Semana de Moda de Paris – Outono/Inverno 2010-11: Louis Vuitton, Miu Miu e Hermès
março 11, 2010 by Mirela Lacerda
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Louis Vuitton: fechando a temporada, Marc Jacobs reforça o recado já dado por Miuccia Prada: as curvas femininas estão de volta. Coroando outra tendência da estação, o retorno de tops semi-aposentadas, incluindo Laetitia Casta, Bar Rafaeli, Karolina Kurvova e Elle Macpherson, além das brasileiras Adriana Lima, Alessandra Ambrósio e Carol Trentini, ele fez uma viagem aos anos 50 e início dos 60, com “E Deus Criou a Mulher” como principal referência e Brigitte Bardot na cabeça. Não foi a melhor coleção dele pra marca, talvez pelo excesso de cores mortas ou pelos tecidos estruturados demais, que deixaram as saias rodadas e os blazers de tweed, lã, couro e tricô um pouco pesados demais. Mas o recado estava dado: corselets ressaltaram o busto, a cintura era marcada por cintos finos e os sapatos com laços na ponta eram até românticos. A releitura da clássica bolsa Speedy foi outro bom momento e ela ficou perfeita carregada nas mãos protegidas com luvas das ladies!
Miu Miu: se na Prada o foco era a mulher adulta, com releituras dos anos 50, na segunda marca de Miuccia, suas meninas vieram dos anos 60 e provavelmente eram clientes de Mary Quant. Com mini vestidos e mini saias, blusas de gola rulê ou com laços nas golas, a coleção foi recheada de peças desejo. Aplicações de flores nas barras e alças deram um ar mais inocente às peças que eram basicamente em preto, com alguns toques de amarelo e lilás. No final, mais aplicações e belos modelos de renda em nude. Nos pés, pumps de salto grosso ou mocassins quadrados. Já as bolsas eram pequenas e de mão.
Hermès: Jean Paul Gaultier também entrou na onda dos anos 60, mas pela via da TV britânica, se inspirando no seriado “The Avengers” e unindo humor e (muita sofisticação). Lily Cole abriu o desfile num macacão de couro, com chapéu coco e guarda-chuva. O couro preto foi um material importante, misturado ao croco em jaquetas, trenches ou com golas de mink. Marrom, camelo, laranja e uma estampa de leopardo também marcaram presença em algumas sobreposições. O final do desfile foi dedicado aos looks masculinos, com ternos completos e camisas com gravatas. As bolsas Birkin apareceram em vários tamanhos e, claro, foram outro destaque.
Semana de Moda de Paris – Outono/Inverno 2010-11: Chanel, Valentino e Chloé
março 10, 2010 by Mirela Lacerda
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Chanel: quase 80 looks (alguns masculinos) e um iceberg de 265 toneladas importado da Suécia para recriar o clima polar no Grand Palais são a prova que não existe marca mais poderosa do que a Chanel. Obviamente a Maison nem sentiu cheiro de recessão (ano passado foi o recorde histórico de vendas) e só nesta semana foi anunciado que Karl Lagerfeld vai fotografar a próxima edição do calendário da Pirelli e ser condecorado com o titulo da Legião de Honra da França de 2010. O desfile de outono/inverno foi um espetáculo em todos os sentidos. As peles rivalizaram com o tweed em importância e apareceram de todas as formas: em casacos, como macacões imitando urso polar (essas eram fake), nas calças e saias, como polainas, por cima das botas e nas barras das peças. Já o clássico tweed veio em branco, marfim, vermelho, marinho e preto, como tailleur e mini vestido. Os tricôs também tiveram destaque, em diferentes texturas, nos suéteres de gola rulê ou nos vestidos. Lindos os tingidos de 2 cores, especialmente o branco e azul bebê. No final, o momento andrógino com camisas e gravatas sob os tailleurs e um meio fraque. Para fechar, looks em renda bordada com mais tricô e tweed, colares longos, botas bicolores e bolsinhas de pele. Para ser chique até no Pólo Norte.
