conferir o Sabonete Super Fino ou o Sabonete Um Sonho, tanto na versão barra original como em forma de bola ou liquido. Todos são ótimos exemplos de estratégias de marketing que valorizam o passado e a identidade da empresa e que estão funcionando super bem! No site da Granado dá pra conferir as linhas completas e ainda comprar online.
Prepare-se para o Crescimento do M-Commerce
agosto 7, 2010 by Mirela Lacerda
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Muito se fala sobre o futuro das compras com a expansão do e-commerce e, mais recentemente, do m-commerce. Aqui no Brasil este último ainda funciona timidamente e ainda deve demorar um pouco para conquistar os consumidores (na verdade, acredito que basta os empresários adotarem as estratégias que logo os clientes vão aderir). Nos EUA, o volume de compras feitas pelo celular tem crescido bastante e novos negócios na área aparecem a cada dia.
Um dos mais interessantes e recentes é o Subports, uma plataforma móvel para moda, arte e design em que a compra é feita via mensagens de texto. Funciona assim: o cliente faz seu cadastro e registra o número do cartão de crédito, depois vê os produtos em sites (como o Daily Candy), blogs e até revistas. Aí envia um SMS com um código e espera alguns minutos para receber a confirmação e efetivar a compra.
Porém um dos m-commerce mais aguardados era o da Sephora. As consumidoras americanas agora podem comprar cosméticos com apenas alguns toques no celular. A ferramenta (disponível para download em m.sephora.com e com app para iPhone a partir de outubro) permite visualizar suas preferências de produtos, localizar via GPS a Sephora mais próxima, checar novidades e sugestões de produtos. A empresa usou o Facebook para pesquisar opiniões e dicas das clientes sobre o que elas gostariam de ver no aplicativo, provando que as redes sociais podem ampliar bastante qualquer negócio.
O Futuro do Mercado de Luxo no Brasil – por Mirela Lacerda
julho 30, 2010 by Mirela Lacerda
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Nos anos 90, a Daslu chamou a atenção do mundo como o primeiro grande centro de luxo brasileiro. Quando o país ainda nem sonhava em ocupar a posição de economia emergente e integrar o time de BRICs (Brasil, Russia, India e China), o consumo de produtos de luxo era algo além da nossa realidade, feita apenas pelos muito ricos, geralmente em viagens para o exterior. Hoje a situação mudou bastante e a maioria das marcas antes só vendidas na Daslu possui mais de um espaço próprio: a Louis Vuitton tem seis lojas e a Salvatore Ferragamo, oito unidades. Hermès, Gucci, Carolina Herrera, Diane von Furstenberg, Missoni, Chanel e Christian Louboutin abriram em shoppings de luxo em São Paulo e no Rio de Janeiro. A Burberry inaugurou sua primeira loja independente em Brasília, há pouco tempo, e a Emporio Armani prepara sua chegada à capital.
Loja da Giorgio Armani no Shopping Cidade Jardim
O consumo de produtos de luxo no país cresceu mais de 35% nos últimos dez anos, o que significa vendas de 2.5 milhões de dólares a cada ano. O Brasil é a maior economia da América Latina, responsável por 70% do segmento de luxo, e a 10ª maior do mundo. No ano passado, mesmo com a crise financeira mundial, o setor cresceu 8% e a previsão é que até o fim de 2010 os consumidores de luxo comprem 50% a mais. Recentemente, a Veja fez uma reportagem de capa afirmando que a cada dez minutos um executivo se junta ao grupo de milionários.
Projeto do Village Mall, shopping de luxo que será inaugurado em 2012 na Barra da Tijuca
Os dados são muito promissores, mas será que a realidade é assim tão boa? Por mais que o consumidor brasileiro seja ávido por novidades, ele sabe que o valor das mercadorias aqui é, em média, três vezes mais caro devido aos altos impostos. Ou seja, às vezes sai mais barato pegar um avião e ir até Miami, Nova York ou Paris (os três top destinos do turista brasileiro) comprar um produto. Nossa única vantagem é o sistema de parcelamento no cartão de crédito, algo inédito no resto do planeta.