Valentino: esta foi a melhor coleção da dupla Maria Grazia Chiuri e Pier Paolo Piccioli desde que assumiram o comando da grife. Mais focados, escolheram trabalhar o romantismo com doses de arquitetura, vistos nos primeiros looks de vestidos e casacos que formavam babados esculturais. Tecidos mais leves, como chiffon e seda também apareceram, em boas combinações com casacos e coletes de pele. Camadas de babados mais discretas surgiram em vestidos longos, que dominaram a parte final. Na cartela, brando, bege, nude, preto e o clássico vermelho, que ganhou uma boa leitura.
Chloé: sportswear, toques de anos 70, cartela do bege ao marrom… a única novidade do desfile foi a volta de Raquel Zimmermann, que anda sumida das passarelas internacionais. Hannah McGibbon não quis arriscar desta vez e trabalhou o que já vem fazendo desde que estreou na marca: casacos minimalistas, suéteres de gola rulê, camisas (algumas em jeans) de gola-laço, vestido reto, alguns detalhes de pele, tricôs, mini saias ou saias de couro em A, calças pantalona, harem e clochard. De uma grife como a Chloé espera-se que faça a diferença e não seja apenas uma seguidora de tendências…
Semana de Moda de Paris – Outono/Inverno 2010-11: Alexander McQueen
março 9, 2010 by Mirela Lacerda
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Ah, se ele soubesse como faz falta… A última coleção de Alexander McQueen, cujas 16 peças apresentadas hoje, no QG do PPR, estavam prontas antes de sua morte em 11 de fevereiro, são mais uma demonstração de seu absurdo talento. Referências ao Império Bizantino, às pinturas clássicas e ao escultor holandês Grinling Gibbons deram corpo aos modelos com volumes localizados: mini saias balonês, mangas fofas e algumas “abas” nas blusas. As cores eram vermelho, dourado, preto e off-white. O trabalho de estampas digitais que McQueen já desenvolvia há várias estações estava presente na reprodução de pinturas e esculturas, enquanto os bordados dourados, bem ao estilo rococó, se destacaram ainda mais no cenário do desfile.
Nas últimas peças, mais fluidez com as sedas dos longos vestidos sob mantos bordados e estampados e o look final: um casaco de penas douradas sobre um vestido-sereia de tule. Nos pés, cuissardes e ankle boots com plataforma, bem mais usáveis que os sapatos-tatu da última estação. Na cabeça das modelos, uma espécie de coroa, como a crista de algumas aves.
Foi uma apresentação emocionante, que levou às lágrimas vários convidados. A notícia que a marca vai continuar, ainda sem um nome à frente (esta semana surgiram especulações que Gareth Pugh ia ocupar o cargo, mas ele desmentiu) por um lado serviu de consolo para clientes e admiradores. Mas por outro, saber que o gênio McQueen não está mais por trás nos dá muita tristeza…
Semana de Paris – Outono/Inverno 2011: Stella McCartney, YSL, Giambattista Valli e Ungaro
março 9, 2010 by Mirela Lacerda
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Stella McCartney: a estilista bateu o martelo sobre a volta do minimalismo. Em uma excelente coleção, com peças-desejo do primeiro ao último look, estavam lá um mix de anos 60 e 90, toques esportivos, além de rendas e transparências estrategicamente colocadas. Blazers, calças skinny, tricôs, mini vestidos (vários de um ombro), golas altas e decote V, lã, cetim e alguns bordados de paetês estavam perfeitos numa cartela de neutros (preto, branco, cinza e nude) com toques de vibrantes (fúcsia e laranja). Impecável.
Yves Saint Laurent: sportswear e alfaiataria, sem contar o clássico look da parisiense. Assim Stefano Pilati resumiu o outono/inverno 2010 da grife. Com muito preto e toques de branco, o estilista até brincou com a indumentária típica de uma freira com chapéus e capuzes. Mas o destaque vai mesmo para a modelagem chique das saias lápis, das camisas de mangas fofas, das pantalonas e dos vestidos de vários comprimentos (mini ao midi). Como acessório principal, correntes douradas com pingentes, que funcionavam como colares ou cintos e para quebrar a rotina, capinhas plásticas. No fim, apareceram as texturas e as peças de cetim coloridas: capa e vestidos coquetel em rosa, verde, azul e amarelo, usadas com longas luvas.