Fachada do Shopping paulistano Cidade Jardim
Outra questão é a centralização de São Paulo. Apesar de outras regiões, como Brasília, o próprio interior de SP, o Norte e Nordeste demonstrarem potencial de consumo, os números são pequenos. O Rio, o segundo mercado nacional, tem apenas 15% do segmento de luxo. A médio e longo prazo, será que vale a pena investir em um país tão extenso mas com poucas possibilidades de abertura de filiais?
Corner da H.Stern na Printemps, em Paris. A joalheria brasileira está presente em várias cidades do mundo
Finalmente, como as grifes nacionais podem competir neste mercado? Se as taxas de importação diminuírem, não vai ser difícil encontrar sapatos, bolsas e roupas de marcas estrangeiras custando menos que muitas brasileiras. O processo de internacionalização de nossas empresas é lento e a competição, enorme. Sem contar que a matéria-prima é cara e o setor de moda no Brasil é conhecido pela falta de profissionais qualificados.
Carlos Miele também representa muito bem o Brasil, com lojas em Nova York, Miami e Paris
Por outro lado, marcas de luxo “made in Brazil”, como Osklen, Carlos Miele e H.Stern já mostraram que têm uma identidade bem formada e um apelo de consumo baseado em lifestyle. E aí entram os famosos conglomerados internacionais. A compra da Sack’s pelo LVMH (que com isso traz a Sephora para o Brasil) foi o primeiro sinal de novas possibilidades. Há algumas semanas os executivos do concorrente PPR, chefiados por François-Henri Pinault, estiveram por aqui e conversaram com Oskar Metsavath, da Osklen, e conheceram o QG da H.Stern, em Ipanema. Pode ser que um novo caminho para o mercado de luxo brasileiro esteja se abrindo, e a melhor opção para enfrentar a concorrência seja unir-se aos grandes e experientes. Mas isso é papo para outra coluna…
Releia as entrevistas sobre o mercado de luxo no Brasil com:
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A Moda na Época de Sua Reprodutibilidade Técnica – por Mirela Lacerda
julho 26, 2010 by Mirela Lacerda
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Na faculdade de Comunicação, um dos primeiros filósofos que estudamos é Walter Benjamin. O alemão, famoso por integrar a Escola de Frankfurt, ficou conhecido por vários ensaios, entre eles “A Obra de Arte na Época de sua Reprodutibilidade Técnica”. O ponto central desta teoria refere-se à destruição da “aura” que envolve as obras de arte a partir do momento em que elas são reproduzidas para uma sociedade de consumo de massa. Quando escreveu, ele refletiu sobre o impacto do cinema na perda desta aura, mas obviamente nem imaginava o que estava por vir com a TV e a internet.
Outro dia, revendo o documentário do “Valentino – O último imperador”, lembrei de Walter Benjamin e de sua teoria. O título do filme não poderia ser melhor. Valentino é mesmo “o último dos grandes”. Ele representava uma era da moda em que a relação estilista-roupa era completamente diferente. Como Yves Saint Laurent, Christian Dior, Balenciaga e tantos outros ícones, ele criava com o objetivo de deixar a mulher mais bonita. Da pesquisa ao produto final – tanto na alta-costura como no prêt-à-porter -, seu processo era puro, sofisticado e detalhista, e funcionava em um ritmo que não cabe mais nesta era de conglomerados e fast fashion.
A última coleção de prêt-à-porter do estilista, para a primavera 2008
Além disso, Valentino era o epítome de tudo que vendia: tinha uma vida absolutamente glamurosa, casas espalhadas pelo mundo, era cercado de pessoas lindas, ricas e cultas. Depois de se aposentar, no inicio de 2008, a grife passou por momentos confusos. Primeiro, Alessandra Facchinetti foi nomeada como sua substituta e ficou no posto por apenas duas temporadas. Seus ex-assistentes, Pier Paolo Piccioli e Maria Grazia Chiuri (decorar esses nomes já é um problema), foram então promovidos ao cargo. Só que por mais que eles tenham convivido e aprendido com o estilista, eles nunca serão como ele! E aí entra a questão da perda da “aura”. A aura de Valentino estava em tudo que ele criava e representava. Não há como substituí-la sem parecer forçado ou até mesmo “fake”. A identidade da grife se foi junto com seu fundador, o que resta é uma logo que pode ser reconstruída, com outra imagem, e geralmente isso leva tempo…
A última coleção de Alessandra para Valentino, para a primavera 2009
Walter Benjamin não era pessimista em relação à perda da aura. Ele via um novo caminho se abrindo e um novo relacionamento da arte com as massas. Concordo com ele e afirmo que nem toda mudança é negativa. Tom Ford, por exemplo, imprimiu uma nova aura à Gucci – tão poderosa, aliás, que sua saída significou grandes perdas na identidade da marca até Frida Giannini construir uma nova.
A primeira coleção de Pier Paolo e Maria Grazia, para o outono 2009
Marc Jacobs transformou a aura da Louis Vuitton, Alber Elbaz a da Lanvin, e até mesmo Stefano Pilati, que substituiu Tom Ford e começou a criar para a Yves Saint Laurent enquanto o próprio estava vivo, conseguiu fazer um bom trabalho. Agora, quem consegue visualizar a Chanel sem a aura de Karl Lagerfeld? Como ele mesmo diz a Valentino em uma cena do documentário, comparado aos dois, o resto dos designers não faz mais do que trapos…
A coleção mais recente da dupla, de alta-costura para o outono 2010: a mudança no público-alvo é visível
A questão nesta era de conglomerados de moda e inevitáveis substituições de estilistas é bem complexa. Não é apenas talento nem estratégias de marketing que vão levar as grifes a venderem mais ou menos. É a aura de seu criador que por vezes é tão forte que se torna insubstituível. E neste caso, a relação entre a obra (roupa) e as massas (clientes) corre o risco de ficar eternamente comprometida.
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Charles Worth e Jeanne Paquin Têm Grifes Relançadas
julho 23, 2010 by Mirela Lacerda
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A moda vive um momento curioso. Apesar de cultuar o novo, nesses tempos de crise uma das maiores estratégias é relançar peças do passado para mostrar a tradição e o valor da marca. A palavra do momento é “heritage” e serve para vender roupas, acessórios e até perfumes.
Diante deste cenário, nada mais oportuno do que relançar duas grifes-ícones da moda, que a gente estuda nas aulas de história e se pergunta por que elas não existem mais. A primeira, e maior delas, é a Worth, fundada pelo inglês Charles Worth ainda no século XIX. Ele ficou conhecido como o pai da alta-costura e a maison ainda funcionou durante algumas décadas do último século, chefiada por seus filhos. O retorno, pelas mãos de Giovanni Bedin, ainda é discreto e na última temporada da couture, a grife fez uma apresentação em showroom, sem modelos. As criações, no entanto, não poderiam ser mais sofisticadas: casacos e vestidos tipo bailarina, ricamente bordados. Outro clássico da grife, o perfume Je Reviens de 1932, será relançado para a exposição “Perfume Diaries”, que acontece em agosto na Harrods londrina.
Diferentemente da Worth, que renasceu há algum tempo, a Paquin continua adormecida. A grife criada por Jeanne Paquin – uma das primeiras mulheres costureiras a se destacar – voltará à ativa graças ao designer e perfumista Libertin Louison. Primeiro, as fragrâncias Ever After e 9×9, ambas de 1939, ganharão novas versões. Depois, mini coleções, em edições limitadas vão chegar ao mercado com um conceito de alta-costura acessível. Este croqui aí da foto é um preview da nova etapa da grife. Realmente na moda, o antigo nunca foi tão novo.