Giambattista Valli: o designer que acaba de encerrar seu contrato com o Mariella Burani Fashion Group, empresa italiana que produzia suas coleções e que pediu falência há poucas semanas, mostrou uma bela coleção focada em texturas, volumes e numa silhueta vagamente anos 60. Entre casaquinhos e tailleurs, muitos mini vestidos recheados de aplicações e bordados de plumas e peles ou de tecidos transparentes em branco, preto, nude e vermelho. Para finalizar, longos fluidos ou em modelagem sereia – estes últimos verdadeiras esculturas.
Ungaro: sem Lindsay Lohan e a reação negativa da imprensa, Estrella Archs pôde exercer sua real função de estilista. A coleção era honesta, porém não impressionou, ficando na zona de segurança dos vestidos coquetel, mini blazers, calças cigarrete e uma combinação de mostarda, verde esmeralda e pink. Os vestidos plissados do final eram bem construídos e devem vender razoavelmente se os compradores retomarem a simpatia com a grife.
Semana de Paris – Outono/Inverno 2011: Céline, Lagerfeld, Chalayan, Givenchy e Galliano
março 8, 2010 by Mirela Lacerda
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Céline: é incrível o que Phoebe Philo já fez pela marca em seu segundo desfile (e terceira coleção). Ela simplesmente deu o tom da moda da nova década, definindo muito bem o que é o minimalismo em 2010. Clássicos repaginados e alfaiataria são as palavras de ordem, porém o efeito surpresa aparece nos detalhes com os bolsos quadrados de couro, em vestidos e casacos, e os botões deslocados. Camisas, saias e jaquetas de couro, calças cigarrete, rendas e túnicas de lã, em tons neutros de preto, branco, marfim, marinho e verde musgo, são os essenciais da temporada. Outro detalhe importante: golas altas. Por fim, tricôs com alguns brilhos, botas, mocassins e cintos com fivelas de metal completam o que a mulher contemporânea precisa em seu guarda-roupa.
Karl Lagerfeld: ele já trabalha há várias temporadas versões de seu próprio estilo (calça e jaqueta pretas, camisa branca de gola alta) só que desta vez o kaiser se superou. Numa bela coleção que misturou futurismo e arquitetura, o destaque vai para as jaquetas e casacos, com muitas basques e bainhas arredondadas, além de calças skinny de vinil. Os zíperes e as terminações em cores contrastantes reforçaram a mensagem. Outros destaques: saias lápis, transparências, suéteres de gola rulê, mini vestidos e bordados de brilho.
Hussein Chalayan: há algumas estações os espetáculos tecnológicos deram lugar a coleções focadas nas roupas, sempre muito boas, por sinal. Desta vez, fez uma road trip pelos EUA, destacando os diferentes cenários do país. O inicio foi em Nova York, com blazers oversize e peças street, usadas com tênis de um jeito bem andrógino. Depois, uma passada na Pensilvânia e uma releitura do traje amish, com capuzes e vestidos midi de mangas. No Texas, excessos em brilhos e bordados em faixas que lembram as das vencedoras de concurso de beleza, jeans lavados de cintura alta e moletons com patches nos ombros. Depois foi a vez das polainas de crochê coloridos e de uma espécie de fuxico bordado nas jaquetas. Uma herança do Novo México? Peças em lã bege e um casaco de camurça lembram esportes montanhosos, enquanto capinhas e chapéus de couro, a bruxas de Salem. Finalmente, glamour em longos de estampa digital com grandes fendas, brilhos, cintura marcada e babados nos ombros mostram que chegamos em Los Angeles.
Givenchy: Riccardo Tisci se inspirou no esqui e no mergulho, porém, referências esportivas passaram longe dessa sofisticada coleção com muita alfaiataria, rendas e veludo. Os tons principais eram preto, vermelho e nude, que juntos ou combinados formaram ótimos looks. Os blazers de smoking usados com calças retas eram impecáveis, assim como os mini vestidos e mini saias de zíperes abertos, formando abas laterais. As blusas com babadinhos confirmam o trabalho minucioso do estilista. No mais, luvas em vermelho e dourado, botas de laços, meias trabalhadas e blusas de plumas.
John Galliano: em mais uma de suas viagens pelo mundo, o estilista criou uma história sobre os nômades das montanhas do Oriente e injetou todo luxo possível em peças sobrepostas, com muitos detalhes de pele e bordados, transparências e brocados. Nas formas, muito volume nos macacões e casacos de cintura baixa e linhas mais ajustadas nos vestidos de chifon de corte enviesado e tons vibrantes (amarelo e pink).