Marcas, Consumidores e Mídias Sociais – por Evelyn Bonorino
julho 23, 2010 by Evelyn Bonorino
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Atualmente todas as marcas buscam um envolvimento maior com os seus consumidores, pois entendem que esse relacionamento é fundamental para uma possível fidelização. Sendo assim, discutimos aqui sobre o tipo de comunicação que elas estão usando para atrair e efetivar esse relacionamento, através das mídias sociais (Twitter, Facebook, YouTube etc).
Muitas empresas estão construindo um diálogo através da aparência, quando na verdade deveriam parar de querer impressionar e tratar de aceitar que hoje o consumidor sabe ler nas entrelinhas. Muitos clientes não precisam, por exemplo, de mais do que 140 caracteres para perceber a falta de personalidade de uma marca.
Twitter da Stella McCartney
Analisando o mercado, a MODALOGIA vem propondo para os seus clientes uma nova narrativa para ser utilizada no sistema de comunicação entre empresa e consumidor.
Twitter da Louis Vuitton nos EUA
Twitter da Opção Jeans
Abolimos e abominamos atitudes do tipo “autopromoção”. Entendemos que as grifes admiradas possuem identidade definida e alto grau de autenticidade, isto é, possuem um ponto de vista claro sobre o universo que atuam. As marcas que adotarem essa postura não vão precisar se “gabar”, pois elam sempre têm algo a dizer.
Hoje podemos enviar uma mensagem pra milhões de consumidores com apenas um clique. Assumimos há muito tempo a nossa vontade de compartilhar e divulgar para uma audiência global o que estamos fazendo, vendo ou até vendendo. Entretanto, existe uma distância muito grande entre as mensagens emitidas na pessoa física e jurídica. Ao se comunicar com o seu cliente informe sobre o que é pertinente ao universo dele somado ao da marca. Tenha certeza que a linguagem atraia a sua atenção pois caso contrário, com o mesmo botão que você se ligou a ele, ele vai se desligar de você.
Site da Opção
Sugerimos a seguir como traçar o melhor caminho da comunicação de uma empresa com o consumidor através das mídias sociais:
- Apesar de ser uma marca pense como uma pessoa;
- Tenha sempre um ponto de vista;
- Reflita sobre quem você é sobre as mensagens que deseja passar;
- Avalie tudo que o seu público precisa para construir o universo dele;
- Use sempre uma narrativa direta;
- Para manter a sua plataforma de negócios confiável e de comunicação clara, seja acessível;
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Burberry Comemora Lucro Recorde
julho 8, 2010 by Mirela Lacerda
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A inglesa Burberry tem motivos de sobra para comemorar. Mesmo no difícil ano de crise, 2009 marcou um lucro recorde para a empresa: 1280 milhões de libras. Em 2008 o lucro foi de 1202 milhões, ou seja, o aumento foi de 7%. Segundo a CEO da grife Angela Ahrendts, uma série de fatores contribuíram para o sucesso: o retorno do desfile para a London Fashion Week (o show mais esperado da semana), e estratégias pioneiras nas redes sociais, com sites interativos que a aproximam do consumidor da geração Y (representado por Emma Watson como garota-propaganda). A abertura de mais lojas em mercados emergentes, como China, Índia, Oriente Médio e Brasil também foram determinantes.
É claro que a criatividade de Christopher Bailey e suas elogiadas coleções não podem ser ignoradas. Sem dúvidas, ele soube interpretar perfeitamente o DNA da Burberry para o consumidor do novo milênio. Sua mais recente estratégia, a linha de maquiagem, está chegando ao varejo. A campanha, fotografada por Mario Testino, tem Lily Donaldson, Nina Porter e Rosie Huntington-Whiteley usando os clássicos trench-coats. Todos os produtos estão sendo divulgados no site, Twitter e Facebook da marca o que significa mais lucros recordes à vista!


















