Semana de Paris – Outono/Inverno 2011: Viktor & Rolf, Gaultier, Comme des Garçons
março 7, 2010 by Mirela Lacerda
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Viktor & Rolf: a dupla holandesa sempre tem uma carta na manga na hora de projetar seus desfiles. Desta vez, Kristen MccMenamy (que desfilou pra Calvin Klein nesta temporada) serviu de boneca para os estilistas vestirem e despirem enquanto o show rolava. Um clima esportivo de luxo, com anoraks, peças com zíper, cordas e muitos bordados de cristais e metais marcaram a coleção que teve ainda casacos de pele, vestidos tomara-que-caia e leggings bordadas. Esta foi também a mais comercial das linhas da marca em anos.
Jean Paul Gaultier: uma versão fashion do “It´s a small world” da Disney é a melhor definição deste outono/inverno do estilista. Como ele já está acostumado aos temas étnicos sabe como evitar as armadilhas de tudo parecer figurino. Assim, do Alaska à Ásia havia referências para todos os lados: jacquards orientais, calças harem, florais de rosas espanholas, colares, turbantes e tricôs africanos, xadrez vichy… Mas no meio disso tudo, estavam lá blazers risca-de-giz e peças esportivas que funcionam em qualquer lugar do mundo.
Comme des Garçons: Miuccia Prada deu luz à discussão sobre a volta das curvas femininas em seu desfile. Será que Rei Kawakubo também tinha uma mensagem desse tipo por trás de seus looks “boneco da Michelin”? Muitos enchimentos aumentaram consideravelmente os volumes de casacos, vestidos, blazers e saias da coleção. Mas não há nada de novo aí, já que a estilista adora brincar com proporções. Na cartela também estavam suas marcas registradas: preto, branco, cinza, marinho e xadrez.
Semana de Paris – Outono/Inverno 2011: Lanvin e Vivienne Westwood
março 6, 2010 by Mirela Lacerda
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Lanvin: quem não quer um vestido de Alber Elbaz? Suas criações aparentemente simples são daquelas peças eternas e que sempre vão ser curingas do guarda-roupa. Pois pro próximo outono/inverno os vestidos com assimetrias, com drapeados localizados, em tons de preto, cinza, marinho e roxo continuam lá, assim como os maxi colares que a grife lançou e que viraram febre, só que agora há uma referência forte à Africa, com penas e grandes pingentes étnicos. Alber sabe que uma mulher também precisa de bons casacos e trouxe alguns sem cavas nas mangas e com volume nos ombros – não exatamente uma silhueta atraente mas… Para completar, as modelos usaram um peruca à la Cleopatra, ela sim uma mulher que conseguia tudo que queria!
Vivienne Westwood: as ironias da estilista desta vez se voltaram para típicas figuras aristocráticas inglesas, com suas combinações de roupas excêntricas, mistura de estampas e volumes. Mas ela também ironizou o príncipe encantado, com camisetas, mais estampas e coroas nas cabeças de algumas modelos, que também exibiam um bigodinho-porteiro nada charmoso. Ainda bem que tudo é uma grande brincadeira para ela!
Semana de Paris – Outono/Inverno 2011: Christian Dior, Isabel Marant e Roland Mouret
março 5, 2010 by Mirela Lacerda
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Christian Dior: John Galliano continuou o tema eqüestre que trabalhou na alta-costura, em janeiro. Desta vez, elementos do século XVIII e do boudoir se misturaram aos redingotes e às calças jodhpur com botões laterais. Um vestido de chiffon abriu o desfile, usado com casaco de couro marrom e cuissardes, seguido por suéteres de tricô, peças em mohair e xadrez, detalhes em pele, calças corsário e muitas jaquetas e mini vestidos em couro ou georgette. No final, os longos em tecidos transparentes, com calcinhas aparecendo e bordados de brilho. Nos acessórios, além das cuissardes, botinhas com meias 7/8 decoradas, cartolas e boinas, bolsas médias de couro ou de pele, imitando crina de cavalo!
Isabel Marant: a marca que é a cara da parisiense andou passeando pelos EUA dos anos 50 e se inspirando no figurino das personagens rebeldes de “Grease”. Assim, calças capri de cintura mais baixa (em jeans, couro e bordadas de brilhos) apareceram com jaquetinhas jeans e de couro com sapatilhas nos pés. Pensando bem, é a cara da menina da Rive Gauche, não? Mini vestidos tubinho, faixas de couro na cintura, tricôs, detalhes de pele e coletes, além de peças metalizadas em prateado e dourado foram outros destaques. Duas tops sumidas das passarelas reapareceram no desfile: Erin Wasson e Anouck Lépere. Ambas personificam a grife muito bem.
RM by Roland Mouret: o rei dos vestidos justos (Galaxy e Moon, lembra?) também é um craque em outras modelagens como ele mostrou nesta coleção de referências esportivas e formas-origami. Pregas, dobras e drapeados apareceram nos tailleurs, nas blusas com capuz e nos vestidos de jérsei curtos e longos. Na cartela, preto, marinho, nude e vários tons de rosa.
Semana de Paris – Outono/Inverno 2011: Nina Ricci, Rick Owens e A.F Vandevorst
março 5, 2010 by Mirela Lacerda
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Nina Ricci: a segunda coleção de Peter Copping teve inspiração na Belle Époque e na coreógrafa Pina Bausch. Resquícios da presença de Olivier Theyskens podem ser vistos em algumas peças, sobretudo em um vestido de babados cinza, mas também a carga de Peter de 12 anos na Louis Vuitton é facilmente identificável. O fato é que ele está mantendo a aura romântica da grife porém com abordagem mais comercial e, aparentemente, está dando certo. Flores aplicadas, renda guipure, vestidos de cetim, corselets, boleros de pele e tons de rosa conservam a feminilidade, quebrada por jaquetas de couro preto e casacos até o pé. Outro aspecto interessante é que o estilista consegue atingir das jovens até as mulheres maduras sem parecer perdido. Ponto pra grife.
Rick Owens: um dos reis do couro escolheu uma silhueta cilindro para o seu outono/inverno com muitos coletes, capuzes e blusas de golas altas, além de assimetrias e volumes nas peças geométricas. Cinza, marrom e verde militar foram as cores principais.
A.F Vandevorst: Filip Arickx e An Vandevorst misturaram militar e equestre em uma coleção com assimetrias e sobreposições, jodhpurs para dentro das botas e coletes que mais pareciam à prova de balas (com ilhoses aplicados). Os tricôs de golas drapeadas e as estampas do tipo rabisco foram as melhores peças.
Semana de Paris – Outono/Inverno 2011: Balenciaga e Balmain
março 4, 2010 by Mirela Lacerda
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Balenciaga: poucos estilistas têm a capacidade de tirar nosso fôlego com suas criações e Nicholas Ghesquière é um deles. Entre o futurismo inspirado por “2001, uma odisséia no espaço” e a tradição e simplicidade do tricô, ele trouxe mais uma coleção-chave para a temporada. O desfile começou com tailleurs de formas quadradas, com bloco de pele na cintura. Depois foi a vez dos vestidos e túnicas, usados com calças mais curtas, em listras e cores contrastantes (amarelo, azul, verde água, salmão, rosa bebê e bege). As micro saias e os suéteres texturizados vieram em seguida, seguidos por blusas e jaquetas de couro com abas nas costas (o que conferia um volume extra visto de frente). Por fim, blusas estampadas com o que parecia ser anúncios publicitários. Bravo!
Balmain: em time que está ganhando não se mexe. E como a Balmain está faturando alto, a fórmula de Christophe Decarnin permanece: muito anos 80, glam rock, brocados, bordados e brilhos. Além dos micro vestidos, com fendas e decotes ultra V, o destaque foi para os terninhos de calças boot cut de cintura baixa e blazers justinhos. No mais, muito dourado nas jaquetas de lamê, blusas de tecido transparente com gola lenço, terno em risca-de-giz e alguns casacos de pele coloridos em branco e roxo, os outros tons da coleção.
































































